Player

Mostrar mensagens com a etiqueta ironia. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta ironia. Mostrar todas as mensagens

domingo, 17 de janeiro de 2021

Confinado

 

            O meu ser. A mim me parece estar. E, agora, estamos todos. Mas, seguimos com fé e esperança. Queremos sair mais fortes disto tudo. Sempre o quis também. A fé salva e a esperança é a última a morrer. No entanto, ignorado. Prossigo enquanto Me for permitido. Peço, sempre, mais um dia. E esse dia me tem sido dado. Grato por tudo, tento ser. Apesar de tudo, o caminho é dificultado, talvez para aprender, sempre, até morrer. Bode expiatório não quero ser. Lições a saber, todos os dias. O objetivo, o fim, a finalidade, a Vontade Suprema, será que está a ser demonstrada?! E salvo a todo o momento certo. Ninguém liga, mas eu ligo. Ninguém quer saber, que estranho. Tenho que aceitar se a Lei faz isso. Tenho que A conhecer, tento perceber. Não sei se é pedir muito quando peço sol na eira e chuva no nabal. Sei que Milagres acontecem a todos os segundos, até, somente na nossa vida. E sou salvo na hora certa. E quero compreender melhor, o que está por trás desta Grande ciência, porque sei que há algo mais. E se não fosse pedir muito só queria ser feliz. Será que ao pedir já o sou?! Hipóteses… teorias e interpretações que fazem sentido, ou vivemos na esperança de que um dia o farão. Fui mais uma vez resgatado da ignorância humana, da ironia, do destino implacável, da escuridão que se quer abater sobre mim e sobre o que me envolve. E tento ser mais grato ainda. Será que é suficiente? É necessário dizer obrigado? Ou fazemos ver uns aos outros? Porquê o meu destino? Porque as coisas são como são. E no entanto tento ser, ainda mais, grato. E quando tudo acontece a alma se eleva, no passado que se torna formidável. Porque puro é o futuro que se aspira. Elevo-me em seres que andam ou andaram por aí, e, contudo somos todos diferentes. Estranhos humanos. Más atitudes. Quem sou eu para pôr em causa a Vontade Infinita? Mas se sou um humano que nasceu no tempo certo, então tudo tem que ser assim, eu tenho que questionar como todos fazemos. Eu tenho que por à prova. Se a vida me permite admirar eu admirarei, simplesmente, porque posso. Mas porque surge a dúvida no meu ato de agir se sei que estou e sou de boa-fé? Porque todos somos diferentes, porque os momentos são infinitos e se calhar todos únicos. O confronto surge só com a banal presença dos seres, a diferença, a interpretação das coisas. Mas, há o Certo e o errado, certamente. Temos que aproveitar as oportunidades de escolher o que está correto, porque um dia poderá ser tarde, e, caímos nas mãos erradas sem ter-mos refletido um pouco quando nos era permitido. Simples, com tudo a ficar poluído, espero que ainda não seja tarde. Que o caso não seja perdido.

 Admiro a arte do concreto. A arte do que é objetivo. Mas o meu caminho não foi esse. Subjetividade é o que me faz mover. Sinto, definitivamente. Sou sentimento com pouca emoção. E sou como qualquer pessoa, a não ser no que sou diferente, que pode ser tão pouco ou tanto quanto para o que fui talhado. Talvez não seja tão diferente e viva certamente no meu tempo, que por isso é especial, apesar de confinado, e, cada vez mais, todos no mesmo barco. Não se esqueçam. 

 

 Siga-me no Facebook:

https://www.facebook.com/jorge.carvalho.33449

 


 

 

quarta-feira, 27 de novembro de 2019

Fronteiras da Vida


Pergunto-me, quando comecei a sentir-me ridículo, inadaptado, marginalizado;  
Exigente comigo. Meu querido bem-mais-próximo foi quem intensificou essa característica que vinha comigo inatamente, certamente, mas não só, penso. Estranho Mundo, estranha vida. Quando, na verdade, me fechei ao mundo? Esse introvertimento foi galopante. Esse suster da respiração prolongada que me elevava aos céus e me torna inapto nesta terra, a abeirar os limites desta realidade, a aumentar as conexões com outras virtualidades que influenciam uma realidade que se torna única, este trilho da vida, este mundo repleto de visões e vontades que entram em fluência ou choque nas suas extremadas posições para gerar o equilíbrio que ainda existe e que permite que continuemos aqui, eu e vós. Apesar disso, o meu estado é indefinido, indefinição traduz o que sinto. Vazio. Bloqueado num estado paranoico e perdido no tempo, mas, ainda assim, vendo verdades que não poderão ser compreendidas senão no devido tempo, sendo observado e julgado em praça pública, desta maneira. Quando comecei a falar deste modo? Porque tudo me leva a falar desta maneira? Porque não estou satisfeito onde estou? Em vez de convergir eu divirjo, bis, bisa. Em vez de assentar naturalmente e consolidar o meu ser e a minha ação eu estou a desfazer-me em pedaços, vislumbrando fronteiras do conhecimento, tentando alcançar um estado de compreensão holístico do que existe, numa vida, a minha, que sendo ínfima, se extrapola como algo que nunca aconteceu, como não poderia deixar de ser para mim, sendo apenas uma transcendência rumo ao Nirvana, ao nada absoluto, que gera tudo, e, enlouquece quem pensa ser algo; Entretanto, o sonho ilusório acontece, dentro e fora de mim. Acontece quando se cria o que quer que seja, o ato criador, de algo, tanto de um ideal como de algo concreto, que ganha alma e asas para mudar o que tem de ser mudado. Nascemos sem fronteiras, contudo, é-nos obrigado a criarmos fronteiras à medida que o tempo passa e crescemos. Na verdade, sinto-me a ultrapassar fronteiras desde bem cedo, sendo que mais mentais do que físicas, mas também, mesmo, físicas, quando em paradoxo tudo me diz que estou mais aprisionado, quando esse ‘tudo’ é gente gerida por misteriosas condutas, ‘misteriosas’ para mim, pessoas toxicas para mim, nas próprias palavras deles contra os outros, nós, os que estão em minoria.
E se eu dissesse, agora, que tudo o que digo pode ser uma ironia, uma metáfora, uma hipérbole, ou uma desconsideração pessoal para aquele mundo sem regras e entrópico que está a acontecer, a minha maneira de estar, mascarado, lançando achas para a fogueira, já que o Inferno tem que acontecer na terra, parece-me. Descubram os verdadeiros culpados por este estado de coisas, não culpem os que estão em desvantagem das mais variadas maneiras. Encontrem e culpem; sendo assim, então, olhem bem para dentro de cada um de vós (superioridades) que se recusam a aceitar um Bem Maior, a culpa não pode morrer solteira, o suco da verdadeira essência tem de ser extraído da humanidade; este é o momento em que está para acontecer, tudo o indica, aconteça o que acontecer; achareis ou não aquilo que é melhor para vós; como se a humanidade tivesse todos os direitos, mas mais uma vez biso, digo, bis, uns (têm) mais (direitos) que outros. A estratificação social acontece desde sempre, tem de acontecer, mas qual a nossa melhor posição em que não refilamos por estar nela? Será a de topo? Mas que topo é esse quando significa concomitantemente destruição, geral? Ou não…a última fronteira, que não se revela nem por nada.


sexta-feira, 25 de abril de 2014

Ironia

                  O meu estado de vida é passageiro, assim como o será o de qualquer pessoa, qualquer ser. Somos passageiros nesta vida, em que, na maioria das vezes, tudo foge ao nosso controlo. Tenho passado a maior parte do tempo da minha vida aprendendo, observando, como se fosse num carro de condução automática, olhando a paisagem, sentindo tudo o que chega aos meus sentidos, e, raramente, tenho parado para me mover pedestremente, para construir obra. Sinto que me perco na imensidão do que vejo e do que sinto, de tal modo que quero dizer coisas óbvias, quero expressar algo diretamente e o que consigo fazer é divagar. Os meus pensamentos abrangem a vida que vivi, o modo como senti, como se sempre fosse um ser fechado, em que cresce compreendendo (ou tentado) o modo como o meu interior evoluiu e evolui. A verdade que tanto procuro, a explicação final de tanto que busco ou buscava, cada vez se torna mais fugidia e complexa, na verdade tudo é o que parece e nada é o que parece. Aqui se englobam a ironia da situação e a ironia infinita. Direi popularmente que existe muita ironia do destino.


            O desejo de atingir objetivos, que se revelam estar muito mais longe do que aparentemente pareciam estar, é uma constante na minha vida, como, imagino, o seja a de tantas outras pessoas. Por vezes guiei esses objetivos com base na ideia de que ‘se aquela pessoa é capaz eu também o vou ser’. Sei agora que todos somos diferentes, logo por ‘aquele’ estar apto a atingir determinado objetivo e singrar até ele com obstáculos que ele pode e/ou consegue transpor não quer dizer que eu possa fazer o mesmo. Sei que podes, à partida, estar a pensar, acerca de mim, que estou a ser, talvez, pessimista, ou então, que estou a desvalorizar as minhas capacidades, ao eu pensar assim. Digo-te que não estou. Talvez eu tenha outras capacidades de ultrapassar outro tipo de obstáculos, é certo, mas não somos todos iguais, ironicamente, somo tão parecidos e ao mesmo tempo somos tão diferentes e com capacidades diferentes de lidar com as situações, mais aptos numas do que em outras, se elas acontecerem. Uma de entre outras descobertas que fiz na minha vida foi a de que a vida, pelo menos para mim, é imensamente irónica. Digo isto porque incomensuráveis vezes a vida dá dicas, digamos assim, de que tudo está a correr bem e de repente tudo corre mal, ou então, pelo contrário, tudo está a correr mal, há dicas e sinais de que tudo está dificilíssimo e de repente, a partir de certo ponto, percebemos que tudo vai correr bem. É como se a vida nos dissesse, por vezes, ‘vai, agora vai correr bem, tens tudo o que é preciso para isso, olha, eu [a vida] to demonstro’, mas ironicamente, tudo acaba por correr mal, e sinto que ela me enganou completamente. Por vezes acontece o oposto, diz-nos ‘não tens hipótese, desiste, nunca irás conseguir porque és um incapaz’, quando ironicamente nos quer dizer o oposto e tudo de bom acontece numa bonança inesperada. É como se a vida jogasse connosco a seu bel-prazer, fosse irónica connosco, comigo. É como que, há muitas situações, por mais que eu queira fazer isto ou aquilo, tudo acontece pelo contrário, noutras situações em que tudo parece impossível, ele se torna possível ironicamente, para bem ou para mal.


            Penso ‘por vezes eu sou irónico na escrita que faço, na maneira que sinto e na maneira como me expresso’. A ironia está presente na minha ação [maneira de agir]. É verdade que estou mal muita vez, mas exagero muitas dessas vezes a maneira como me sinto, em que até estou bem mas querendo chamar a atenção, assim como muitas vezes suavizo aquilo que sinto quando, na verdade, estou num desespero e/ou numa agonia psicológica imensa. Dizer o contrário do que se sente é uma ironia. De uma maneira geral, sei que transmito ironia na minha vida social, confundo as mentes que me observam e que estão habituadas a padrões previsíveis, mas com isso, que faço sem o querer, sai-o sobrecarregado e/ou magoado muitas vezes, talvez pelo mal-entendido gerado. Neste blog tenho um título que foi uma ironia propositada: http://johnybigodes.blogs.sapo.pt/45554.html – ‘Agradecimento a aqueles que me ajudam a morrer’ – é óbvio que eu não agradeço a aqueles que me ajudam a morrer, eu os detesto e lhes desejo o pior dos males, eu os abomino, esta é uma grande ironia escrita aqui, neste blog. A ironia acaba aqui.