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domingo, 28 de setembro de 2025

Estas Palavras

            Deixa que te diga estas palavras, como um sentimento pessoal especial que quero partilhar sem pretensão, mesmo que o não pareça. Espero não ser aborrecido.

            Sei, ou tento imaginar, que o gosto que cada um de nós tem pela música deve ser muito subjetivo; certamente, há pessoas que não apreciam a música, de uma maneira geral; Contudo, acho que posso dizer, pessoalmente, penso que tenho uma ideia particular do que é saber apreciar uma música (que possa ser apreciada sentimentalmente, seja ela de que género for, desde que transmita um sentimento ou sentimentos Universais ou algo importante e grandioso que, naturalmente, toca no coração de muita gente; tal como Tu o fazes com as tua palavras); Com o tempo fui conhecendo e apreciando as músicas mais conhecidas do grande público (mundial, muitas delas), pela rádio, ao longo dos meus anos da minha simples e Grata vida, nada fácil a maior parte do tempo, mas elas me davam sempre uma grande ilusão e distração da realidade psíquica, tão dificil. Elas estavam em momentos inesperados até, vejo, agora, para me ajudar, assim o Entendo… marcando cada vez mais momentos; Tornei-me, gradualmente, num audiófilo (obsessivo, confesso), sem pensar que isso iria acontecer ou perceber o que se estava a passar na minha vida, visto que as coisas simplesmente acontecem, não é verdade? Antes era dificil saber quem cantava, como eram as letras dessas músicas; não via os videos das músicas nem quem as cantava, eram simplesmente Profundo sentimento de apreciação da música e descoberta da compreensão de como eu sentia e sinto; Sim, as músicas marcaram profundamente a minha vida, de uma maneira geral e abrangente em todos os aspetos da minha vida e do mundo. Então, ao longo destes anos que estão a passar, instintivamente, decidi ir ao encontro desses momentos (uns longos outros mais curtos), redescobrindo a música que ouvi revivendo os sentimentos que tive, compreendendo cada vez mais o meu passado e a minha relação com tudo e todos, as dificuldades que tive, as alegrias sentidas, vendo mais claramente o que superei e o que ainda permanece por aliviar, sempre  maravilhado por descobrir relações entre a música que ouvi e o que se passou na minha vida e até na relação com o mundo em geral, muitas vezes compreendendo momentos precisos nesse tempo em que me se me ‘fixo’. Não faço música, não percebo a técnica, nada disso, simplesmente oiço e sinto esses sons que me fazem vibrar, descobrindo agora, com a internet, as letras que não entendia por detrás do simples meu sentir, ir tentando conhecer outros pormenores por detrás dessas músicas (se sentir que devo descobrir) como: quem canta? Ainda é vivo? Saber mais sobre essas pessoas que se exprimiram eximiamente através da sua música, eventualmente sobre o grupo, como se tornaram ao longo dos anos, o porquê de serem marcantes, etc.  

Com isto tudo que disse e na reflexão que tenho feito da minha vida passada, deixa-me desabafar, sinto muito Realmente que a música me ajudou a salvar a minha vida (e me ajuda a sobreviver com mais esperança) - do vazio e das dificuldades da minha personalidade frágil, dadas as exigências deste mundo ‘de pedra’, com tantos desafios, que não eu não conseguia ultrapassar normalmente;

 Sei que exagerei nesta maneira de ser audiófilo de tanta música, mas talvez isso foi como que combater uma loucura má da vida que nos quer fazer mal – como se algo nos tenta impingir ou tenta anular o nosso ser – com uma loucura boa, a de ouvir música, muitas vezes até cansar, para depois descansar e aliviar, e mais ainda, compreender e tentar ir ao encontro da Verdade ( por mais estranho que possa parecer) e me integrar neste mundo que me quer desintegrar.

 

Muitas e muitas músicas me Elevam a alma, mas sou eclético, vou ouvindo, perscrutando o Universo, e os Céus me vão dedicando momentos de memória na minha vida, uma ligação, também, com tanta gente no mundo.  


domingo, 7 de janeiro de 2024

Tu és o Maior

 

            Permite-me estas palavras. Tu és o Maior. Por isso tenho estado aqui. Suponho que Sabes quem sou e isso nem interessa. Tudo é passageiro mas pleno de sentimentos e emoções. Não me Tens abandonado, mesmo quando tudo parece desabar, o destino está escrito. O Universo se move para me dar lugar, algo grandioso de se sentir e observar. Não tenho podido ser mais, mas também nunca fui menos. A gratidão tem que tomar conta de mim, porque me Deixas ser quem sou; até agora sempre fui o mesmo, o mesmo homem que sente o que tem de ser sentido, simplesmente um ser, simplesmente um animal. Devo medir as palavras. Devo controlar-me; sei que tem de ser assim, não pode ser de outra maneira. Devo tentar sentir mais ainda, tentando perceber mais para chegar até Ti, na esperança de que sou poupado, de que não farei mal, para que, contudo, a força esteja comigo para me defender. Somos quem somos, resta-nos entender porque somos e porque viemos a este mundo, conhecendo-nos melhor a nós próprios a cada segundo que passa, admirando as coisas como são e como acontecem. Pertence-nos uma história, a qual temos de agradecer por a podermos refletir, obrigado por isso. Vejo o amor dado e o amor recebido e, por isso, estou aqui, porque me foi dado este lugar e este espaço no tempo, nessa comunhão de conceitos que tomam interpretações múltiplas, mas, das quais, temos que entender (retirar) a sua essência. As repostas não são claras, como causa - efeito; as respostas sentem-se, e Tu me deixas sentir assim. Livra-me dos maus entendimentos, das más interpretações, Livra-me das más-línguas. Dá-me um bom fim; cada vez mais vejo e sei o que Me tens feito, mas, não sei quem És, mas, ainda assim, És. Não quero falar em vão, devo temer as palavras e as ações admirando a maneira e o motivo do meu agir passado que me vai sendo dado a conhecer, certamente o bem é o que tem de perdurar, o bem resta sempre em nome da Arte da evolução.

sábado, 27 de fevereiro de 2021

Dentro de nós

 

            Dentro de nós há uma imensidão, talvez não conhecida, talvez nunca mostrada, nunca exprimida; Talvez nunca conseguido tal. Mas quando há um gatilho, ‘You turn me inside out’; E aí mostramos o que está dentro de nós. Aí transparecemos. Aí fazemos parte da Infinidade. As lágrimas são enxutas. E, momentos, extremos de verdade, deslumbram como Ouro, como Diamantes; Com isso, adoramos toda essa Riqueza. Não interessa onde os nossos amigos e amigas estejam, nós estamos inteiramente com eles, Gratos por essa fraternidade tão esperada, por esse feedback, tão ausente, voltando qual filho pródigo regressando. Manifesta o que te faz manifestar. És bom e foste mau. És fraco e viram-te com força pensando que eras outro, quem na realidade não és, porque conheces Quem te Rege, sabes que sempre ficas na mó de cima quando te querem pôr na nulidade. Respeito. Muito respeito. Nem sempre é suficiente. E a Eternidade está aí, a primeira, a última, a Eternidade, a primeira e a última eternidade. Grow Old. Eu vi alguém crescer até ao último suspiro. Eu fui inteligente quanto qualquer pessoa inteligente, desprezado por quem não vale nada ao quererem fazer dos outros nada. Mas não me interessa essa abordagem, não interessa quem sou, mas quem És, tu que me abordas num contexto inefável, volátil, com um psiquismo tal que me faz duvidar se não És o mesmo, na Verdade. Conhece-te a ti próprio, vive a tua essência duas vezes numa vida. És, na verdade, especial, não duvides. Conhecer-te-ás porque assim o desejaste, nos cansativos dias que passam e te enchem de plenitude, de humanidade. Não deixes fugir esse Trunfo que tens, Ele te é precioso no tempo da tua memória. O mundo não é teu, mas tu pertences ao Mundo. Vive, deixa viver. Gratidão e Respeito. Altivez. Grandiosidade e profundo sofrimento. Tudo sentimento. Manifesta a emoção, equilibrada. Sê justo, e a Justiça esperarás alcançar. És marcado, por todo este mundo que te envolve, na medida certa, no momento certo. Bem e mal. Mágico. ‘Pergunto se te verei outra vez’. Se poderei brilhar muito, ainda. A que preço de sofrimento eu poderei ascender ao mais alto dos céus, na incerteza do fim, na fuga da dor inevitável. Dar-me-ás consolo na incerteza do fim? Farás, ainda, depois de mim, justiça no Teu abraço de Bondade? Passamos pelos tempos de mudança acelerada, mudanças na mente. Até onde? Até quando? Quem o saberá? MAS, d e n t r o  d e  m i m  e s t o u  e u. 

 

 

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