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terça-feira, 29 de julho de 2014

Agressão sem culpado

            Se, simplesmente, pudéssemos fugir daquilo que nos apoquenta, que nos magoa, que nos oprime, que nos pisa, que nos afronta, que não conseguimos mudar, nós fugiríamos, sem dúvida alguma. Mas, fugir para onde (com as nossas limitações)? E mais: e fugir de nós mesmos?! Muita gente ainda deve pensar que o mundo é grande e que o Universo é incompreensível, duvidam de tais coisas como de o homem ter ido à lua, no sentido que tais entendimentos nos dão uma coerência da compreensão das coisas que, por sua vez, nos dá uma visão mais ampla de tudo o que os magníficos sentidos humanos nos dão a entender, como se não acreditassem no mundo em que vivem. Muita gente prefere a ignorância porque saber de mais faz mal (talvez porque não tem outro meio de a ultrapassar também, é certo); e eu digo: ‘Ó santa ignorância porque me abandonaste?’, como se eu soubesse muito; Porque tenho eu de saber mais do que o que posso saber? Porque tendo para o desequilíbrio entre a minha capacidade de sentir e o que realmente não sou capaz de ignorar de sentir? Que abismo é este que não me deixa ser feliz na ilusão? Mas, muita gente sabe muito mais do que eu e não tem desequilíbrios – o quanto, sinceramente, os invejo… -. Tento não me manifestar, na globalidade da ação da minha vida, como se de um espetador me tratasse, que assiste ao desenrolar da novela, do filme, da música, ou melhor, gostava de ser sempre um anónimo espetador, coisa que não posso ser, da mesma forma que o era em criança. Os sentidos do mundo caem sobre mim, e eu, eu não tenho capacidade de reação, eu não sei responder minimamente bem ao apelo que me é feito daquilo que me envolve. Responder aos apelos que o dia-a-dia nos trás é uma coisa séria, responder de acordo com as situações que nos ocorrem é uma tarefa para equilibrados que conquistam o mundo com o seu autodomínio. Respondes mal e és um homem acabado…; Que dizer da incapacidade de responder a uma agressão? O bullying? Uma guerra? O terror psicológico? Como responder a algo quando se está em inferioridade? Como se defende uma criança? Como responder ao mal com mal quando se tem amor à vida e ao bem, quando os ideais que nos movem são os da paz? Existem agressões que atuam mais subtilmente, que se dão como vindas de sistemas superiores que não são facilmente percetíveis, não é mesmo percetível a sua causa. Existem agressões que não se conseguem identificar de onde partem, tal é a teia que as envolve e disfarça? Mania da perseguição? Não, para mim existem agressões sem culpado… identificável. E eu sinto medo quando não compreendo as coisas, então, eu invento mitos e lendas para as explicar, eu invento histórias. Eu sinto medo, muito medo, um medo terrível e inexplicável por mitos, lendas ou histórias, porque erradamente aprendi que devia dar tanto valor à minha insignificante vida na imensidão incalculável do Universo, como uma criança que se acha no centro de tudo, especial, quando na verdade tudo é uma ilusão, quando na verdade não podemos ultrapassar as leis que regem o universo, a existência dos seres, ou seja, resumindo, tive azar. Como destruir a causa da agressão? Perguntando melhor: Como destruir a causa de uma agressão sem sermos feridos? Matar? Matar, matar, matar, matar!… guerra!… Perder o amor à vida(!), perder a piedade(!), matar a causa da nossa dor(!), esse desejo que em mim persegue; Resolveria alguma coisa matar? Talvez não, mas matar por necessidade assim como se defender por necessidade está na lei do mundo natural em que o homem tenta sobrepor com as suas leis onde consequentemente muitos desafortunados perdem esse direito de se defender vitalmente dos ataques à sua vida assim mesmo como atacar para suprimir as suas necessidades. Será a causa da nossa dor, essa mesmo que pensamos? Revoltamo-nos muitas vezes porque a agressão existe, mas a questão é: revoltamo-nos contra quem é o culpado, a causa da nossa agressão? ;E damos por nós a revoltarmo-nos contra quem nos ama, apesar de por sua vez haver formas muito duvidosas de amar, existem formas muito bizarras de amar, além de feitios que não se conseguem mudar, e nos causam frustração, raiva, angústia – muita angústia-, e nos infundem muito medo… se ao menos pudéssemos afastarmo-nos…


            No meu transe, nesta minha vida, em que eu procuro a(s) causa(s) para aquilo que eu sou, neste meu desejo (talvez utópico) de que eu seja feliz ainda nesta procura de aceitação de como eu sou no mundo dos homens, eu mesmo tenho medo de mim, porque infundo medo no que me envolve, que num ciclo sem fim regressa a mim, destruindo-me, dia após dia, mas que não consigo evitar. Tenho medo de cada passo que dou, sei que não o darei bem, certo dos passos maus que tenho dado dia após dia, do azar que me persegue, nesta ilusão, que quando não puder ser sustentada, será cruel de mais, a dura realidade, se imporá muito mais dura que está a ser a minha vida atual. Sei que me abandonarão, se é que já não fui abandonado pela existência psíquica faz tempo. E, apesar de a morte ser certa, ninguém ousa indagar o que o sofrimento é. Certamente gostaria de mudar (obstinadamente) coisas difíceis de mudar, e mesmo que se consigam mudar, o preço da vida é alto de mais a pagar por essas mudanças, mas talvez seja a lei do mais forte e do mais fraco a funcionar, em que nós, para acrescentar à dificuldade que é suster a vida, temos ainda a nossa autoconsciência a infernizar o que deveria ser aceite naturalmente e imperceptivalmente, as leis da natureza.


As guerras mundiais existiram e nunca se sabe se existirá outra, outra vez; tenho como ideia minha de que a maior parte das guerras muitas vezes não são causadas por motivos maiores, digamos assim, por motivos que se possa fazer uma apologia, mas sim por ideais estúpidos e sem sentido, nacionalismos, ignorância e falta de sentido da beleza da vida e da apreciação da paz. O mundo dos homens sabedores compreende a finitude do nosso mundo e dão valor a vida e à paz como consequência da sua própria sabedoria. O mundo civilizado esgrima nas palavras a sua luta, a guerra que se dá entre ideais, essa é a guerra mundial nas ideias do momento. No meu desejo de criança utópica, em que um Deus faz parte de uma justiça a atingir, as agressões seriam justificadas por esse ideal máximo que seria esse Deus a atuar na imensidão do tempo, e a justiça seria feita nessa mesma imensidão do tempo. Mas, para minha angústia, dadas as contradições e realidades que se impõem na minha mente, naquilo que me é dado a conhecer, a dúvida torna-me inseguro e insignificante, e a minha luta pela sobrevivência poderá ser em vão.

domingo, 6 de julho de 2014

Duran Duran - Ordinary World (with lyrics)










Came in from a rainy Thursday on the avenue
Thought I heard you talking softly
I turned on the lights, the TV, and the radio
Still I can't escape the ghost of you

What has happened to it all?
Crazy someone say
Where is the life that I recognize?

Gone away

But I won't cry for yesterday
There's an ordinary world
Somehow I have to find
And as I try to make my way
To the ordinary world
I will learn to survive

Passion or coincidence once prompted you to say
"Pride will tear us both apart"
Well now prides gone out the window
Cross the rooftops, run away
Left me in the vacuum of my heart

What is happening to me?
Crazy someone say
Where is my friend when I need you most?
Gone away

But I won't cry for yesterday
There's an ordinary world
Somehow I have to find
And as I try to make my way
To the ordinary world
I will learn to survive

Papers in the roadside tell of suffering and greed
Fear today, forgot tomorrow
Besides the news of holy war and holy need
Ours is just a little sorrowed talk

(Just blown away)

And I don't cry for yesterday
There's an ordinary world
Somehow I have to find
And as I try to make my way
To the ordinary world
I will learn to survive

Every world is my world
(I will learn to survive)

sexta-feira, 6 de junho de 2014

Quase Acreditei

Autora não confirmada, mas tudo me remete para Nádia B. , data de Quarta feira, 21 de Novembro de 2007, 12:48 am, num grupo do yahoo


 


 


 


 


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Quase Acreditei

Quase acreditei que não era nada,

ao me tratarem como nada,

Quase acreditei que não seria capaz,

Quando não me chamavam,

por acharem que não era capaz.

Quase acreditei que não sabia,

quando não me perguntava por acharem que eu não sabia.

Quase acreditei ser diferente, entre tantos iguais,

entre tantos capazes e sabidos, entre tantos

que eram chamados e escolhidos.

Quase acreditei estar de fora,

quando me deixavam de fora.

Por que... que falta fazia eu?

E de quase acreditar adoeci..

Busquei a ajuda de doutores, mestres,

magos e querubins.



Quase Acreditei

Quase acreditei que não era nada,

ao me tratarem como nada,

Quase acreditei que não seria capaz,

Quando não me chamavam,

por acharem que não era capaz.

Quase acreditei que não sabia,

quando não me perguntava por acharem que eu não sabia.

Quase acreditei ser diferente, entre tantos iguais,

entre tantos capazes e sabidos, entre tantos

que eram chamados e escolhidos.

Quase acreditei estar de fora,

quando me deixavam de fora.

Por que... que falta fazia eu?

E de quase acreditar adoeci..

Busquei a ajuda de doutores, mestres,

magos e querubins.

Procurei a cura em toda parte e ela estava

tão perto de mim.

Me ensinaram a olhar para dentro de mim mesma,

e perceber que sou exatamente , como os iguais

que me faziam diferente.

E acreditei profundamente em mim.

E tenho como dívida com a vida,

fazer com que cada ser humano se perceba,

se ame, se admira de si mesmo, como

verdadeira fonte de riqueza.

Foi assim que cresci:

Acreditando.

Sou exatamente do tamanho de todo ser humano.

E por acreditar, perdi o medo de dizer, de falar, participar e até de
cometer enganos.

E se errar?

Paciência, continuo vivendo.

Por isso, aprendendo.


>> 

Talvez (04 de janeiro de 2005) - Replay

Talvez se seja mais feliz sendo louco. Talvez valha mais a certeza do
incerto do que a incerteza do que é certo. As minhas memórias da
loucura estão escondidas através do dia-a-dia. Talvez tenha que mudar
de método, talvez tenha que mudar o meu discurso, talvez tenha que
mudar o meu pensamento. Talvez eu consiga ser outro sendo quem sou.
Tenho que me agradar a mim próprio para andar bem. Talvez eu deva
desistir de pensar que tenho de fazer qualquer coisa. Talvez eu tenha
que dar o braço a torcer. Talvez este mundo não me pertença. Tenho
que sair das sombras, estou farto desta escuridão. Tenho um longo
caminho a percorrer até ao sítio onde eu me vou encontrar bem, não
posso parar. Eles vão ganhar, vão levar a deles avante. Terei que me
vencer a mim próprio. EU SOU NORMAL. Não ando pelas regras dos
outros, eu próprio criei as minhas regras. Eu quero ser independente.
Eu parei no tempo em muitos aspetos. Eu sou finito. Todo o homem é
finito. Eu não poderei mudar o mundo. Mas porque a imagem pode?
Porque pode a palavra? Porque o muda o som? Porque o muda a técnica?
Porque eu não possuo um desses meios de mudar o mundo? É só sentir,
só absorver, é só esconder, como um bicho do mato. Como se o mundo
parasse de rodar quando eu desfalecesse, como se eu fosse ponto
fulcral, se é que o já não fui. Tudo o que fui a apagar-se, o tempo a
passar, e eu perco a partida. Como dar a volta, eis a questão?
A minha imagem não é a imagem de aparência. Ela é o retrato
de quem eu gostava de ser. A minha imagem traduzia-se pela perfeição.
Mas como eu posso ser perfeito se eu sou simplesmente um
humano? "Heaven is a place on earth". Talvez isso seja verdade,
talvez o paraíso seja um lugar na terra. Não, não sou feliz, não sou
bem-humorado, sou sério, a minha imagem não é o `faz ver'. Será que o
homem só pode estar ao pé do outro estando bem-disposto, com uma boa
imagem? Porque teima o homem em andar no mundo da ilusão? Já não é o
suor que une os homens, mas sim a boa aparência, a falsidade das
palavras. E a cada momento que passa ponho em hipótese se as minhas
palavras transmitem algo com sentido. Até parece que o Outono deixou
de ser Outono. Até parece que o Inverno se transformou em Verão e
vice-versa. Mas isso já não me preocupa. Talvez o que mais me
preocupa neste momento seja a minha sobrevivência.
As flores desabrocham, o sol nasce, a lua aclara a noite. A
noite mantinha o ritmo, a noite quebrou o ritmo. O mundo tem
perspetivas e perspetivas, as variáveis são imensas, as palavras já
serão poucas para descrever tudo. O mundo nunca será mais o mesmo. A
vida nunca mais será a mesma. Eu preciso de sobreviver, mas já não
sei como me aproximar dos homens, porque será que assim acontece? O
meu mundo desabou e não tem mais sentido como era. Mas novos mundos
podem surgir. Talvez eu já tenha perdido tudo o que tinha a perder.

sexta-feira, 30 de maio de 2014

O Paradoxo da Perfeição

            Uma meta a atingir. Um desejo inconsciente de ir até um ponto indeterminado. A superação de cada um de nós, do nosso entendimento, da nossa inteligência, das nossas energias. Querer experimentar tudo… para perceber…o significado das coisas, o significado do correto, para ser-se melhor, para fazer melhor, para ter a mais ampla visão das coisas. Cruzar conhecimento. A memória por detrás de tudo, essa fascinação do saber, a possibilidade alcançada na partida das nossas vidas. A sorte e o azar. O equilíbrio. Como é possível sê-lo? Não é possível, no sentido de continuidade, mas, por momentos mais ou menos longos ou mais ou menos curtos, existe. O desejo mais profundo, que nasce na alma de alguém, que não é possível demonstrar. A existência do bem, mas afinal o que é isso? Esse ‘bem’ fala muito e expressa-se corretamente? É ai que o reconhecemos? Esse ‘bem’ é solidário e empático? É ele saudável e energético? E então, o tempo passa, cruza-se o conhecimento, encontram-se relações onde o homem que não questiona, não ousa buscar, não encontra nada, e tudo é ao sabor das variáveis que empurram esses, eles não fazem atrito no mundo. Esse atrito tem um preço (talvez, por isso, não é qualquer um que arrisca com receio das consequências), assim como tudo o que fazemos para nos levar à perfeição tem um preço, ou melhor, tem uma cobrança, uma cobrança que me extravasa e me leva a pensar que é tudo errado, todas as ideias que pensava ter por boas parecem cair por terra quando a realidade fala mais alto, quando o frente a frente eleva os seres e o espírito, quando as coisas não são para compreender de imediato mas sim para agir de imediato. O futuro não existe, mas o passado sim, o passado e o agir, a obrigatoriedade do movimento que nos leva rumo ao desconhecido mas, com conhecimento suficiente, esse desconhecido futuro torna-se expectável, e ao mesmo tempo espectável também, nem que seja pela sua magnitude. Receio o sofrimento, assim como receio o futuro deste pequeno lar, a terra, como somente meu fosse. Possivelmente temo o que não devia temer, devia ser como a maioria, indiferente, nas mãos do desconhecido, e na mão de outros. Indiferente não sou, mas vejo-me atado, sem fazer o que quer que seja, sem perceber o que é correto ou incorreto, a recear o inevitável caminho que teve um principio e terá um fim, que terá que se aceitar quer se queira quer não, mas primeiro, muito antes da perfeição, do meu fim fujo, sem nunca fugir.

segunda-feira, 19 de maio de 2014

Rob Thomas - Little Wonders



Rob Thomas - Little Wonders





Let it go,
Let it roll right off your shoulder
Don't you know
The hardest part is over
Let it in,
Let your clarity define you
In the end
We will only just remember how it feels

Our lives are made
In these small hours
These little wonders,
These twists & turns of fate
Time falls away,
But these small hours,
These small hours still remain

Let it slide,
Let your troubles fall behind you
Let it shine
Until you feel it all around you
And i don't mind
If it's me you need to turn to
We'll get by,
It's the heart that really matters in the end

Our lives are made
In these small hours
These little wonders,
These twists & turns of fate
Time falls away,
But these small hours,
These small hours still remain

All of my regret
Will wash away some how
But i can not forget
The way i feel right now

In these small hours
These little wonders
These twists & turns of fate
These twists & turns of fate
Time falls away but these small hours
These small hours, still remain,
Still remain
These little wonders
These twists & turns of fate
Time falls away
But these small hours
These little wonders still remain

sexta-feira, 25 de abril de 2014

Ironia

                  O meu estado de vida é passageiro, assim como o será o de qualquer pessoa, qualquer ser. Somos passageiros nesta vida, em que, na maioria das vezes, tudo foge ao nosso controlo. Tenho passado a maior parte do tempo da minha vida aprendendo, observando, como se fosse num carro de condução automática, olhando a paisagem, sentindo tudo o que chega aos meus sentidos, e, raramente, tenho parado para me mover pedestremente, para construir obra. Sinto que me perco na imensidão do que vejo e do que sinto, de tal modo que quero dizer coisas óbvias, quero expressar algo diretamente e o que consigo fazer é divagar. Os meus pensamentos abrangem a vida que vivi, o modo como senti, como se sempre fosse um ser fechado, em que cresce compreendendo (ou tentado) o modo como o meu interior evoluiu e evolui. A verdade que tanto procuro, a explicação final de tanto que busco ou buscava, cada vez se torna mais fugidia e complexa, na verdade tudo é o que parece e nada é o que parece. Aqui se englobam a ironia da situação e a ironia infinita. Direi popularmente que existe muita ironia do destino.


            O desejo de atingir objetivos, que se revelam estar muito mais longe do que aparentemente pareciam estar, é uma constante na minha vida, como, imagino, o seja a de tantas outras pessoas. Por vezes guiei esses objetivos com base na ideia de que ‘se aquela pessoa é capaz eu também o vou ser’. Sei agora que todos somos diferentes, logo por ‘aquele’ estar apto a atingir determinado objetivo e singrar até ele com obstáculos que ele pode e/ou consegue transpor não quer dizer que eu possa fazer o mesmo. Sei que podes, à partida, estar a pensar, acerca de mim, que estou a ser, talvez, pessimista, ou então, que estou a desvalorizar as minhas capacidades, ao eu pensar assim. Digo-te que não estou. Talvez eu tenha outras capacidades de ultrapassar outro tipo de obstáculos, é certo, mas não somos todos iguais, ironicamente, somo tão parecidos e ao mesmo tempo somos tão diferentes e com capacidades diferentes de lidar com as situações, mais aptos numas do que em outras, se elas acontecerem. Uma de entre outras descobertas que fiz na minha vida foi a de que a vida, pelo menos para mim, é imensamente irónica. Digo isto porque incomensuráveis vezes a vida dá dicas, digamos assim, de que tudo está a correr bem e de repente tudo corre mal, ou então, pelo contrário, tudo está a correr mal, há dicas e sinais de que tudo está dificilíssimo e de repente, a partir de certo ponto, percebemos que tudo vai correr bem. É como se a vida nos dissesse, por vezes, ‘vai, agora vai correr bem, tens tudo o que é preciso para isso, olha, eu [a vida] to demonstro’, mas ironicamente, tudo acaba por correr mal, e sinto que ela me enganou completamente. Por vezes acontece o oposto, diz-nos ‘não tens hipótese, desiste, nunca irás conseguir porque és um incapaz’, quando ironicamente nos quer dizer o oposto e tudo de bom acontece numa bonança inesperada. É como se a vida jogasse connosco a seu bel-prazer, fosse irónica connosco, comigo. É como que, há muitas situações, por mais que eu queira fazer isto ou aquilo, tudo acontece pelo contrário, noutras situações em que tudo parece impossível, ele se torna possível ironicamente, para bem ou para mal.


            Penso ‘por vezes eu sou irónico na escrita que faço, na maneira que sinto e na maneira como me expresso’. A ironia está presente na minha ação [maneira de agir]. É verdade que estou mal muita vez, mas exagero muitas dessas vezes a maneira como me sinto, em que até estou bem mas querendo chamar a atenção, assim como muitas vezes suavizo aquilo que sinto quando, na verdade, estou num desespero e/ou numa agonia psicológica imensa. Dizer o contrário do que se sente é uma ironia. De uma maneira geral, sei que transmito ironia na minha vida social, confundo as mentes que me observam e que estão habituadas a padrões previsíveis, mas com isso, que faço sem o querer, sai-o sobrecarregado e/ou magoado muitas vezes, talvez pelo mal-entendido gerado. Neste blog tenho um título que foi uma ironia propositada: http://johnybigodes.blogs.sapo.pt/45554.html – ‘Agradecimento a aqueles que me ajudam a morrer’ – é óbvio que eu não agradeço a aqueles que me ajudam a morrer, eu os detesto e lhes desejo o pior dos males, eu os abomino, esta é uma grande ironia escrita aqui, neste blog. A ironia acaba aqui.

terça-feira, 25 de março de 2014

Duran Duran - Come Undone (with lyrics)








Mine, immaculate dream, made breath and skin, I've been waiting for you,
Signed, with a home tattoo, Happy birthday to you was created for you.

(Can't ever keep from falling apart.. At the seams)
(Can't I believe you're taking my heart.. to pieces)
Ahh, it'll take a little time, might take a little crime to come undone
Now we'll try to stay blind, to the hope and fear outside,
Hey child, stay wilder than the wind
And blow me in to cry.
Who do you need?
Who do you love?
When you come undone.
Who do you need?
Who do you love?
When you come undone.

Words, playing me deja vu, Like a radio tune I swear I've heard before,
Chill, is it something real, Or the magic I'm feeding off your fingers
(Can't ever keep from falling apart.. at the seams)
(Can I believe you're taking my heart.. to pieces)

Lost, in a snow filled sky, we'll make it alright, to come undone,
Now we'll try to stay blind, to the hope and fear outside,
Hey child, stay wilder than the wind -
And blow me in to cry.
Who do you need?
Who do you love?
When you come undone.

domingo, 16 de fevereiro de 2014

Johnny Hates Jazz – Turn Back The Clock (with Lyrics)






Another day is ended
And I still can't sleep
Remembering my yesterdays
I begin to weep
If I could have it over
Live my life again
I wouldn't change a single day

CHORUS:
I wish that I could turn back the clock
Bring the wheels of time to a stop
Back to the days when life was so much better

Lying here in silence
Picture in my hand
Of a boy I still resemble
But I no longer understand
And as the tears run freely
How I realise they were the best years of my life

CHORUS

You might say it's just
A case of giving up
No
But without these memories where is the love
Where is the love

If I could have it over
Live my life again
I wouldn't change a single day

CHORUS

Why can't I turn back the clock
Bring the wheels of time to a stop
Back to the days
Oh no no
I remember when
Life was so good
I'd go back if I could
Oh oh I wouldn't change a single day
Don't let the memories slip away
I wouldn't change a single day
Don't let the memories slip away

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

Just Around The Corner - Cock Robin (with lyrics e tradução pessoal)

I present to you (com tradução para português, a seguir, feita por mim baseada na net):



Just Around The Corner - Cock Robin







Things aren't quite as they seem inside my domain
You can't know about everything
only pleasure and pain.
You wonder why I come here
with head to my hands

Where else can I be cured
and the king of your mansion?
A thorn in your side
and a child to protect
that claims he's free.

Just around the corner
half a mile to heaven
Strong enough to hold you
starved for some affection.

Darling
come quickly
come ease my mind
For my prayers have not been answered
in a long time.

I've already made my bed
like it or not
As long as there's no regrets
I'll be here
when the ride stops.

These comforts to me
and these crosses to bare
with which we live.

Just around the corner
half a mile to heaven
Strong enough to hold you
starved for some affection.

Baby
I can't drag you into this mess!

I'm the thorn in your side
and the child to protect.
Yes.

Just around the corner
half a mile to heaven
Strong enough to hold you
starved for some affection.

Darling
come quickly
come ease worried my mind
For my prayers have not been answered
in a long time.

Some just around the corner, jeh
Some strong enough to hold you
Half a mile to heaven, jeh
Just around the corner ...


Tradução (Português):



As coisas não são bem como parecem dentro do meu domínio
Não se pode saber tudo
Só prazer e dor.
Perguntas porque venho aqui
Com a cabeça nas minhas mãos

Onde mais posso ser curado
Senão na Realeza da tua mansão?
Um espinho ao teu lado
E uma criança para proteger
Que reclama liberdade.

Ao virar da esquina
A meia milha do céu
Forte o suficiente para te abraçar
Carente de afeição.

Querida
Vem depressa
Vem aliviar a minha mente
Porque as minhas orações não foram correspondidas
Faz já muito tempo.


Eu já fiz minha cama
Gostem ou não
Enquanto não houver arrependimentos
Eu estarei aqui
quando a viagem for interrompida.

Esses confortos
E essas cruzes a descobrir
Com os quais nós vivemos

Ao virar da esquina
A meia milha do céu
Forte o suficiente para te abraçar
Carente de afeição.

Bébé
Não posso arrastá-la para essa bagunça!

Eu sou o espinho a seu lado
E a criança a proteger
Sim

Ao virar da esquina
A meia milha do céu
Forte o suficiente para te abraçar
Carente de afeição.

Querida
Vem depressa
Vem aliviar minha mente preocupada
Pelas minhas orações não correspondidas
Faz já muito tempo.

Alguém mesmo ao virar da esquina
Alguém forte o suficiente para te abraçar
A meia milha do céu
Mesmo ao virar da esquina…