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sexta-feira, 30 de janeiro de 2026

A força da natureza, ou será do sobrenatural? [ INCEPÇÃO (10.12.13) ]

 

     Os dias têm passado. O Outono, cada vez mais frio, tende a instalar-se, rumo ao Inverno, que já não e como outrora, porque tudo muda, porque tudo tem de mudar. O clima altera-se; sempre tive noção da mudança, de que nada estava parado; mas não tinha consciência de que, cada vez mais, teria menos forças e capacidades para enfrentar mudanças, menos forças para ultrapassar as dificuldades; Na verdade, pensei que apesar da mudança, não iria chegar tão longe [com relevância no que diz respeito ao conhecimento, compreendendo em simultâneo que - e tendo dificuldade em aceitar que - sei tão pouco] e ao mesmo tempo ficar tão perto de onde nasci, pois, não sou aventureiro, o espirito do medo entranhou-se em mim, de algum modo que eu tento perceber, tentando ultrapassá-lo sempre mas, cada vez mais, com mais dificuldade. O Frio vai na minha alma a maior parte destes dias, nesta minha escrita irónica do que sinto realmente, porque aos extremos de sentir na pele essa ironia não quero chegar, tentando antecipar as jogadas que se seguem, como quem disse: << fingindo tão completamente, que chega a fingir a dor que deveras sente>>, Fernando Pessoa; Mas tenho medo de lá chegar, ao descambamento, neste mundo imprevisível onde me parece que tudo pode acontecer, onde a estabilidade é uma visão efémera do eterno tempo, onde eu sinto que não domino o meu destino, onde eu sou o que sou segundo o que sinto e onde estou, não podendo ambicionar, assim, ter controlo justo sobre a minha vida, sentir-me bem, talvez porque não consigo controlar o que sinto, porque deixei de ser fluente no que sinto faz muito tempo, arrastando o meu passado comigo, passado esse, que por um lado me enche de conhecimento para lutar contra algo, esse algo que me aprisiona, mas, por outro me está a fazer cada vez mais atrito, cada vez menos me deixa prosseguir; sinto que haverá um ponto de rutura algures no meu futuro, e tenho a esperança de que esse futuro seja positivo para mim como sempre o esperancei. Cheguei a pensar, em determinada altura da minha vida (naquela altura que deveria ter sido um trampolim para a vida que me restava, e não o foi) que não sentiria mais o calor da vida. Tenho visto tanto mal-entendido nela, tanta mudez, querer expressar-me e não conseguir… e, no entanto, sei que ainda ando aos tombos num vazio que não aceito e não consigo ultrapassar. Vejo coisas que de algum modo sei que nunca quis ver nem sentir em plenitude naqueles tempos, pois seria a minha derrota antes de ter sequer começado, a derrota antes de ter tentado ir mais além, como o fiz para estar aqui agora; e nessa época cerrei os olhos e lancei-me às feras lutando com a força que parecia que iria ter para sempre, a força de aguentar pesos que se acumulavam nas minhas costas, de tentar aguentar como uma rocha, que na verdade não sou nem nenhum homem o é. Assim, fui à luta e enfrentei os meus medos, desajustadamente, sei-o agora, mas na altura eu não o poderia saber nem poderia ter sido de outra maneira, eu, simplesmente, tinha que andar, tinha que continuar, para não cair na indiferença de mim sobre mim próprio, no desânimo de não ter esperança, quando a esperança deve ser a última a morrer, sempre. Eu deveria ser um ser normalmente satisfeito mas algo não o deixou ser, será que ainda é essa a mesma ‘tal’ causa que não me deixa ser, ou estou a delirar? Vejo coisas, sinto coisas, não no sentido da inventada ‘esquizofrenia’ [eu o afirmo veementemente!!! ] mas no sentido de que vejo e sinto associações de coisas que não são objetivas no dia a dia comum, no sentir de quem apenas age sem saber que age ou, pelo menos, no sentir de quem age sem se preocupar com o que é passado, com os sentimentos, quando na verdade há tanto subjacente àquilo que se vê, aquilo que é fachada e que eu tenho que descobrir… tanto, mas tanto, que eu me sinto um ignorante que caminha vulnerável na vida; com isso quero dizer que existem espécie de complôs que nos perseguem, azares, há ideias obscuras escondidas – passe a redundância- que nos querem afundar, sobrepujar indevidamente, injustamente, a mim parece sê-lo como acabei de o dizer. Pensava que lutando cegamente iria ter mais força, mas não se pode lutar contra as leis da natureza, e mesmo, direi, contra a natureza das coisas paranormais ou que não compreendemos. Um dos meus erros, que me fez aumentar todos os meus nervos, e que só há pouco, e, gradualmente decidi combater, porque só agora percebi que era verdade, era que eu bebia leite e o leite fazia-me mal, tão simples quanto isso, fazendo-me mal-estar intestinal e aumentando a minha ilusão ‘que me puseram na cabeça’ de que o mal era outro, era da minha cabeça, aumentando os meus nervos ao longo destes anos impiedosos de luta constante contra a natureza do leite que não me era favorável; simplesmente, dizem que o leite contem a chamada lactose, e, eu verifiquei ultimamente que bebendo leite sem lactose me sinto melhor dos intestinos, pelo que concluo que tenho grande intolerância á lactose, e foi isso que, se não foi a causa, pelo menos foi o coadjuvante de seguir o sentido de mal-estar que senti estes anos todos, porque burros como a médica de família, entre outros familiares não foram capazes de dizer que poderia ser isso e ajudar-me a ultrapassar esse desconforto que aposto, mais uma vez, influenciou todos estes anos fortemente [eu nunca quis deixar de beber leite porque sei que é fonte de cálcio e de muitas vitaminas das quais não queria abdicar, além de que ignorava que havia leite sem lactose]. As pessoas matam as pessoas, a cultura mata, mata quem não se insere na cultura, afirmo-o enraivecidamente. No seguimento do que digo, também o meu organismo não tolera bem o álcool, - a cultura vigente por estas terras de Deus, que eu tanto amo, mas que por certas pessoas me parecem terras do diabo - por isso evito beber, além de que nem deveria ser copinho de leite… hehe Sim, mais calmo… Só que agora o grande mal já está feito, o meu medo de andar mal do intestino alastrou-se no meu sistema nervoso, e pergunto-me que se mantiver a minha terapêutica, chamemos-lhe assim, de não beber leite com lactose (o que me esvazia os bolsos de um desempregado com problemas de achar emprego por causa de efeitos bola de neve), irei eu melhorar nos restantes sintomas e recuperar um bem-estar normal (?) Tenho esperança, quero acreditar que sim. Acabei de renascer, penso. Vou testar a teoria.

 

     O conhecimento anda por ai, e também na net há muito, muito mais. Mas o poder do paranormal e daquilo que não se pode explicar, que está para lá do natural, continua no mundo das pessoas. O metafísico é algo que tanto pode ser agradável e belo, como pode ser um horror (tirem-me deste filme…!). De que modo o natural, o mundo físico, interage com o sobrenatural, o mundo metafísico? Que interagem é para mim - e em mim - claro, não provado e assente ainda, mas evidente. Como pode um problema intestinal virar numa bola de neve e levar a problemas do comportamento, e dai a ser diagnosticado, com o passar dos tempos, como tendo problemas psíquicos, que de fato se tem, exponenciados também pelo leite além da maneira como se tratam as pessoas? Esta é a minha questão que responderei (nem que seja a mim próprio) nos próximos tempos, da minha vida tão descambada. Sou louco porque lutei contra o que não se pode lutar, sim, segundo essa definição eu sou louco, mas quem não é louco em algum momento da vida pelo menos? Nasci fraco, abaixo da normalidade é certo; Se por um lado é bom que se seja ‘puxado’ como sendo uma pessoa normal, como pode a intolerância dar lugar á tortura de um ser que constantemente é levado a dar mais do que pode? De onde vêm as forças que nos mantêm vivos e que ninguém se pergunta normalmente quando se está bem, e se nasceu bem constituído metabolicamente? Como pode o medo da diarreia levar à loucura? Coisas tão simples que soam a complicadas, talvez porque não isoladas, coisas simples, males simples que se tornam complexos, tal é o efeito exponencial. Talvez não seja só desse mal que tudo levou a onde levou, mas é um princípio dos princípios. E estou a atacar um princípio, por isso estou no caminho certo, penso. Assim destrinço ou começo a destrinçar a relação entre o que acontece na dimensão da realidade, tornando-se fato, e aquilo que se interpreta no mundo do psiquismo. Se não estamos bem fisicamente, como poderemos está-lo psicologicamente? Vislumbro inter-relações entre o natural e o psiquismo, entre o que ocorre na vida e vemos com os nossos olhos e o que ocorre a nível das ideias, e digo, tenho medo do mundo das ideias, quando não as dominamos e elas se querem virar contra nós, contra mim, de tal modo que nos querem aniquilar; é verdade que cada um tem a vida que pode ter, é óbvio que um ser saudável e motivado ultrapassa os limites anteriormente vencidos, vai mais além, domina o seu ser, até ao ponto em que ele não domina mais, é certo, porque algo está sempre para além dele, os acontecimentos que ainda não foram explicados. E então fala-se em segredos, ‘o segredo’, o segredo do sucesso etc e tal. Mas as coisas não são tão lineares assim; todos os que jogam no euromilhões desejam fortemente ganhar mas só um, normalmente o ganha isolado, o resto é uma imensidade de ilusões, de que hão de ser especiais, tal como eu um dia o desejei ser erradamente... Ou talvez não, ou talvez nunca o saiba, ou talvez nunca saiba que o fui, porque o desejo de ser especial está tão enraizado em mim, ainda… porque o gostava de o ser sem o ser deste modo, gostava de acreditar, tenho esperança que ainda vou acreditar novamente na especialidade, mesmo que não me saia o euromilhões  ;) Com isto, digo que o natural está tão intricadamente ligado com o sobrenatural, aquilo que os nossos olhos veem está ligado com o sentir, que mesmo que não o vejamos não o podemos negar, e resta-nos tentar explicar, a maioria das vezes erradamente até que chegamos a um ponto ‘milagroso’ em que podemos finalmente explica-lo, simplesmente.

quinta-feira, 29 de janeiro de 2026

Evolução [ INCEPÇÂO (06.12.15) ]

 

<<     Mais de um mês se passou. O tempo passa de maneira diferente, à medida que o tempo vai passando. A força da juventude para o ultrapassar decai à medida que o nosso tempo passa, até ao ponto em que ficamos cada vez mais para trás na caminhada. A minha jornada já está em atraso em relação à atualidade, tenho a certeza, já faz algum tempo, e sei que o retrocesso irá continuar. Mas, julgo que da perspetiva do universo, o tempo está mesmo a abrandar, os sistemas do Universo estão abrandando. A terra cada vez gira mais devagar, para quem não ouviu ou pensou nisso a terra girava mais rápida há milhões e milhões de anos, já consegui absorver esse entendimento. O tempo urge, a intensidade com que o mundo humano se move é demasiada para o equilíbrio do planeta. A mudança está mais acelerada, isso é certo; o que vai acontecer, não sabemos ao certo, mas podemos ter a expectativa de que uma mudança tão repentina não é boa a médio ou longo prazo, falando a respeito do equilíbrio natural do mundo; muitos seres irão sofrer, em muitos casos para outros estarem (relativamente) bem. Deve ser previsível que a partir de determinado e incerto ponto no futuro mais ou menos próximo tudo começará a descambar em algo nunca visto, neste ‘big brother’, ao vivo. O meu desejo para o mundo foi o melhor, na minha simplicidade, com que nasci. Desejei o melhor para o mundo e para mim, como é evidente. Fui na procura, e continuo buscando, das forças que me fazem mover e fazem mover o mundo, tentar percebê-las. E é certo que vou entendendo a maneira geral como as coisas se relacionam. A deceção com o que me vou deparando é enorme. As pessoas são uma massa confusa. Agem de maneira errática, sem um propósito de futuro. E eu vejo o mal que elas encerram; sinto o mal delas à minha volta, eu próprio sinto despertar o que de pior há nessas pessoas que me envolvem, em vez de gerar o que de melhor há nelas; As massas não se controlam, assim como eu não tenho controlo sobre mim nessa força imensa com que o bem e o mal se digladiam. As pessoas são indiferentes, não têm tempo nem sabedoria para apreciar e saber agir segundo a paz, para viverem com inteligência. Este é um sentimento que tenho, não confio nas pessoas na vida real (porque na virtual ainda vou entendendo o altruísmo e a tolerância e o sentido de partilha, de informação que existe); oxalá eu ainda sinta que as pessoas não são todas iguais. É provável que o problema parta de mim e só me afete a mim e quem me envolve. Tenho um pouco de conhecimento de psicologia e comportamentos para perceber a ação e atitude das pessoas, compreendendo o que vai dentro delas, muitas vezes, ou só reparo no que devia ignorar, no que é mau nelas. Percebo agora que não as posso mudar. Muito pouco posso mudar. Como podem essas pessoas viverem a pensar que tudo o que se passa é um acaso, que esta terra se formou por sucessivos e imensos acasos favoráveis à evolução; como podem dissociar a ciência da Fé? Como podem ser indiferentes? Porque o mal age quando o bem se quer instalar?

     Não represento ninguém, contudo, a minha língua é a portuguesa e a minha terra mãe é Portugal; Sou um ser que procura ser feliz, mas que paradoxalmente quanto mais procura a felicidade mais o oposto força a que não seja feliz ou pelo menos impede que fique satisfeito com a vida, fazendo parte daqueles que se sentem do mesmo modo. Não queria influenciar negativamente o meu mundo e o dos outros e no entanto tenho esse efeito em quem não devia e que não sei como combater; Em quem devia ter o efeito de tocar não toco, ou talvez toque: os imbecis, os indiferentes, os malévolos, os assassinos, os guerrilheiros, os que lutam em nome de Deus, quando Deus não pede para lutar, burros, filhos do Diabo, que não agem para se defender, agem por pura maldade; terrorismo, guerras sem sentido, gente demasiada no mundo, falta de um senso de sabedoria, sei lá! A ilusão: do mal virtual, da errónea interpretação da vida; o simples mundanismo social a que o homem se entrega, formando ideais e culturas excessivas que jamais poderei compreender ou muito menos absorver; a maldade encoberta pela paz...; Talvez seja eu, a culpa em mim mesmo, que tive azar de não fazer parte da evolução, no sentido da melhor parte, de eu ser assim, como sou, insatisfeito, incapaz de viver normalmente, sem me questionar também, de não ser sensível a tudo, não aceitar o acaso. E no entanto, o mal tem de ser combatido, a paz tem de reinar, a sabedoria tem de conquistar os seres, a evolução é para o bem, por isso dizemos: <<evolução>>; somente. >>

quarta-feira, 28 de janeiro de 2026

A música e o sentir [INCEPÇÃO (25.03.10)]

 

<<     Reservo um pouco do tempo que me resta para escrever. Neste momento que tento escrever não observo nem sinto, quase que nem penso como se tudo o que passa na minha se evadisse quando o tento transmitir. Sei que isto acontece vezes sem conta, e consigo algumas vezes chegar a onde quero chegar, mas sempre por caminhos alternativos e frequentemente bem mais complicados. Questiono-me constantemente por que o faço, e vou encontrando respostas na minha vida que por sua vez também não as consigo dizer, transmitir, facilmente, alem de que talvez elas só façam sentido para mim.

     Estou a ouvir George Michael, um cantor célebre dos anos 80 e 90 para quem não sabe, e ainda teve músicas de sucesso neste milénio mas que se diluem com a existência de outros bons músicos. Estou a pensar, ‘realmente este homem tem uma voz e um dom especial para a música’, assim como por vezes observo noutros músicos, se bem que dizer isto possa ser relativo para muita gente [talvez me pareça tal a mim porque me habituei a ouvi-lo]. Mas este músico em particular, estava aqui a pensar, que primeiro diziam que era gay e, agora, julgo ser assumido, assim como há outros assumidos, como Elton John, músicos de grandes sucessos que têm grandes vozes e grandes músicas, mas que são gays. E, no entanto, não se lhe pode retirar o mérito que tem e o sucesso que tiveram e podem continuar a ter, apesar de terem optado pela vida que levam privadamente. A mim faz-me confusão o facto de os homens gostarem de homens e mulheres gostarem de mulheres, como que isso significa para mim ser ‘contra-natura’, e realmente vai contra a lei da existência animal, da continuidade das espécies. Só mesmo o homem para transformar tudo o que devia ser lei, e compreendo um pouco que possa acontecer certos casos, mas se não fosse a comunicação que existe hoje nunca teria imaginado que o mundo poderia ser tão diferente de como eu o sinto. Mas quero eu reafirmar que tendo ele, George Michael a vida privada que tem, tendo ele os gostos que tiver, ele tem boas músicas, assim como Elton John, e falo como amante da música e segundo aquilo que posso compreender, que se calhar é muito acima da média, modéstia à parte. Cresci com estes sons destes homens, e nem por isso me tornei gay, mas eles deram-me um sentido apurado para a música. É claro que eles foram alguns entre tantos, e talvez eles tenham sido dos mais marcantes daquelas épocas, eu estava a crescer, as músicas eram passadas nas rádios constantemente, eram o nascer de uma nova aurora, a aurora audiovisual, aquela dos anos 80 e 90, aqui no meu Portugal, num mundo que eu descobria paulatinamente, numa imensa vontade de viver. E aqueles sons que para muita gente não dizem nada, porque nunca se habituaram a ouvir tais músicas, ou agora, porque não são do seu tempo (de agora), ou ainda porque simplesmente não são fanáticos por música, para mim são os alicerces da minha vida. E no entanto eles são gays ou tornaram-se. Mas eu aprendi a sentir com o coração o mundo que me envolve, no caso da música eu sinto-a com o coração antes de tudo, depois o que o músico é ou como apresenta o seu vídeo musical ou ainda o que faz se vier a saber o que faz, não alterará o valor da música, porque a música, o sons musicais são analisados puramente. O bom sentir é um sentido que todos tem, mas que muitas vezes anda camuflado por outras coisas da vida, talvez outras maneiras de sentir e julgar, peremptoriamente a maior parte das vezes, o que se passa no mundo, ou porque não se quer aceitar aquilo que é melhor do que nós, aceitar o que é a realidade das coisas, o sentimento de beleza Universal. Isto é o mesmo que dizer numa metáfora: Há um bolo para apreciar e ao mesmo tempo há whisky para apreciar; eu apostaria que o ‘sentimento Universal’ diria que o bolo é bom e o whisky é mau, pelo sabor. Mas sei e compreendo que há culturas que se enraízam em certos homens e que lhes leva a dizer que whisky é que é bom e o bolo é uma grande porcaria, e preferem ingerir o whisky a comer mais bolo em detrimento do whisky. O que é bom é sempre bom, em qualquer lugar, porque o sentir dos homens tem um denominador comum, a raiz do sentimento humano é única, simplesmente o homem quer – ‘ou a natureza impele-o a’ - transgredir a sua natureza sentimental, cria culturas desastrosas que acabam por ter seguidores incautos ou desinformados que entram por uma vida que sem querer escolhem, não pelo supremo bom gosto Universal, mas por causa última de uma cultura que se cria em redor de certos hábitos. Mas o homem vive e sobrevive, incrivelmente. O organismo reitera constantemente a sua capacidade de auto-regeneração. Mas a vida é como é, não fui eu que a inventei, não fui eu que inventei ou invento regras, só me é permitido jogar, nem que as regras sejam as mais estranhas. Hoje em dia, a música está a tornar-se uma banalidade, qualquer dia todos nascem com uma veia musical e têm a hipótese de fazer grandes músicas, mas talvez já não tenham a ‘universalidade’ que tiveram estes e outros músicos dos míticos anos 80 que fizeram parte do imaginário de massas. Tem e terão mais hipótese de divulgação mas serão, como parece que estão já agora a ser, abafados pela imensa comunicação emergente que se a evolução continuar, apenas mais uns músicos de talentos.  >>

quarta-feira, 7 de janeiro de 2026

1993 - Streets of Philadelphia

 

Bruce Springsteen - Streets of Philadelphia

 

 


1993 - Streets of Philadelphia

A canção vai mais além do que a direta intenção de retratar a solidão, a dor e a exclusão social de só uma doença, mas vai muito mais além tornando-se, assim, um hino: retratando e tocando corações e ideais, transformado em arte musical, fazendo a apologia e a chamada de atenção por quem sofre das mais variadas formas, intemporalmente, holísticamente falando, marcando o ano de 1993 mais vincadamente, como só entende e entendeu quem consegue ser tocado pelo dom da ubiquidade psíquica humana e que não consegue ficar indiferente ao Espírito do Tempo, como esta e outras marcas das nossas vidas, que, ficam para sempre.



M
T
G
Text-to-speech function is limited to 200 characters

A Inteligência Artificial e o Futuro

                 A inteligência artificial e o futuro. O assunto mais importante do momento, certamente. Devemos estar alerta e atentos, o máximo que pudermos. O futuro da humanidade está em risco se não tivermos o cuidado necessário. Certos agentes políticos e económicos estão a obter poderes que vão provocar uma nova escravização, por exemplo, da humanidade, se não formos positivamente pro ativos no equilíbrio da tecnologia e da sociedade. Apoiem aqueles que lutam pelo equilíbrio, nunca os extremistas. Juventude, não se deixem levar pelas mentiras e por aqueles que dizem ter soluções fáceis, não se deixem levar pelas emoções das pessoas que nos querem coagir, numa onda de erro. Que aprendamos, todos, sobretudo os menos informados e ou experientes, sobre as lições que estamos a tirar a partir do que se está a passar na América, por exemplo. Respeitemo-nos a nós próprios, cada um de nós a nós mesmos acima de tudo, com atitude e carácter, para que em nós próprios sejamos livres, antes de tudo, ao menos. 

 
 
 Procurar os factos e a informação correta.
 

 

 

segunda-feira, 1 de dezembro de 2025

Adeus antigo Persona [2005] [INCEPÇÃO (26.03.07)]

 

<< Novembro 05

 

 

 

Adeus antigo Persona. A Deus antigo Persona. Adeus às velhas ideologias, às velhas obsessões. Agora sabes o que te faz mover, não te deixes perder. Tudo, sei que não vou esquecer, e foi com base no que foste que eu me tornarei. Sei que não posso continuar a ser tu, se quiser sobreviver. Tudo o que tu viste sem poder fazer nada para o modificar em proveito e em nome da tua sobrevivência espero que me seja útil e que possa aproveitá-lo. Sei que tu sabias e tinhas profunda consciência que não podias mudar o mundo, eras ínfimo de mais, mas espero eu fazer aquilo que tu não conseguirias com esse feitio, espero mudar-me. Mas para isso vou ter que te esquecer as más facetas que tinhas em nosso prejuízo. O desbobinar da fita continua.

Tu não acreditas na melhoria, eu acredito na melhoria, apesar de tudo. Quero absorver o que é positivo, quero ver a melhorar de dia para dia. Sei que não é fácil, e que o atrito é muito, assim como as garras do passado são fortes. Mas quero acreditar que consigo dar a volta, por cima. E para isso vou deixar-me de imaginações utópicas, ideias de superioridade, tentar ser igual a mim próprio combatendo essa falta de controlo com os dados de que me tenho apercebido, e com os que hei-de ver e perceber, tornando a minha antiga vida inconsciente numa vida consciente. E a inteligência não é o mais importante quando essa inteligência não se pode implementar na prática. Sei que o negativismo é enorme e me consome e que por cada pensamento positivo que tenho surgem muitos mais negativos ainda e inverter o processo é difícil. Estou sozinho nesta batalha do pensamento, da mente. Ninguém pode ajudar. Estamos mais sozinhos no mundo do que imaginamos. Tudo em que acreditei ver é negativo porque me distanciei no tempo, e não vi um bom passado e não posso prever um bom futuro, enfim, no mais profundo do meu ser não acredito na conduta do homem, e à medida que o tempo foi passando mais provas encontrei para o que temia, acerca do que move o homem no geral, influenciado fortemente por uma convicção religiosa forte, a cristã. Bebi dessa água que se entranhou em mim profundamente e dela não me posso livrar. Resta-me viver o resto da minha vida, que não é melhor nem pior do que a dos outros, sobreviver é a palavra de ordem, mas/contudo sozinho é difícil. >>

sábado, 1 de novembro de 2025

Jóia [INCEPÇÃO (26.11.08)]

 <<    Aquele sítio. Aquela jóia escondida. Aquela memória que há-de residir em mim até que a minha mente volte a pertencer ao nirvana. Aquela memória sem fim. Desde aquele dia, que não posso precisar - porque a memória não é precisa, como o tempo, que foi inventado –, que pus o meu passado naquele local, a minha memória, para que não me perdesse. Aquela é a minha caixa negra, que perdurará, mesmo depois de eu deixar de existir. E então, quase que me esqueci de quem era, quando tudo desabou sobre mim. Pensei que nunca mais me fosse encontrar, mas aquela caixa, naquele local, fez – me recordar outra vez. Aquela jóia (!). Aquela força da natureza, que protege, que nos guia - qual estrela cintilante que nos guia -, porque só nós sabemos interpretar o seu movimento. Alguns nascem como que com todos os direitos, e eu nasci com alguns que me permitem estar aqui e agora, sendo quem sou. Alguns nascem num berço de ouro, mas eu aproveitei o simples berço de madeira tosca que me foi reservado para singrar nesta vida - como se eu tivesse chegado a um patamar elevado [Na minha mente cheguei, e estou voando]. Eu depositei tudo o que tinha naquela jóia, quando tive algo. Eu guardei e dei valor ao que já não parecia ter, aproveitei o que já não servia aos outros para que tivesse alguma coisa, como se fosse um vagabundo, aproveitando os farrapos dos outros. Eu vivo (!). Eu o devo a quem não conheço. Eu partilho o meu mundo, com quem partilha, este, comigo, esta terra, a sabedoria de quem sabe inventar e me dá asas para que eu possa voar e ser uma Águia outra vez, tal como uma Fénix renascida. Alguns dão asas aos desejos, porque tudo lhes é permitido, não se abstendo de tal, não sabendo o que é a repressão, a recusa ou a negação, nem a contenção, nem a espera do reforço, tudo o que querem têm, ou então pensam ter tudo quando na verdade não têm nada. E eu pergunto-me porque não tenho o que quero, querendo eu tão pouco? Porque terei que ser um indigente, aproveitando aquilo que outros utilizaram e deitaram fora em condições de utilização, em nome da inovação, de dar o máximo que se puder no espaço de uma vida, consumindo sem freios o que devia ser preservado para outros, como se existisse o seu direito, que merecem usufruir de uma terra bela por muito mais tempo e que se vêem na contingência de sentir que nasceram como se fossem carne para canhão, extirpados dos seus desejos mais básicos, nascidos não com amor mas por uma casualidade do Universo que possivelmente os desejou para equilibrar algo que estava em desarmonia, passando por esta vida sem saber porque respiram, porque vivem, porque bate os seus corações [como se eu soubesse…] – como se eu estivesse a, ou pudesse defender quem quer que seja, como se eu os conhecesse. Não os conheço, mas sei de que lado dos bastidores estão quando eu estou fora de cena, eu conheço o outro lado dos bastidores. Vejo como esses actores vêem e sentem essa realidade que eles criam, vejo que a realidade é uma esquizofrenia, onde se vêem coisa, ouvem coisas, que acabam efectivamente por acontecer, muitas das vezes, neste fantástico mundo humano. Vejo que uns são esquizofrénicos e conseguem viver em harmonia com o mundo [social] e conseguem ser construtivos e deixam – nos viver, eles são úteis. Outros são depreciados a começar pelo nome que lhes é atribuído, porque na verdade não são compreendidos por quem não lhes é inerente a sabedoria nas suas vidas, os pseudo – inteligentes e pseudo - sabedores. Toda a arte destes pequenos grandes génios [pequenos porque não difundidos] é desvanecida por quem se pensa inteligente [e se pensa o mais humano dos homens, quando na verdade é um parasita da sociedade, tanto quanto os inúteis que sofrem pela marginalização e incompreensão], que diz que os que querem ajudar e os afundam cada vez mais. Mas afinal o que é a realidade? Uma vida esquizofrénica e paranóica é o que é, e cada vez mais se está a transformar a sociedade. Vejamos a música, vejamos a imagem, a virtualidade, a informação a circular, o caos, a entropia, querendo significar entropia como desordem do mundo da informação. Os homens gostam de tanger os limites, pôr-se à prova, quando a prova já está predeterminada. Os homens gostam de alargar limites. Mas o limite existe. Assim como existe o limite do dia, o homem assim o delimitou. E amanhece como se o fim estivesse próximo. Límpido e frio, ou cinzento, quente ou como for, este é o meu amanhecer hoje, amanhã terei outro e serão cada vez mais iguais. Há tantos amanheceres quantos homens habitam esta terra, que será injusta enquanto existir, que terá sempre dois pólos, a opulência e a miséria, a alegria e a tristeza, o bem e o mal, enquanto existir esta terra. Nós somos o sentido e o limite, o princípio e o fim. E tudo será como é enquanto existir a memória do homem, recordada pelo homem, que falará para si enquanto existir. A memória. A jóia que cada um deve utilizar quando é mais necessário. Chamem a isso esquizofrenia, um espaço ideal entre a memória e o sonho, um mundo paralelo à realidade, que por sua vez é outra realidade. >>

INCEPÇÃO

 

INCEPCÃO [Rever o meu passado, as minhas palavras, o nosso Mundo (01 de novembro de 2025)]



            De Hoje em diante, segundo as minhas possibilidades de retorno ao passado - passado do meu Blog e ao Meu passado (que passa por este Blog) - irei postar, temporariamente, ou não, segundo o que vier a sentir que devo fazer, textos passados e que comentarei, se for ocasião, à medida que eu possa assimilar, compreender, rever e sentir que o devo fazer ou que me aventure a dizer, segundo o tempo disponível que se me aprouver. Assim, postarei o texto passado tal e qual como foi postado indicando no final do título, entre aspas: [INCEPÇÃO (´data de publicação do texto´)], transcrevendo o texto entre aspas: <<TEXTO>>, seguido de algum comentário ou ideia etc., se surgir ou eu desejar.