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quarta-feira, 11 de março de 2026

Respeito e Gratidão

 

Quando eu caminho e olho para o Mundo, Peregrino eu sou. Observante de tudo o que se passa, de tudo o que está imóvel, também. Grato por ver, Grato por sentir. Vejo e, também, sinto, contendo as emoções, não expressando a pequena parte que vai em mim, porque eu pertenço ao Universo, faço parte da Evolução; eu ajo porque tenho de agir, forçosamente. Temo a dor, no entanto. Aflige-me a incerteza da reta final, expoente máximo no qual eu me tornarei, nessa data, o meu ‘eu’ definitivo, que se vai definir, por redundância. Tornar-me-ei Memórias Futuras, ‘Future Memories’, do que ainda perdurar. Haverá um ciclo da existência em que tudo se reinventa? A dissolução do que foi um dia um sistema me abarcará, e eu pergunto no que me tornarei? Que volatilidade serei? Ficará, ainda, a minha Alma, a essência do que sou e me definirei? Ou tudo é uma ilusão? Esta realidade caótica faz-me procurar por justiça, entendê-la melhor, perscrutar a sua existência, tudo para que eu possa entender a minha, a essência do que é o nosso interior, a nossa Alma. Procuro uma Fé Verdadeira, certamente ela não me é demonstrável, apenas será Puro Sentimento. Vejo: que sorte tenho! – E sempre fizeram parte de mim… Que Respeito profundo, a admiração por essas duas características, que devem nortear cada um de nós. A reflexão viva que nos pode possuir, contem uma Força que faz parte das ideias, devo entendê-la na relação com esta realidade, com a linha do tempo que vou descobrindo avidamente, para me fascinar a cada momento, para salvar a minha vida, por um Bem Maior. Sinto os ventos da mudança. Levar-me-ão para onde a minha imaginação for. Tempo de ir dizendo aDeus. A ilusão que se desvanece sem nunca desistir de ir sonhando que a encontrarei novamente, muito em breve. Fantástico! Olhar a partir deste Sentimento! Que vastidão! Quanta pequenez consigo vislumbrar daqui para me concentrar no mais importante, para mim, mesmo sem ter querido, em toda a Generalidade sólida!

Escrevi estas palavras a 26 de janeiro, parei e continuei refletindo, com respeito; depois do que que continuo Sentindo, como não dizer ‘com Gratidão’. Será sempre assim, todos e cada dia da minha vida. 💫

segunda-feira, 17 de agosto de 2015

Eu não quero



           



 Eu não quero chorar pelo que passou de mau na minha vida, pelo que perdi, pelas frustrações que tive e tenho, isso também faz parte da vida de muita gente, é certo. Há muita gente em situações bem mais difíceis do que a minha ou de outros como eu, há uma incomensurabilidade de situações das pessoas no mundo para a qual eu não tenho resposta (nem outros a terão, apesar de querer sempre dizer que é por isto ou por aquilo, querendo nós todos ser possuidores das respostas, muitas das vezes); Muitos estão mal, uns por culpa deles ou dos que os antecederam ou daqueles que os rodeiam, ainda; outros não conseguem compreender o porquê de tudo se passar nas suas vidas tal como se passa. Se existe uma justiça, tantas vezes já aclamada por mim neste blog, num pensamento metafísico, em que as coisas acontecem por um motivo muito superior a nós, decerto tudo está no bom caminho, todas as vidas não serão em vão, todo o sofrimento faz sentido, o que não estará acontecendo se tal vontade não existir; A mim custa-me imenso pensar que tudo o que acontece é mero acaso, que existem simplesmente coincidências, sorte. De algum modo hei de recordar todos os bons momentos, todas as boas sensações que tive para fazer forçar as más ir para de trás das costas; Ainda, quiçá, muitas más recordações e sensações foram lições para o que sei hoje de bom, aceito isso, e continua a ser assim, só tenho de aceitar e alegrar-me por isso ser assim. Não sou hábil, é certo, sobretudo em exprimir-me, quer seja fisicamente quer seja verbalmente, não tenho arte, não tenho habilidades mentais que me permitam ser um ‘chico-esperto’, um especialista no que quer que seja; Talvez me deva considerar possuidor de um espírito diferente; Diferente, porque assim tem de ser, dado a minha fisiologia e psíquico. Eu acomodo muito em mim sem extravasar. As dificuldades psicológicas são muitas, sempre o foram, com a diferença de que agora eu vejo muito mais lá, eu vejo de maneira diferente, eu vejo o que não pensava vir a ver um dia, eu sei que há algo com que sempre sonhei e que se torna realidade, eu desejo que assim seja. Eu esforço-me para continuar a viver, porque afinal ainda tenho momentos de paz. Sigo envolvido na ilusão da internet que veio para complementar muitas pessoas e que para mim foi uma necessidade de evasão da solidão, tal como para muitas outras pessoas, diria mesmo que foi uma salvação em muitos aspetos, foi uma ilusão que me ajudou a animar do desânimo em que me encontrava; foi também, quando não mais, uma distração. Não quero construir castelos na areia, se bem que temo que o faça, mas assim tem que ser, pelo menos preencho o meu tempo. E não podemos desistir, quem vai por bem tem que ter ânimo. Decerto as pessoas são todas diferentes, eu sou diferente e em imensos aspetos da vida não posso competir com outras pessoas na vida real; Muita dessas pessoas vivem não querendo compreender ou pelo menos tolerar quem é diferente, e tanto pode acontecer com estranhos como entre família; a inteligência é curta e a sabedoria diminuta, no entanto vencem o valor da economia, do dinheiro, um mundo onde não consigo vingar, sem nunca me ter faltado o essencial. É certo que somos seres emocionais, que as relações ‘ao vivo’ requerem muita segurança de quem somos, capacidade de estar naqueles momentos em que estamos a viver, onde entram vontades, costumes, maneiras de ser, culturas e mais; E aí temos que reagir, não podemos parar para pensar como o fazemos ao escrever, calmamente; Tudo pode correr bem se conseguirmos ir ao sabor do momento ou tudo pode descambar se as pessoas não interagirem, se o atrito se instalar; O medo descamba, a irracionalidade toma conta do momento quando as emoções fluem e falam mais alto, quando a mente deixa de funcionar corretamente. Pessoalmente, sei que poderei ver melhor as coisas, agora, os obstáculos no meu caminho, mas não sei até que ponto os poderei transpor. Tentei seguir o ideal da perfeição, extravasei todos os meus limites para estar aqui agora. No entanto, nunca ouvi dizer que ‘fizeste bem’ quando estava certo, um reforço positivo, de quem me devia dizer que realmente estava bem, quando estava bem, porque na verdade nunca nada está bem para quem não se digna de dizer que está bem, quando está bem, só por querer rebaixar o outro, nesse sentimento egoísta de superioridade; O orgulhoso, quem é ínfimo e simplesmente uma pessoa como as outras, o egoísta, controlador, destrói quem devia amar, destrói a sua própria memória. Ninguém pode suportar erros dos outros; A empatia, tolerância, solidariedade, assim como o perdão só fazem sentido para quem compreende a situação dos outros, desvalorizou um erro alheio sem intenção e esse ‘alheio’ aceitou a mão amiga, se arrependeu. Apesar de ter a consciência limpa, de sentir que sou uma pessoa que tende para o bem e para a pureza, dentro do possível, inquieta-me profundamente a alma saber que tanta gente no mundo escolhe o mal voluntariamente, praticam o mal conscientemente e prazenteiramente; Tenho muito medo dessa gente de mal. Apesar de tudo eu não vou chorar, vou acreditar que vou superar as dificuldades, de algum modo, vou ter mais dias de bem-estar, certamente, nem que sejam simplesmente dias ilusórios.

terça-feira, 29 de julho de 2014

Agressão sem culpado

            Se, simplesmente, pudéssemos fugir daquilo que nos apoquenta, que nos magoa, que nos oprime, que nos pisa, que nos afronta, que não conseguimos mudar, nós fugiríamos, sem dúvida alguma. Mas, fugir para onde (com as nossas limitações)? E mais: e fugir de nós mesmos?! Muita gente ainda deve pensar que o mundo é grande e que o Universo é incompreensível, duvidam de tais coisas como de o homem ter ido à lua, no sentido que tais entendimentos nos dão uma coerência da compreensão das coisas que, por sua vez, nos dá uma visão mais ampla de tudo o que os magníficos sentidos humanos nos dão a entender, como se não acreditassem no mundo em que vivem. Muita gente prefere a ignorância porque saber de mais faz mal (talvez porque não tem outro meio de a ultrapassar também, é certo); e eu digo: ‘Ó santa ignorância porque me abandonaste?’, como se eu soubesse muito; Porque tenho eu de saber mais do que o que posso saber? Porque tendo para o desequilíbrio entre a minha capacidade de sentir e o que realmente não sou capaz de ignorar de sentir? Que abismo é este que não me deixa ser feliz na ilusão? Mas, muita gente sabe muito mais do que eu e não tem desequilíbrios – o quanto, sinceramente, os invejo… -. Tento não me manifestar, na globalidade da ação da minha vida, como se de um espetador me tratasse, que assiste ao desenrolar da novela, do filme, da música, ou melhor, gostava de ser sempre um anónimo espetador, coisa que não posso ser, da mesma forma que o era em criança. Os sentidos do mundo caem sobre mim, e eu, eu não tenho capacidade de reação, eu não sei responder minimamente bem ao apelo que me é feito daquilo que me envolve. Responder aos apelos que o dia-a-dia nos trás é uma coisa séria, responder de acordo com as situações que nos ocorrem é uma tarefa para equilibrados que conquistam o mundo com o seu autodomínio. Respondes mal e és um homem acabado…; Que dizer da incapacidade de responder a uma agressão? O bullying? Uma guerra? O terror psicológico? Como responder a algo quando se está em inferioridade? Como se defende uma criança? Como responder ao mal com mal quando se tem amor à vida e ao bem, quando os ideais que nos movem são os da paz? Existem agressões que atuam mais subtilmente, que se dão como vindas de sistemas superiores que não são facilmente percetíveis, não é mesmo percetível a sua causa. Existem agressões que não se conseguem identificar de onde partem, tal é a teia que as envolve e disfarça? Mania da perseguição? Não, para mim existem agressões sem culpado… identificável. E eu sinto medo quando não compreendo as coisas, então, eu invento mitos e lendas para as explicar, eu invento histórias. Eu sinto medo, muito medo, um medo terrível e inexplicável por mitos, lendas ou histórias, porque erradamente aprendi que devia dar tanto valor à minha insignificante vida na imensidão incalculável do Universo, como uma criança que se acha no centro de tudo, especial, quando na verdade tudo é uma ilusão, quando na verdade não podemos ultrapassar as leis que regem o universo, a existência dos seres, ou seja, resumindo, tive azar. Como destruir a causa da agressão? Perguntando melhor: Como destruir a causa de uma agressão sem sermos feridos? Matar? Matar, matar, matar, matar!… guerra!… Perder o amor à vida(!), perder a piedade(!), matar a causa da nossa dor(!), esse desejo que em mim persegue; Resolveria alguma coisa matar? Talvez não, mas matar por necessidade assim como se defender por necessidade está na lei do mundo natural em que o homem tenta sobrepor com as suas leis onde consequentemente muitos desafortunados perdem esse direito de se defender vitalmente dos ataques à sua vida assim mesmo como atacar para suprimir as suas necessidades. Será a causa da nossa dor, essa mesmo que pensamos? Revoltamo-nos muitas vezes porque a agressão existe, mas a questão é: revoltamo-nos contra quem é o culpado, a causa da nossa agressão? ;E damos por nós a revoltarmo-nos contra quem nos ama, apesar de por sua vez haver formas muito duvidosas de amar, existem formas muito bizarras de amar, além de feitios que não se conseguem mudar, e nos causam frustração, raiva, angústia – muita angústia-, e nos infundem muito medo… se ao menos pudéssemos afastarmo-nos…


            No meu transe, nesta minha vida, em que eu procuro a(s) causa(s) para aquilo que eu sou, neste meu desejo (talvez utópico) de que eu seja feliz ainda nesta procura de aceitação de como eu sou no mundo dos homens, eu mesmo tenho medo de mim, porque infundo medo no que me envolve, que num ciclo sem fim regressa a mim, destruindo-me, dia após dia, mas que não consigo evitar. Tenho medo de cada passo que dou, sei que não o darei bem, certo dos passos maus que tenho dado dia após dia, do azar que me persegue, nesta ilusão, que quando não puder ser sustentada, será cruel de mais, a dura realidade, se imporá muito mais dura que está a ser a minha vida atual. Sei que me abandonarão, se é que já não fui abandonado pela existência psíquica faz tempo. E, apesar de a morte ser certa, ninguém ousa indagar o que o sofrimento é. Certamente gostaria de mudar (obstinadamente) coisas difíceis de mudar, e mesmo que se consigam mudar, o preço da vida é alto de mais a pagar por essas mudanças, mas talvez seja a lei do mais forte e do mais fraco a funcionar, em que nós, para acrescentar à dificuldade que é suster a vida, temos ainda a nossa autoconsciência a infernizar o que deveria ser aceite naturalmente e imperceptivalmente, as leis da natureza.


As guerras mundiais existiram e nunca se sabe se existirá outra, outra vez; tenho como ideia minha de que a maior parte das guerras muitas vezes não são causadas por motivos maiores, digamos assim, por motivos que se possa fazer uma apologia, mas sim por ideais estúpidos e sem sentido, nacionalismos, ignorância e falta de sentido da beleza da vida e da apreciação da paz. O mundo dos homens sabedores compreende a finitude do nosso mundo e dão valor a vida e à paz como consequência da sua própria sabedoria. O mundo civilizado esgrima nas palavras a sua luta, a guerra que se dá entre ideais, essa é a guerra mundial nas ideias do momento. No meu desejo de criança utópica, em que um Deus faz parte de uma justiça a atingir, as agressões seriam justificadas por esse ideal máximo que seria esse Deus a atuar na imensidão do tempo, e a justiça seria feita nessa mesma imensidão do tempo. Mas, para minha angústia, dadas as contradições e realidades que se impõem na minha mente, naquilo que me é dado a conhecer, a dúvida torna-me inseguro e insignificante, e a minha luta pela sobrevivência poderá ser em vão.

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

A força da natureza, ou será do sobrenatural?

 


            Os dias têm passado. O Outono, cada vez mais frio, tende a instalar-se, rumo ao Inverno, que já não e como outrora, porque tudo muda, porque tudo tem de mudar. O clima altera-se; sempre tive noção da mudança, de que nada estava parado; mas não tinha consciência de que, cada vez mais, teria menos forças e capacidades para enfrentar mudanças, menos forças para ultrapassar as dificuldades; Na verdade, pensei que apesar da mudança, não iria chegar tão longe [com relevância no que diz respeito ao conhecimento, compreendendo em simultâneo que - e tendo dificuldade em aceitar que - sei tão pouco] e ao mesmo tempo ficar tão perto de onde nasci, pois, não sou aventureiro, o espirito do medo entranhou-se em mim, de algum modo que eu tento perceber, tentando ultrapassá-lo sempre mas, cada vez mais, com mais dificuldade. O Frio vai na minha alma a maior parte destes dias, nesta minha escrita irónica do que sinto realmente, porque aos extremos de sentir na pele essa ironia não quero chegar, tentando antecipar as jogadas que se seguem, como quem disse: << fingindo tão completamente, que chega a fingir a dor que deveras sente>>, Fernando Pessoa; Mas tenho medo de lá chegar, ao descambamento, neste mundo imprevisível onde me parece que tudo pode acontecer, onde a estabilidade é uma visão efémera do eterno tempo, onde eu sinto que não domino o meu destino, onde eu sou o que sou segundo o que sinto e onde estou, não podendo ambicionar, assim, ter controlo justo sobre a minha vida, sentir-me bem, talvez porque não consigo controlar o que sinto, porque deixei de ser fluente no que sinto faz muito tempo, arrastando o meu passado comigo, passado esse, que por um lado me enche de conhecimento para lutar contra algo, esse algo que me aprisiona, mas, por outro me está a fazer cada vez mais atrito, cada vez menos me deixa prosseguir; sinto que haverá um ponto de rutura algures no meu futuro, e tenho a esperança de que esse futuro seja positivo para mim como sempre o esperancei. Cheguei a pensar, em determinada altura da minha vida (naquela altura que deveria ter sido um trampolim para a vida que me restava, e não o foi) que não sentiria mais o calor da vida. Tenho visto tanto mal-entendido nela, tanta mudez, querer expressar-me e não conseguir… e, no entanto, sei que ainda ando aos tombos num vazio que não aceito e não consigo ultrapassar. Vejo coisas que de algum modo sei que nunca quis ver nem sentir em plenitude naqueles tempos, pois seria a minha derrota antes de ter sequer começado, a derrota antes de ter tentado ir mais além, como o fiz para estar aqui agora; e nessa época cerrei os olhos e lancei-me às feras lutando com a força que parecia que iria ter para sempre, a força de aguentar pesos que se acumulavam nas minhas costas, de tentar aguentar como uma rocha, que na verdade não sou nem nenhum homem o é. Assim, fui à luta e enfrentei os meus medos, desajustadamente, sei-o agora, mas na altura eu não o poderia saber nem poderia ter sido de outra maneira, eu, simplesmente, tinha que andar, tinha que continuar, para não cair na indiferença de mim sobre mim próprio, no desânimo de não ter esperança, quando a esperança deve ser a última a morrer, sempre. Eu deveria ser um ser normalmente satisfeito mas algo não o deixou ser, será que ainda é essa a mesma ‘tal’ causa que não me deixa ser, ou estou a delirar? Vejo coisas, sinto coisas, não no sentido da inventada ‘esquizofrenia’ [eu o afirmo veementemente!!! ] mas no sentido de que vejo e sinto associações de coisas que não são objetivas no dia a dia comum, no sentir de quem apenas age sem saber que age ou, pelo menos, no sentir de quem age sem se preocupar com o que é passado, com os sentimentos, quando na verdade há tanto subjacente àquilo que se vê, aquilo que é fachada e que eu tenho que descobrir… tanto, mas tanto, que eu me sinto um ignorante que caminha vulnerável na vida; com isso quero dizer que existem espécie de complôs que nos perseguem, azares, há ideias obscuras escondidas – passe a redundância- que nos querem afundar, sobrepujar indevidamente, injustamente, a mim parece sê-lo como acabei de o dizer. Pensava que lutando cegamente iria ter mais força, mas não se pode lutar contra as leis da natureza, e mesmo, direi, contra a natureza das coisas paranormais ou que não compreendemos. Um dos meus erros, que me fez aumentar todos os meus nervos, e que só há pouco, e, gradualmente decidi combater, porque só agora percebi que era verdade, era que eu bebia leite e o leite fazia-me mal, tão simples quanto isso, fazendo-me mal-estar intestinal e aumentando a minha ilusão ‘que me puseram na cabeça’ de que o mal era outro, era da minha cabeça, aumentando os meus nervos ao longo destes anos impiedosos de luta constante contra a natureza do leite que não me era favorável; simplesmente, dizem que o leite contem a chamada lactose, e, eu verifiquei ultimamente que bebendo leite sem lactose me sinto melhor dos intestinos, pelo que concluo que tenho grande intolerância á lactose, e foi isso que, se não foi a causa, pelo menos foi o coadjuvante de seguir o sentido de mal-estar que senti estes anos todos, porque burros como a médica de família, entre outros familiares não foram capazes de dizer que poderia ser isso e ajudar-me a ultrapassar esse desconforto que aposto, mais uma vez, influenciou todos estes anos fortemente [eu nunca quis deixar de beber leite porque sei que é fonte de cálcio e de muitas vitaminas das quais não queria abdicar, além de que ignorava que havia leite sem lactose]. As pessoas matam as pessoas, a cultura mata, mata quem não se insere na cultura, afirmo-o enraivecidamente. No seguimento do que digo, também o meu organismo não tolera bem o álcool, - a cultura vigente por estas terras de Deus, que eu tanto amo, mas que por certas pessoas me parecem terras do diabo - por isso evito beber, além de que nem deveria ser copinho de leite… hehe Sim, mais calmo… Só que agora o grande mal já está feito, o meu medo de andar mal do intestino alastrou-se no meu sistema nervoso, e pergunto-me que se mantiver a minha terapêutica, chamemos-lhe assim, de não beber leite com lactose (o que me esvazia os bolsos de um desempregado com problemas de achar emprego por causa de efeitos bola de neve), irei eu melhorar nos restantes sintomas e recuperar um bem-estar normal (?) Tenho esperança, quero acreditar que sim. Acabei de renascer, penso. Vou testar a teoria.


O conhecimento anda por ai, e também na net há muito, muito mais. Mas o poder do paranormal e daquilo que não se pode explicar, que está para lá do natural, continua no mundo das pessoas. O metafísico é algo que tanto pode ser agradável e belo, como pode ser um horror (tirem-me deste filme…!). De que modo o natural, o mundo físico, interage com o sobrenatural, o mundo metafísico? Que interagem é para mim - e em mim - claro, não provado e assente ainda, mas evidente. Como pode um problema intestinal virar numa bola de neve e levar a problemas do comportamento, e dai a ser diagnosticado, com o passar dos tempos, como tendo problemas psíquicos, que de fato se tem, exponenciados também pelo leite além da maneira como se tratam as pessoas? Esta é a minha questão que responderei (nem que seja a mim próprio) nos próximos tempos, da minha vida tão descambada. Sou louco porque lutei contra o que não se pode lutar, sim, segundo essa definição eu sou louco, mas quem não é louco em algum momento da vida pelo menos? Nasci fraco, abaixo da normalidade é certo; Se por um lado é bom que se seja ‘puxado’ como sendo uma pessoa normal, como pode a intolerância dar lugar á tortura de um ser que constantemente é levado a dar mais do que pode? De onde vêm as forças que nos mantêm vivos e que ninguém se pergunta normalmente quando se está bem, e se nasceu bem constituído metabolicamente? Como pode o medo da diarreia levar à loucura? Coisas tão simples que soam a complicadas, talvez porque não isoladas, coisas simples, males simples que se tornam complexos, tal é o efeito exponencial. Talvez não seja só desse mal que tudo levou a onde levou, mas é um princípio dos princípios. E estou a atacar um princípio, por isso estou no caminho certo, penso. Assim destrinço ou começo a destrinçar a relação entre o que acontece na dimensão da realidade, tornando-se fato, e aquilo que se interpreta no mundo do psiquismo. Se não estamos bem fisicamente, como poderemos está-lo psicologicamente? Vislumbro inter-relações entre o natural e o psiquismo, entre o que ocorre na vida e vemos com os nossos olhos e o que ocorre a nível das ideias, e digo, tenho medo do mundo das ideias, quando não as dominamos e elas se querem virar contra nós, contra mim, de tal modo que nos querem aniquilar; é verdade que cada um tem a vida que pode ter, é óbvio que um ser saudável e motivado ultrapassa os limites anteriormente vencidos, vai mais além, domina o seu ser, até ao ponto em que ele não domina mais, é certo, porque algo está sempre para além dele, os acontecimentos que ainda não foram explicados. E então fala-se em segredos, ‘o segredo’, o segredo do sucesso etc e tal. Mas as coisas não são tão lineares assim; todos os que jogam no euromilhões desejam fortemente ganhar mas só um, normalmente o ganha isolado, o resto é uma imensidade de ilusões, de que hão de ser especiais, tal como eu um dia o desejei ser erradamente... Ou talvez não, ou talvez nunca o saiba, ou talvez nunca saiba que o fui, porque o desejo de ser especial está tão enraizado em mim, ainda… porque o gostava de o ser sem o ser deste modo, gostava de acreditar, tenho esperança que ainda vou acreditar novamente na especialidade, mesmo que não me saia o euromilhões  ;) Com isto, digo que o natural está tão intricadamente ligado com o sobrenatural, aquilo que os nossos olhos veem está ligado com o sentir, que mesmo que não o vejamos não o podemos negar, e resta-nos tentar explicar, a maioria das vezes erradamente até que chegamos a um ponto ‘milagroso’ em que podemos finalmente explica-lo, simplesmente.

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Tem sido um momento

                Tem sido um momento, esta minha vida, tal como a de tantos, acho [digo isto para não me sentir sozinho, talvez]. Uma vida tão fugaz e enigmática, tão maravilhosa como absurda. Tudo parece magnífico, tudo parece horrendo (porque sem sentido) e com falta de um valor verdadeiro porque lutar, ou então porque a coragem se afastou de mim. Já me disseram que ‘não dou valor a mim’, mas eu não posso crer que é assim: como já disse muita vez, << eu gosto de mim >>, imenso, mas, há algo mais forte do que eu que me desvaloriza e submete a uma vida estranha e que não queria seguir de modo total (apesar de haver muitas coisas válidas para aproveitar), parecendo que sou eu que me desvalorizo; eu estou esmagado pelas forças superiores que me põem ‘rédea curta’, como sejam a minha fisiologia, o meu temperamento, algo como uma fricção existencial que me envolve e não me deixa ser outro. Admito que no fundo se não fosse tudo isto que me inibe até seria arrogante. Agora, uma pessoa que sou é tão boa, tão simples, a querer que tudo apenas encaixe (na minha vida), que seja feliz na simplicidade, na inteligência, nas forças que restarem enquanto vivo, que até parece motivo de chacota, e sou alvo de chacota em determinadas situações, uma chacota sútil como eu a sinto, muitas vezes subentendida. Será o medo o que me corrói? Ou será a prudência? Até quando ela vai durar? O destino vai-me mostrar a beleza ou o horror de quem fui? Vai-me fazer justiça, a tal que eu tanto apelo, ou isso é mais uma máscara para um mundo de casualidades em que tudo é um acaso, e eu um desgraçado por acreditar que havia normas que regulavam o mundo, que a um ‘coração bravo’ lhe era concedida a verdade pacífica da vida plena e sem rancor. Mas há aqueles que nascem para enclausurar, escravizar, desmoralizar um mundo de pessoas do underground, - como se os tais fossem superiores -, da parte mais junta ao solo, sem meios para irem em busca do que necessitam. Será então que a vida é uma simples luta pela sobrevivência, onde os holocaustos acontecem, e onde um punhado de parvos como eu se põem a questionar a existência e quem são, porque a vida não foi para eles ‘vida’ o suficiente, porque ‘é mesmo assim’. Hei-de estar sempre com as mesmas questões, repetidas blog atrás de blog até que rebente toda esta dor que vai no mundo, ou apenas a dor que vai em mim, de as coisas não serem como eu queria ou pelo menos pensava que deveriam ser, como uma criança que se sente no centro do mundo. Sei que quem vai rebentar sou eu, sou um ‘humano estúpido’ por me preocupar pelo mundo e me sentir triste por coisas que não me deveriam dizer respeito. Sei que se os meus olhos vissem a justiça ainda em minha vida, eu não estaria cá por muito tempo porque eu sou afectado por tudo, o mundo que me envolve, e o nirvana, não sei que significa depois da existência. Eu valorizo-me, mas de que adianta se quilo a que chamaremos por exemplo ‘destino’ me desvaloriza. Mas a minha vida é assim, e ‘Tem sido um momento…!’

sexta-feira, 19 de junho de 2009

Politica, Pensamentos sobre









    Entrando agora um pouco em política, não é por qualquer motivo que as ditaduras e certos ideias comunistas têm tendência a desaparecer e a democracia seja algo de ambicioso. A verdade é que não há bela sem senão. A lei da economia liberal não vai ser a que vai trazer justiça à face da terra, se bem que vai calando os pobres através da esperança que lhes dá e que muitas vezes nunca chega. Mas tem coisas boas a democracia, por exemplo, a igualdade de oportunidades, o facto de se  ser livre e por consequência poder-se ambicionar alcançar grandes objectivos mesmo que se esteja cá em baixo. E a democracia nos dias de hoje, a liberdade de o homem atingir o que queira atingir, leva a que se utilizem recursos excessivamente na natureza como se a individualidade se sobrepusesse à colectividade, à humanidade. Uns esfarrapam-se para ter quase nada, segundo as normas, outros aproveitam-se desses e de outros para terem estatuto e viverem, muitas das vezes enganando os outros. Não serei eu que liderarei o que quer que seja. E tenho a firme ideia que não é um conjunto de indivíduos que têm o poder de fazer leis, que vá trazer a justiça social que tanto se deseja. Se eles fazem leis, essas leis não irão servir para todos, vão sempre beneficiar uns em detrimento de outros. Mas bem, tal como há uma hierarquia tem de haver uma ordem. Agora eu pergunto: porque têm de as pessoas pisarem-se umas às outras?


sábado, 4 de agosto de 2007

Fé, faltas e culpas [2004]

          Evocar o passado, prever o futuro. Memória de trabalho. O Passado, o meu, tão longe e tão perto. Flashes de uma vida vivida e augúrio de um futuro, imagens e mais imagens. Sons, cheiros. O fantástico já passou. A especialidade já se foi. Perdoai-me a minha influência, remi as vossas faltas como eu tenho de remir as minhas, as vossas faltas são hoje a causa dos meus problemas. As minhas faltas já as encomendei para alguém. E eu praguejo dentro de mim contra vós, aqueles que ainda não descortinei. Perdoai-me por não saber amar, eu já soube, eu fui o melhor amante, eu gostei de vós. Agora estou numa de vos mandar à merda, a vós que não direi quem sois porque vos desconheço. A vós, que talvez não lereis estas palavras de sinceridade. A culpa não pode cair somente em mim. Terei que andar assim até ao resto dos meus dias? Oxalá se faça justiça. Mas mesmo que se faça, o facto de eu não a ver desacredita-me. Se eu visse quem são os meus inimigos, se eu conseguisse discernir, ó se eu pudesse. Mas o homem é falso. E era a este, o falso que passa por amigo e que na realidade é inimigo que eu queria ver um raio cair-lhe em cima. Oxalá eu viva para os ver cair, para ver cair a minha ira sobre eles. Pisa-o, espera pela justiça, que ela se fará pela calada da noite. Se eu acreditasse... eu seria mágico. Eu já acreditei. Eu na verdade sou um mágico, não o digas a ninguém, podem deitar-me na fogueira do isolamento, da solidão. Se me perguntares quem sou eu to negarei. Querem-me pôr como louco. Se não acreditares que eu te conheço e me perguntares, eu to negarei. A negação está em mim. Ser do contra é pôr-me em pé de guerra contra os meus inimigos, discordar da opinião dos sábios deste mundo, aqueles que têm um grande poder de retórica. Não, não tenho esse poder.


            Acreditei no amor, mas apenas encontrei desamores e dissabores. Acreditei na vida, mas apenas vi a morte. Não sou eu o culpado do rumo que este mundo tomou. Eu apenas quero sobreviver. Ou então sofrer com razão. Se eu tivesse o poder espalharia a ira por este mundo que não me aceita. Esse mundo que não me quer pertencer. Eu já não sou deste mundo. Se eu pudesse separar o trigo do joio, se eu pudesse eu seria.