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quarta-feira, 11 de março de 2026

Respeito e Gratidão

 

Quando eu caminho e olho para o Mundo, Peregrino eu sou. Observante de tudo o que se passa, de tudo o que está imóvel, também. Grato por ver, Grato por sentir. Vejo e, também, sinto, contendo as emoções, não expressando a pequena parte que vai em mim, porque eu pertenço ao Universo, faço parte da Evolução; eu ajo porque tenho de agir, forçosamente. Temo a dor, no entanto. Aflige-me a incerteza da reta final, expoente máximo no qual eu me tornarei, nessa data, o meu ‘eu’ definitivo, que se vai definir, por redundância. Tornar-me-ei Memórias Futuras, ‘Future Memories’, do que ainda perdurar. Haverá um ciclo da existência em que tudo se reinventa? A dissolução do que foi um dia um sistema me abarcará, e eu pergunto no que me tornarei? Que volatilidade serei? Ficará, ainda, a minha Alma, a essência do que sou e me definirei? Ou tudo é uma ilusão? Esta realidade caótica faz-me procurar por justiça, entendê-la melhor, perscrutar a sua existência, tudo para que eu possa entender a minha, a essência do que é o nosso interior, a nossa Alma. Procuro uma Fé Verdadeira, certamente ela não me é demonstrável, apenas será Puro Sentimento. Vejo: que sorte tenho! – E sempre fizeram parte de mim… Que Respeito profundo, a admiração por essas duas características, que devem nortear cada um de nós. A reflexão viva que nos pode possuir, contem uma Força que faz parte das ideias, devo entendê-la na relação com esta realidade, com a linha do tempo que vou descobrindo avidamente, para me fascinar a cada momento, para salvar a minha vida, por um Bem Maior. Sinto os ventos da mudança. Levar-me-ão para onde a minha imaginação for. Tempo de ir dizendo aDeus. A ilusão que se desvanece sem nunca desistir de ir sonhando que a encontrarei novamente, muito em breve. Fantástico! Olhar a partir deste Sentimento! Que vastidão! Quanta pequenez consigo vislumbrar daqui para me concentrar no mais importante, para mim, mesmo sem ter querido, em toda a Generalidade sólida!

Escrevi estas palavras a 26 de janeiro, parei e continuei refletindo, com respeito; depois do que que continuo Sentindo, como não dizer ‘com Gratidão’. Será sempre assim, todos e cada dia da minha vida. 💫

sábado, 1 de novembro de 2025

Jóia [INCEPÇÃO (26.11.08)]

 <<    Aquele sítio. Aquela jóia escondida. Aquela memória que há-de residir em mim até que a minha mente volte a pertencer ao nirvana. Aquela memória sem fim. Desde aquele dia, que não posso precisar - porque a memória não é precisa, como o tempo, que foi inventado –, que pus o meu passado naquele local, a minha memória, para que não me perdesse. Aquela é a minha caixa negra, que perdurará, mesmo depois de eu deixar de existir. E então, quase que me esqueci de quem era, quando tudo desabou sobre mim. Pensei que nunca mais me fosse encontrar, mas aquela caixa, naquele local, fez – me recordar outra vez. Aquela jóia (!). Aquela força da natureza, que protege, que nos guia - qual estrela cintilante que nos guia -, porque só nós sabemos interpretar o seu movimento. Alguns nascem como que com todos os direitos, e eu nasci com alguns que me permitem estar aqui e agora, sendo quem sou. Alguns nascem num berço de ouro, mas eu aproveitei o simples berço de madeira tosca que me foi reservado para singrar nesta vida - como se eu tivesse chegado a um patamar elevado [Na minha mente cheguei, e estou voando]. Eu depositei tudo o que tinha naquela jóia, quando tive algo. Eu guardei e dei valor ao que já não parecia ter, aproveitei o que já não servia aos outros para que tivesse alguma coisa, como se fosse um vagabundo, aproveitando os farrapos dos outros. Eu vivo (!). Eu o devo a quem não conheço. Eu partilho o meu mundo, com quem partilha, este, comigo, esta terra, a sabedoria de quem sabe inventar e me dá asas para que eu possa voar e ser uma Águia outra vez, tal como uma Fénix renascida. Alguns dão asas aos desejos, porque tudo lhes é permitido, não se abstendo de tal, não sabendo o que é a repressão, a recusa ou a negação, nem a contenção, nem a espera do reforço, tudo o que querem têm, ou então pensam ter tudo quando na verdade não têm nada. E eu pergunto-me porque não tenho o que quero, querendo eu tão pouco? Porque terei que ser um indigente, aproveitando aquilo que outros utilizaram e deitaram fora em condições de utilização, em nome da inovação, de dar o máximo que se puder no espaço de uma vida, consumindo sem freios o que devia ser preservado para outros, como se existisse o seu direito, que merecem usufruir de uma terra bela por muito mais tempo e que se vêem na contingência de sentir que nasceram como se fossem carne para canhão, extirpados dos seus desejos mais básicos, nascidos não com amor mas por uma casualidade do Universo que possivelmente os desejou para equilibrar algo que estava em desarmonia, passando por esta vida sem saber porque respiram, porque vivem, porque bate os seus corações [como se eu soubesse…] – como se eu estivesse a, ou pudesse defender quem quer que seja, como se eu os conhecesse. Não os conheço, mas sei de que lado dos bastidores estão quando eu estou fora de cena, eu conheço o outro lado dos bastidores. Vejo como esses actores vêem e sentem essa realidade que eles criam, vejo que a realidade é uma esquizofrenia, onde se vêem coisa, ouvem coisas, que acabam efectivamente por acontecer, muitas das vezes, neste fantástico mundo humano. Vejo que uns são esquizofrénicos e conseguem viver em harmonia com o mundo [social] e conseguem ser construtivos e deixam – nos viver, eles são úteis. Outros são depreciados a começar pelo nome que lhes é atribuído, porque na verdade não são compreendidos por quem não lhes é inerente a sabedoria nas suas vidas, os pseudo – inteligentes e pseudo - sabedores. Toda a arte destes pequenos grandes génios [pequenos porque não difundidos] é desvanecida por quem se pensa inteligente [e se pensa o mais humano dos homens, quando na verdade é um parasita da sociedade, tanto quanto os inúteis que sofrem pela marginalização e incompreensão], que diz que os que querem ajudar e os afundam cada vez mais. Mas afinal o que é a realidade? Uma vida esquizofrénica e paranóica é o que é, e cada vez mais se está a transformar a sociedade. Vejamos a música, vejamos a imagem, a virtualidade, a informação a circular, o caos, a entropia, querendo significar entropia como desordem do mundo da informação. Os homens gostam de tanger os limites, pôr-se à prova, quando a prova já está predeterminada. Os homens gostam de alargar limites. Mas o limite existe. Assim como existe o limite do dia, o homem assim o delimitou. E amanhece como se o fim estivesse próximo. Límpido e frio, ou cinzento, quente ou como for, este é o meu amanhecer hoje, amanhã terei outro e serão cada vez mais iguais. Há tantos amanheceres quantos homens habitam esta terra, que será injusta enquanto existir, que terá sempre dois pólos, a opulência e a miséria, a alegria e a tristeza, o bem e o mal, enquanto existir esta terra. Nós somos o sentido e o limite, o princípio e o fim. E tudo será como é enquanto existir a memória do homem, recordada pelo homem, que falará para si enquanto existir. A memória. A jóia que cada um deve utilizar quando é mais necessário. Chamem a isso esquizofrenia, um espaço ideal entre a memória e o sonho, um mundo paralelo à realidade, que por sua vez é outra realidade. >>

quinta-feira, 8 de maio de 2025

Completo

     Deitar cá para fora. Inspirar, mas também expirar. Ir buscar as energias interiores, ‘amassá-las’, dar-lhe forma de uma maneira coerente e correta. O Sagrado acontece, portanto, muito cuidado com o que se diz. Sim, muitos sabemos disso. E, contudo, continua-se buscando a verdadeira essência de tudo, num cansaço incompreensível e esgotante, mas inevitável. As ferramentas que se utilizam para atingir o Saber absoluto são erradamente adoradas, quando, são apenas meios e contextos mutáveis no maior ou mais curto espaço de tempo para O conhecermos, O nosso destino, Tudo o que podemos saber numa vida ou num momento. A ciência é um dom do Universo e da Infinidade que nunca estará acima de Tudo e no entanto muda o mundo, não obstante, também destrói e me faz indagar o que é ‘isso’ de ‘mudar para melhor’, quando o mundo está cada vez mais poluído, doente, desgastado e explorado rumo ao tempo útil de existência. O tempo de outros entendimentos, descobertas e compreensões ainda não chegou, e, no entanto, avança cada vez mais, avassaladoramente para a humanidade e para o mundo, num destino que se adivinha num espaço temporal vital cada vez mais perene, como se tudo tivesse que acontecer como acontece, onde nós, somo uma ínfima parte da Grandiosidade que sentimos e para a qual contribuímos, para a evolução deste Universo, o Bem absoluto que irá tomar conta do Ideal Verdadeiro, apesar das grandes convulsões existentes e de um fim anunciado. Um fim completo, desejaria eu, sabendo que nem mesmo eu entenderei um dia o que digo, direi ou foi dito. Vivemos num mundo de ideais. A mentira grassa num patamar inalcançável para mim, mas dou por mim a indagar se não será um mal necessário para combater o próprio mal que se quer sobrepor desde sempre ao Bem. Pessoalmente tenho que lutar pelo Bem; Gostava de não ter medo do fim, da indiferença, da dor, do nada que já um dia foi tudo, do momento final ou dos momentos finais; simplesmente acabar… completo.

domingo, 7 de janeiro de 2024

Tu és o Maior

 

            Permite-me estas palavras. Tu és o Maior. Por isso tenho estado aqui. Suponho que Sabes quem sou e isso nem interessa. Tudo é passageiro mas pleno de sentimentos e emoções. Não me Tens abandonado, mesmo quando tudo parece desabar, o destino está escrito. O Universo se move para me dar lugar, algo grandioso de se sentir e observar. Não tenho podido ser mais, mas também nunca fui menos. A gratidão tem que tomar conta de mim, porque me Deixas ser quem sou; até agora sempre fui o mesmo, o mesmo homem que sente o que tem de ser sentido, simplesmente um ser, simplesmente um animal. Devo medir as palavras. Devo controlar-me; sei que tem de ser assim, não pode ser de outra maneira. Devo tentar sentir mais ainda, tentando perceber mais para chegar até Ti, na esperança de que sou poupado, de que não farei mal, para que, contudo, a força esteja comigo para me defender. Somos quem somos, resta-nos entender porque somos e porque viemos a este mundo, conhecendo-nos melhor a nós próprios a cada segundo que passa, admirando as coisas como são e como acontecem. Pertence-nos uma história, a qual temos de agradecer por a podermos refletir, obrigado por isso. Vejo o amor dado e o amor recebido e, por isso, estou aqui, porque me foi dado este lugar e este espaço no tempo, nessa comunhão de conceitos que tomam interpretações múltiplas, mas, das quais, temos que entender (retirar) a sua essência. As repostas não são claras, como causa - efeito; as respostas sentem-se, e Tu me deixas sentir assim. Livra-me dos maus entendimentos, das más interpretações, Livra-me das más-línguas. Dá-me um bom fim; cada vez mais vejo e sei o que Me tens feito, mas, não sei quem És, mas, ainda assim, És. Não quero falar em vão, devo temer as palavras e as ações admirando a maneira e o motivo do meu agir passado que me vai sendo dado a conhecer, certamente o bem é o que tem de perdurar, o bem resta sempre em nome da Arte da evolução.

sábado, 17 de outubro de 2015

Preocupações pessoais e ambientais



            A minha preocupação com o que se passa na minha vida é proporcional ao que se passa no mundo e no Universo, e proporcional à impotência que sinto pra mudar para melhor qualquer uma das anteriores situações. Tento compreender o que se passa, mas sei que não é o facto de compreender que muda as coisas em si, porque o facto de compreender é meramente o de observar com mais aproximação e verdade o que se está a passar, não significa que tenhamos a capacidade de controlar ou mudar as coisas. Um homem não é ninguém sem os outros homens, assim como qualquer ser nunca foi algo substancialmente potenciador de mudança sem pelo menos haver outros seres que o envolvem, sejam da mesma espécie ou não, além de todo um ecossistema que lhe permite efetuar mudanças; e até ao século passado ou séculos passados, talvez poucos milénios atrás, já com a existência do homo-sapiens, terá havido o pico da Biodiversidade, que acredito ser difícil de voltar a encontrar na história da terra [Tenham medo, pois a terra nunca mais será a mesma, por mais que tentem fazer ver que está tudo a ir para melhor, que o pior já passou, como que iludindo as crianças e os ignorantes – A matança continua, e a maldade, malícia, ganância do homem nos levará ao fim]. Assim é a terra, um ecossistema único onde a vida cria vida e a mantém pelo passar dos tempos, dos milhares de milhares de anos que fazem a história da terra. Estamos fascinados pelo poder da comunicação em tempo real, pelos Media, pela internet, pela tecnologia, numa cegueira desenfreada, não há quem oriente as massas no sentido de conservação da terra, da abnegação pelo poder de controlar desenfreadamente as mentes que estão zombies. Falar é fácil, mas fazer é muito mais difícil, incomparavelmente mais difícil, talvez não haja uma vontade clara no rumo que o mundo toma, e tudo segue ao acaso, mas um acaso medonho. Uma nova ordem se impõe, disso tenho a certeza, a fim de ainda salvar o mundo, de reduzir a nossa dor e a dos filhos que são amados. Os corações estão totalmente eclipsados pelo poder de exploração da natureza a que o homem foi capaz de chegar, e, ao mesmo tempo isso permite criar realidades supérfluas. Os problemas, quando não nos tocam, são sempre dos outros, como se houvesse sistemas completamente isolados, como se fossemos imunes ao que está longínquo, quando na verdade tudo está relacionado. Na minha mente, procuro pela resposta à questão se o homem tem o direito de usufruir da natureza para seu prazer, sem pensar nas consequências num futuro mais ou menos longínquo ou imediato, e a resposta mais justa que encontro é que se o homem tem o direito de usufruir, também tem o dever de cuidar e proteger, de permitir a renovação do ecossistema para seu próprio bem.
            E que tal se plantássemos árvores? Uma ideia que vem desde sempre, pelos conservadores e protetores da natureza, que faz todo o sentido e que significa abrangentemente: ‘Protege a natureza e te protegerás’. Porque existem cidades onde pessoas não sabem mais o que é a natureza, como funciona a natureza? Porque não nos viramos para o conhecimento da fauna e da flora, de uma maneira massiva, e tentamos proteger a natureza para nosso próprio bem, em vez de passarmos horas da nossa vida vendo filmes, galhofando das vidas alheias, criando ilusões, fantasias, novelas, inação saturada, doenças. Nada é connosco, é, por exemplo, com os governos…; Porque os governos não têm poder, porque não há um ‘bom’ poder? Será que o poder existe na verdade? O poder para proteger o interesse do equilíbrio da terra? É difícil… essa é que é a verdade. A teoria é uma, até pode ser boa, mas a prática é outra, difícil de implementar, e, mesmo assim, sem desculpa para não tentar.
            Pessoalmente, tenho um certo contato com a natureza, tento ter uma vida diversificada, dentro do que são as minhas energias e capacidades; sei que posso pouco, mesmo assim; as minhas habilidades sociais são curtas, mas a minha maneira de sentir o mundo é única, continuo acreditando nisso; e no fundo, sem ser egoísta por isso, preocupo-me imenso comigo e com a injustiça que me envolve, tentando libertar as amarras que de algum modo me tentam acorrentar, o desequilíbrio que se acomete comigo.