Player

Mostrar mensagens com a etiqueta evolução. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta evolução. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, 27 de setembro de 2018

Mais do mesmo


Vivo. Sensação de continuidade. Aí, vem a memória e a humanidade transcende-se ao rever, até à exaustão, os momentos gravados nas memórias externas, porque as nossas estavam limitadas. Sou bom a absorver o mundo, seremos todos assim, possivelmente, mas péssimo a transformar todo esse manancial de informação e conhecimento em algo que me faça ultrapassar o atrito, algo que me leve a ser dos melhores, ou então suficientemente bom e satisfeito com a vida, em última análise, estou não realizado. Tentando sempre dizer coisas, fazer coisas, nem querendo pensar na nossa finitude, mas tudo se me dirige para uma cacofonia, para uma entropia, porque as forças que movem este mundo são subjectivas, e mais, dissimuladas, que se tornam incompreensíveis quando tudo devia ser mais fácil, para mim. Há todo um poder que nos envolve, e que nos deixa vislumbrar através dele obtendo explicações simples, de algo tão maior que nós, mas, quando não somos escolhidos para desfrutar esse mundo em conformidade com as regras da normalidade, isso torna-se uma oposição e um grande peso que fica em nós, e ainda assim, o caminho é para a frente.
Confusões de ideias e palavras. Um mundo onde o móbil da felicidade e do bem-estar, esse mundo em que o estamos a transformar melhor (Ironia, acreditam mesmo nessa falácia? Falácia económica? Será uma vontade Superior que quer que seja assim?), é apregoado nos quatro cantos do mundo. Confusões também criadas por mim, mas não só, preocupações pelo estado do mundo que observei com tanta intensidade, na minha simplicidade. Afinal, muito do que sinto faz sentido, mas ainda não compreendo o porquê de estar aqui, e de preocupar-me com tanta coisa que não o de, apenas, carácter pessoal, do tipo de ganhar dinheiro e viver, mas, na verdade, o meu ser é frágil e sensível, por isso, não está fácil. Têm sido décadas magníficas, no entanto um suspiro do tempo pode levar tudo, mas, mesmo na pior das hipóteses, é muito provável que haja uma grandiosidade que irá conduzir o tempo imparável desta terra. Eu, simples, simplesmente vi a linha do tempo, tenho essa oportunidade, e ela ainda corre na minha mente e quiçá por todo o meu ser. Eu testemunho, como tantos, os dias que passam, mas a interpretação que eu faço do mundo estará em mais gente também? E pergunto-me sempre pelo significado de eu entender as coisas de um modo que acho que não é comum perceber. E pergunto-me, o porquê de eu ser quem sou e o porquê da minha existência antes de o ser – novamente e sempre perguntarei - (?). Questiono porque me questiono e policio tanto, não sendo levado ao sabor dos momentos, ficando agarrado de mais ao passado, que nos desgasta e nos torna mais do mesmo, sempre, mesmo que queiramos fazer sempre algo diferente e marcante, pela positiva. A mim sai-me o tiro pela culatra a maioria das vezes, no sentido de que ambiciono e tenho a ilusão das coisas muitas vezes no sentido da positividade por exemplo, mas tudo sai ao contrário. Pergunto-me porque tantas palavras que saem dos meus pensamentos, têm tanto feedback indesejado na minha vida por meios que eu não domino mas que sinto de algum modo, coisas que eu não consigo controlar ou, com as quais, interagir correctamente. Queria agarrar o equilíbrio com todas as minhas forças, queria toda a naturalidade que pudesse ter, e no entanto vejo que a minha vida escapa ao meu controlo e ao meu modesto desejo de viver simples e simplesmente agir sem remorso de me magoar a mim ou alguém mesmo que seja sem querer porque sempre, ou quase sempre, assim o tem sido na minha vida, e, além do mais, depois assumo culpas que se calhar nem me cabiam a mim assumir, porque, na verdade, se calhar as coisas não são o que parecem ser, o que me parecem ser. Tudo muda, mas eu não mudo assim tanto, fico parado, atónito na minha psique, lembrando sentimentos passados, como que continuamente em busca de uma Grande resposta, ou Grandes respostas, se houver mais do que uma. Ainda tendo, sempre, a acreditar e a observar que em toda a realidade, na aparência de um mundo estável e compreensível e de magnífica tecnologia humana, chamando a isso desenvolvimento e evolução, parece-me que há um Universo que não pode ser acedido ainda ou pelas formas que existem (inclusive ciência) e que interagem no nosso mundo. E a ideia continua a ser a de que o nosso mundo, o nosso planeta Terra é frágil, quando entendemos assuntos que pensávamos nunca vir a entender, a humanidade é especial, contudo, a terra fala mais alto, numa língua não perceptível por todos, porque, talvez, tenham que viver continuamente sem ter tempo para se questionar sobre as coisas, deixando-se levar aos sabor dos tempos, nos ideais feitos, ou ainda, talvez, com uma inteligência diferente e não apurada para aceitar a fragilidade de muitas coisas, dos próprios e da terra.


Siga-me no Facebook

sábado, 23 de setembro de 2017

Grato por tudo



         Recomeço, novamente. Tento recomeçar a cada dia, aquilo que não consegui encarreirar. Digo coisas repetidas, digo-as até acertar com as palavras certas, mas se não as encontrar, continuarei procurando, porque a evolução é para melhor, mesmo que o resultado dela já não seja para mim, um dia; E mais ainda, quero ter o prazer de fazer o meu caminho, caminhando (utilizando expressões e conceitos que se estabelecem fortemente, porque coerentes e bons). Eu beneficiei dos erros e da evolução de outros, outros beneficiarão de mim, assim como de ti… ainda não sei como, ao certo, mas tenho para mim que indirectamente, alguém, certamente um desconhecido ou desconhecidos, irá beneficiar de tudo o que de positivo eu fizer, assim como o negativo influenciará alguém, mesmo que seja desconhecido ou que viva num lugar distante ou num tempo futuro ao meu, e ao teu…; A verdade é que não escrevo assim tanto como queria, longe disso. Certamente, ainda menos e dificilmente escreverei as coisas certas, ou alguma coisa certa tão-somente. Outra verdade é que, também, não falo tanto como queria, tão pouco direi as coisas acertadas e, é possível que dificilmente diga alguma coisa certa, mas pelo menos tento. Agora, uma coisa acontece na minha vida e confesso: o meu pensamento não parou, está em alta velocidade em toda a minha vida, para o meu bem ou para o meu mal, nesse ritmo imparável de querer ultrapassar os meus limites, fazer aquilo que tantos me poderiam dizer ser impossível, aquela barreira que nos vai acompanhando à medida que a ultrapassamos, e que a ultrapassaremos sempre, de algum modo, até mais não podermos. Assim deveria ser para todos (ser capaz de ultrapassar o impossível), por isso falo plural ‘nós’ e não somente em ‘mim’, porque a evolução nos faz empáticos, creio, o que é bom é o que perdura, tem-se tornado evidente, isso, para mim, devendo, nós procurar a clarividência do que é bom e correcto para evoluir. Há coisas que, certamente, não irei fazer, os meus handicaps não me deixarão, percebi cedo isso. Os meus handicaps não são os dos outros, são os meus que poderão ser idênticos aos de alguém…; Este ‘meu pensamento que não pára’ é fantástico para mim (quem sabe, alvo de chacota por parte de outros, online ou na vida real), levando-me ao sabor do desconhecido, associando o presente com o passado, tentando agourar o futuro; Mesmo que esse futuro muitas vezes não se mostre risonho, ser capaz de sentir nas minhas (nossas) veias os meandros do espaço e do tempo é magnífico, sabendo, ainda assim, que tenho (tenhamos) de abdicar (inconscientemente muitas das vezes) das noções (pessoas e lugares mais próximos, por exemplo, em detrimento de um conhecimento mais Geral e Universal), dos sentimentos e emoções mais óbvios, que julgo fazerem parte da maioria das pessoas que habitam esta terra. Muito do que vem ter até a mim, sinto-o como uma Bênção, perguntando-me muitas vezes: ‘’Como isto é possível?’’. Certamente, sou o que sou hoje, devido à minha maneira de procurar a clarividência e de tentar aproveitar o que de melhor há no mundo entrópico da informação, como que continuando, na minha já relatada, busca pela perfeição, podendo considerar-me o mais imperfeito dos seres, chegue eu onde chegar um dia (à morte, indubitavelmente - como que querendo fazer-me forte, agora, KKK, borrando-me perante essa desconhecida, respeitando-a mais que tudo, ansiando, transcendentalmente, pelo meu final feliz e justo, que não quero imaginar sendo de outra maneira), faça o que fizer. Ninguém é alguém sozinho, somos o que somos enquanto comunidade, antes de mais, e espécie depois disso, porque a maioria das espécies não formam comunidades tão complexas e interdependentes como a nossa espécie.
                Hoje é o dia 22 de Setembro de 2017, segundo me consta começa o Outono, e apraz-me neste momento, neste dia que foi (porque agora finda) e é para mim especial (nem que seja só pelo simbolismo numérico que ele tem na minha vida, da ilusão positiva que ele me provoca), estar aqui a escrever algo para o futuro, quiçá para alguém, certamente não só por simbolismo. 22, um número de equilíbrio para mim; hoje, sexta-feira, Setembro, quando o Sol foi equilibrado na sua força de iluminação e de calor, um dia em que me sinto abençoado, em que me sinto ‘com sorte’ e em balanço estável, com vontade de que, pelo menos todos os dias fossem como este, sabendo que isso é impossível. Tudo correu para melhor quando as minhas expectativas estavam baixas, muito baixas, mas não péssimas, vá. Estou apostando que este dia é mais uma ilusão da vida, da minha vida, mas uma ilusão tão real como a Vida Real, ‘The Real Life’; Assim, a verdade (factual) que me basta, para já, é que continuo vivendo, com esperança e fé, mesmo que tudo continue sendo tão estranho, apesar do tanto que já sei, apesar do azar que bate à porta muitas vezes, do desconhecido que temo, talvez porque, precisamente, ainda não o conheço. Continuo vivendo na espectativa de ter uma sorte futura (‘Get Lucky’), que não vislumbro, mas que anseio que se torne evidente à medida que o tempo passa. Passam-se 11 anos desde que iniciei este Blog, anos e anos de uso de internet se passaram, associando a minha existência com ela. Com a Internet, influencio e sou influenciado; As minhas capacidades (‘skills’) para me sustentar, de algum modo, com ela ou com influência dela nunca sobrepujaram todo o meu atrito que me não deixa descolar. Talvez ainda não tenha chegado o meu tempo, talvez nunca chegue, talvez o que o Universo (Deus, se acreditares) quer de mim seja diferente daquilo que eu penso que é melhor para mim. Apesar da fugacidade do tempo e da pequenez da extensão das nossas vidas, sinto, como que, o que foi há muito, para muita gente, para mim foi ontem - continuo a ser o mesmo jovem sonhando e imaginando o nosso Mundo, tentando-o compreender, e vivendo numa era tão especial, num local tão generoso e maravilhoso, que me permite estar aqui mais uma vez a perpetuar momentos de reflexão de uma vivência que jamais se repetirá, ansiando por tudo o que qualquer homem deseja.
                Termino, Grato por tudo.

Siga-me no Facebook

domingo, 22 de março de 2015

Desafio das mudanças



      Há desafios em cada momento das nossas vidas, porque a mudança é uma constante, em maior ou menor grau. E porque a mudança é constante e apenas o melhor tende a perdurar chamamos, a isso, evolução. Acontece que o ‘melhor’ (que a evolução seleciona) é selecionado ou evolui à custa do ‘menos bom’ e ‘pior’, não tendo, assim, menos importância o ‘menos bom’ e ‘pior’ do qual depende o ‘melhor’, apenas o ‘menos bom’ e ‘pior’ dura menos em termos de evolução. Fica aqui mais uma apologia dos mais fracos, porque quando o Sol nasce é para todos. Além disso o melhor também deixará de existir; E mais: se é melhor agora não quer dizer que será melhor amanhã. Além disso, ‘o melhor’, o ‘menos bom’ e o ‘pior’ existirão em maior ou menor grau em todos os seres ao mesmo tempo, apenas sendo mais utilizado, a longo prazo, ‘o melhor’ de cada ser, de cada coisa (generalizando), ao longo da vida de cada um, ao longo da existência do Universo, do ínfimo e do máximo.
            O desafio das mudanças leva-nos a tentar adaptar de qualquer modo; hoje tenho tempo para divagar sobre o ‘desfio das mudanças’ porque a minha direção de adaptação me levou a isso; para muitos, este modo de estar na vida não faz sentido, este observar a vida, divagando, por exemplo, pelo dito tema, isto porque o sentido de adaptação é outro, porque tudo se lhes conjugou de outra forma, de outras formas. Tenho que ser feliz com o que tenho, não com os sonhos desmesurados que não terão lugar na minha vida, e no entanto, sonho, e é esse sonho que me conjugou como eu sou e me conjugará como serei; sou feliz por isso, por ter existido e compreendido; mais, algo me diz que devo lutar contra esses desafios, porque tudo tem que mudar, porque não podem simplesmente apagar o que é bom, ‘o melhor’, é a lei, mesmo que seja provisória, ‘Dura lex, sed lex’ é a lei da vida, quiçá de Deus.

sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

A minha auto-preservação

            A preservação de um ser é algo de magnífico, a sua idade, a sua perseverança de viver, sendo, no entanto, um suspiro despercebido na idade do tempo. A vida é algo de extraordinário e único (talvez a maioria das pessoas saiba isso e o que digo é uma vulgaridade para elas, porque o veem como evidente, tenham elas a inteligência que tiverem ou independentemente do estrato social que ocupam na sociedade); o facto de sermos seres vivos auto-conscientes ainda é mais extraordinário. Talvez sejamos únicos neste Universo. Tudo parece belo quando estamos no nosso elemento, em segurança, dentro do aceitável segundo as regras do homem, tendo um conhecimento superior ao dos outros; ou talvez nem por isso, talvez se viva bem e feliz na ignorância vivendo toda a vida como crianças; eu não me importava de ter sido esta última, já que tive de viver, se Deus quisesse. Tenho a fé de que há Leis muito maiores do que as apeladas de ‘leis’ criadas pelos homens, segundo tais Leis as leis dos homens passam somente a ser simples regras, regras de convivência ou, muitas vezes, de conveniência. A minha preservação, enquanto ser consciente e conhecedor que sou, passa por sobreviver o mais longevamente possível e na melhor qualidade de vida possível, acrescentando: na inteligência e na fé dos valores bons, positivos, da vida, na busca do que é justo além da procura da força do saber sofrer, quando tal tem que acontecer. Quero construir a minha vida, tenho que agir, no entanto sempre tive medo de agir mal, talvez porque embutiram em mim o ideal da perfeição, da autoexigência, autoexigência essa que me levou a ultrapassar os limites da minha mente, mas com um preço caro, que estou a pagar (para o bem ou para o mal), o tal sofrimento que quero superar. Essa exigência leva a que tenha ideais elevados mas me retrai no agir, visto que eu não ajo segundo as regras do homem, e sim, tento sempre agir segundo as leis do Universo, de um ideal superior, o que me causa dificuldades imensas, mas que julgo que, como crente, ao mesmo tempo me vai valendo essa fé num Bem superior, para onde temos que caminhar e evoluir. Vejo através de análises extrínsecas que muita gente não deve dar valor à vida, mesmo quando têm o essencial para lhe dar valor e lutarem pelo que é justo, subjacente está um ideal de vida de desvalorizar o Universo (a vida, tudo o que existe, eles próprios). Até posso dar um exemplo a atualidade em que jovens da europa, neste momento partem para a Síria para combater ao lado do estado islâmico; estando eles numa terra de paz e liberdade, partem para morrer em vão numa guerra sem sentido; faz-me muita confusão, isso, como é possível? Como é possível o aberrante, sem valor, atrair vidas? Dizem que lutam em nome de Deus, mas quem são eles para lutar por Deus, por amor de Deus?! Prosseguindo: Eu mesmo tenho medo, neste momento assim como em todos os momentos da minha vida, que caia numa situação em que não consiga dar mais valor à própria vida e ao que vivi. Mesmo assim, é provável que chegue a um certo ponto, se continuar a viver, em que a vida não me soará como soa agora no meu psíquico, em que tudo o que fui e sou se irá diluir no tempo, aceito que tal poderá acontecer, desconfio que já esteja acontecendo paulatinamente.
Falamos mais em ‘preservação’ quando falamos de proteger objetos para que possam existir o maior tempo possível, eu falo da minha auto-preservação. O homem devia pensar que auto-preservar-se deve ser preservar esta bela terra pelo mais longínquo tempo possível, mas à velocidade a que está o mundo tenho que dizer que não tenho esperança num futuro a médio prazo, resta-me a fé numa intervenção divina para equilibrar tudo isto. Como dizer o que vejo por palavras? É tão difícil fazer-se compreender quando as pessoas não querem compreender… É mais fácil idealizar mas tão difícil agir. Tanta gente que nasce sem amor, sem ideias, seguindo regras cegamente, seguindo seus instintos enganadores e erróneos. Deus, se existe o bem e o mal, e tu és o bem, tens que intervir e tornar este mundo belo aos olhos de todos, ou estarei eu completamente errado? Tenho medo que esteja, mas ficaria feliz se estivesse um pouco certo do que sinto.
            Tento preservar-me, mas a maioria dessa capacidade de preservação não está em mim (somente uma minoria em mim), mas sim no que chamamos o acaso de situações, que poderão não ser tão acaso como pensamos. Pistas de mim perdurarão para sempre, senão histórias completas, que tentarão reescrever-me. Desejava não ser o protótipo de um homem que não tem valor, porque tudo o que sinto é imensamente valorizado, não fingido. Se tenho muitas coisas más (sentimentos, atitudes, más ações)? Terei algumas, e mesmo assim tudo em mim terá um propósito ainda muito, mas muito maior do que eu posso alcançar. Resta olhar para o que me é inerentemente bom e equilibrado, o desejo de ser um ser perfeito, apesar de todas as dificuldades e imperfeições. Poderemos chamar ao que está a acontecer no mundo ‘acaso’, ou haverá um propósito para tudo o que acontece? Talvez o propósito seja a evolução, a melhoria dos seres, mas… é tudo tão paradoxal que confunde a mente racional.
            Para nos preservar também precisamos conhecermo-nos o melhor possível, saber o que podemos fazer ou não, e respeitar os limites de nós mesmos, mesmo quando estamos a ultrapassá-los constantemente, devemos respeitar o que nos é imposto pela nossa natureza. É como saber o que nos faz bem e o que nos faz mal, se nos faz mal devemos evitar sem dúvida, se possível; decerto há um lugar para nós estarmos, não devemos tentar ser como outros se não o podemos ser. Se o leite me faz mal, não o tomo, em princípio tenho alternativa; Sorte a daqueles que bebem sem males maiores, devem ter bom fígado, o meu não destila bem, vou por outro caminho, obrigado, talvez não possa ser vosso amigo. Eu que pensava ser especial, afinal sou um ser fraco, não tenho uma saúde normal, tenho que seguir o meu próprio caminho, solitário, mas o meu caminho, ou então, se não tiver caminho, lutarei para fazê-lo sobre o vosso, até morrer… Tudo pode ser sério, tudo pode ser simples, não conhecemos ninguém; Eu pelo menos tento conhecer-me a mim mesmo, e respeitar-me, e superar-me respeitando os outros quando merecem, senão luto para fazer o equilíbrio, o meu equilíbrio e o equilíbrio dos outros para comigo. Senão ainda sonho: quando não posso sonho que posso.

            Culturas que se diluem em culturas; conquistas forçadas; sangue inutilmente derramado em nome de Deus, em nome de ideais que hão de desaparecer para sempre; a destruição do mais fraco; a preservação dos fósseis; atritos que não compreendemos; as inteligências de seres que superam outros mas que vivem na tolerância da humanidade são boas aos olhos de quem realmente manda; tento ver com olhos superiores mas não consigo realmente ser superior; Ajo segundo uma natureza que pressinto mas não consigo descrever; tento perseverar, quero perseverar; Não me deixes cair no vazio, e no entanto deixar-me-ás cair, mas tenho fé que me levantarás, para me auto-preservar.