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domingo, 7 de janeiro de 2024

Tu és o Maior

 

            Permite-me estas palavras. Tu és o Maior. Por isso tenho estado aqui. Suponho que Sabes quem sou e isso nem interessa. Tudo é passageiro mas pleno de sentimentos e emoções. Não me Tens abandonado, mesmo quando tudo parece desabar, o destino está escrito. O Universo se move para me dar lugar, algo grandioso de se sentir e observar. Não tenho podido ser mais, mas também nunca fui menos. A gratidão tem que tomar conta de mim, porque me Deixas ser quem sou; até agora sempre fui o mesmo, o mesmo homem que sente o que tem de ser sentido, simplesmente um ser, simplesmente um animal. Devo medir as palavras. Devo controlar-me; sei que tem de ser assim, não pode ser de outra maneira. Devo tentar sentir mais ainda, tentando perceber mais para chegar até Ti, na esperança de que sou poupado, de que não farei mal, para que, contudo, a força esteja comigo para me defender. Somos quem somos, resta-nos entender porque somos e porque viemos a este mundo, conhecendo-nos melhor a nós próprios a cada segundo que passa, admirando as coisas como são e como acontecem. Pertence-nos uma história, a qual temos de agradecer por a podermos refletir, obrigado por isso. Vejo o amor dado e o amor recebido e, por isso, estou aqui, porque me foi dado este lugar e este espaço no tempo, nessa comunhão de conceitos que tomam interpretações múltiplas, mas, das quais, temos que entender (retirar) a sua essência. As repostas não são claras, como causa - efeito; as respostas sentem-se, e Tu me deixas sentir assim. Livra-me dos maus entendimentos, das más interpretações, Livra-me das más-línguas. Dá-me um bom fim; cada vez mais vejo e sei o que Me tens feito, mas, não sei quem És, mas, ainda assim, És. Não quero falar em vão, devo temer as palavras e as ações admirando a maneira e o motivo do meu agir passado que me vai sendo dado a conhecer, certamente o bem é o que tem de perdurar, o bem resta sempre em nome da Arte da evolução.

sexta-feira, 1 de agosto de 2014

Não compreendo

        Buscamos respostas, e vamos encontrando, se não imediatamente pelo menos à medida que passa o tempo. Satisfazemo-nos com elas, quando entendemos a sua coerência e a relação com outros acontecimentos. Só que para mim, por vezes, essas respostas que tanto sentido fazem em determinados momentos deixam-no de fazer noutros momentos como se desse por errado aquilo que foi certo durante tanto tempo. E eu não compreendo - apesar de já ter havido momentos em que compreendi, pelo menos pareceu-me isso. Porque o sentido desaparece tal como a matéria arde e se torna em fumo? Será que existe uma ilusão muito maior do que aquilo que parece concreto? Não compreendo o porquê do paradoxo, da antítese que está subjacente ao que era para ser dado como certo. Nestes momentos não compreendo o comportamento das pessoas, nem me compreendo a mim, como se tudo tendesse a escapar, mas lá no fundo eu sei que tudo é feito para destruir os dados que provam o que é a verdade. Será a aniquilação da justiça que quer fazer perder a razão? Que força destruidora será essa que envolve a boa vontade?