Uma meta a atingir. Um desejo inconsciente de ir até um ponto indeterminado. A superação de cada um de nós, do nosso entendimento, da nossa inteligência, das nossas energias. Querer experimentar tudo… para perceber…o significado das coisas, o significado do correto, para ser-se melhor, para fazer melhor, para ter a mais ampla visão das coisas. Cruzar conhecimento. A memória por detrás de tudo, essa fascinação do saber, a possibilidade alcançada na partida das nossas vidas. A sorte e o azar. O equilíbrio. Como é possível sê-lo? Não é possível, no sentido de continuidade, mas, por momentos mais ou menos longos ou mais ou menos curtos, existe. O desejo mais profundo, que nasce na alma de alguém, que não é possível demonstrar. A existência do bem, mas afinal o que é isso? Esse ‘bem’ fala muito e expressa-se corretamente? É ai que o reconhecemos? Esse ‘bem’ é solidário e empático? É ele saudável e energético? E então, o tempo passa, cruza-se o conhecimento, encontram-se relações onde o homem que não questiona, não ousa buscar, não encontra nada, e tudo é ao sabor das variáveis que empurram esses, eles não fazem atrito no mundo. Esse atrito tem um preço (talvez, por isso, não é qualquer um que arrisca com receio das consequências), assim como tudo o que fazemos para nos levar à perfeição tem um preço, ou melhor, tem uma cobrança, uma cobrança que me extravasa e me leva a pensar que é tudo errado, todas as ideias que pensava ter por boas parecem cair por terra quando a realidade fala mais alto, quando o frente a frente eleva os seres e o espírito, quando as coisas não são para compreender de imediato mas sim para agir de imediato. O futuro não existe, mas o passado sim, o passado e o agir, a obrigatoriedade do movimento que nos leva rumo ao desconhecido mas, com conhecimento suficiente, esse desconhecido futuro torna-se expectável, e ao mesmo tempo espectável também, nem que seja pela sua magnitude. Receio o sofrimento, assim como receio o futuro deste pequeno lar, a terra, como somente meu fosse. Possivelmente temo o que não devia temer, devia ser como a maioria, indiferente, nas mãos do desconhecido, e na mão de outros. Indiferente não sou, mas vejo-me atado, sem fazer o que quer que seja, sem perceber o que é correto ou incorreto, a recear o inevitável caminho que teve um principio e terá um fim, que terá que se aceitar quer se queira quer não, mas primeiro, muito antes da perfeição, do meu fim fujo, sem nunca fugir.
[INCEPÇÃO-01.11.25] De Hoje em diante, segundo as minhas possibilidades de retorno ao passado - passado do meu Blog e ao Meu passado (que passa por este Blog) - irei postar, temporariamente, ou não, segundo o que vier a sentir que devo fazer, textos passados e que comentarei, se for ocasião, à medida que eu possa assimilar, compreender, rever e sentir que o devo fazer ou que me aventure a dizer, segundo o tempo disponível que se me aprouver.
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sexta-feira, 30 de maio de 2014
segunda-feira, 19 de maio de 2014
Rob Thomas - Little Wonders
Let it roll right off your shoulder
Don't you know
The hardest part is over
Let it in,
Let your clarity define you
In the end
We will only just remember how it feels
Our lives are made
In these small hours
These little wonders,
These twists & turns of fate
Time falls away,
But these small hours,
These small hours still remain
Let it slide,
Let your troubles fall behind you
Let it shine
Until you feel it all around you
And i don't mind
If it's me you need to turn to
We'll get by,
It's the heart that really matters in the end
Our lives are made
In these small hours
These little wonders,
These twists & turns of fate
Time falls away,
But these small hours,
These small hours still remain
All of my regret
Will wash away some how
But i can not forget
The way i feel right now
In these small hours
These little wonders
These twists & turns of fate
These twists & turns of fate
Time falls away but these small hours
These small hours, still remain,
Still remain
These little wonders
These twists & turns of fate
Time falls away
But these small hours
These little wonders still remain
sexta-feira, 25 de abril de 2014
Ironia
O meu estado de vida é passageiro, assim como o será o de qualquer pessoa, qualquer ser. Somos passageiros nesta vida, em que, na maioria das vezes, tudo foge ao nosso controlo. Tenho passado a maior parte do tempo da minha vida aprendendo, observando, como se fosse num carro de condução automática, olhando a paisagem, sentindo tudo o que chega aos meus sentidos, e, raramente, tenho parado para me mover pedestremente, para construir obra. Sinto que me perco na imensidão do que vejo e do que sinto, de tal modo que quero dizer coisas óbvias, quero expressar algo diretamente e o que consigo fazer é divagar. Os meus pensamentos abrangem a vida que vivi, o modo como senti, como se sempre fosse um ser fechado, em que cresce compreendendo (ou tentado) o modo como o meu interior evoluiu e evolui. A verdade que tanto procuro, a explicação final de tanto que busco ou buscava, cada vez se torna mais fugidia e complexa, na verdade tudo é o que parece e nada é o que parece. Aqui se englobam a ironia da situação e a ironia infinita. Direi popularmente que existe muita ironia do destino.
O desejo de atingir objetivos, que se revelam estar muito mais longe do que aparentemente pareciam estar, é uma constante na minha vida, como, imagino, o seja a de tantas outras pessoas. Por vezes guiei esses objetivos com base na ideia de que ‘se aquela pessoa é capaz eu também o vou ser’. Sei agora que todos somos diferentes, logo por ‘aquele’ estar apto a atingir determinado objetivo e singrar até ele com obstáculos que ele pode e/ou consegue transpor não quer dizer que eu possa fazer o mesmo. Sei que podes, à partida, estar a pensar, acerca de mim, que estou a ser, talvez, pessimista, ou então, que estou a desvalorizar as minhas capacidades, ao eu pensar assim. Digo-te que não estou. Talvez eu tenha outras capacidades de ultrapassar outro tipo de obstáculos, é certo, mas não somos todos iguais, ironicamente, somo tão parecidos e ao mesmo tempo somos tão diferentes e com capacidades diferentes de lidar com as situações, mais aptos numas do que em outras, se elas acontecerem. Uma de entre outras descobertas que fiz na minha vida foi a de que a vida, pelo menos para mim, é imensamente irónica. Digo isto porque incomensuráveis vezes a vida dá dicas, digamos assim, de que tudo está a correr bem e de repente tudo corre mal, ou então, pelo contrário, tudo está a correr mal, há dicas e sinais de que tudo está dificilíssimo e de repente, a partir de certo ponto, percebemos que tudo vai correr bem. É como se a vida nos dissesse, por vezes, ‘vai, agora vai correr bem, tens tudo o que é preciso para isso, olha, eu [a vida] to demonstro’, mas ironicamente, tudo acaba por correr mal, e sinto que ela me enganou completamente. Por vezes acontece o oposto, diz-nos ‘não tens hipótese, desiste, nunca irás conseguir porque és um incapaz’, quando ironicamente nos quer dizer o oposto e tudo de bom acontece numa bonança inesperada. É como se a vida jogasse connosco a seu bel-prazer, fosse irónica connosco, comigo. É como que, há muitas situações, por mais que eu queira fazer isto ou aquilo, tudo acontece pelo contrário, noutras situações em que tudo parece impossível, ele se torna possível ironicamente, para bem ou para mal.
Penso ‘por vezes eu sou irónico na escrita que faço, na maneira que sinto e na maneira como me expresso’. A ironia está presente na minha ação [maneira de agir]. É verdade que estou mal muita vez, mas exagero muitas dessas vezes a maneira como me sinto, em que até estou bem mas querendo chamar a atenção, assim como muitas vezes suavizo aquilo que sinto quando, na verdade, estou num desespero e/ou numa agonia psicológica imensa. Dizer o contrário do que se sente é uma ironia. De uma maneira geral, sei que transmito ironia na minha vida social, confundo as mentes que me observam e que estão habituadas a padrões previsíveis, mas com isso, que faço sem o querer, sai-o sobrecarregado e/ou magoado muitas vezes, talvez pelo mal-entendido gerado. Neste blog tenho um título que foi uma ironia propositada: http://johnybigodes.blogs.sapo.pt/45554.h
terça-feira, 25 de março de 2014
Duran Duran - Come Undone (with lyrics)
Signed, with a home tattoo, Happy birthday to you was created for you.
(Can't ever keep from falling apart.. At the seams)
(Can't I believe you're taking my heart.. to pieces)
Ahh, it'll take a little time, might take a little crime to come undone
Now we'll try to stay blind, to the hope and fear outside,
Hey child, stay wilder than the wind
And blow me in to cry.
Who do you need?
Who do you love?
When you come undone.
Who do you need?
Who do you love?
When you come undone.
Words, playing me deja vu, Like a radio tune I swear I've heard before,
Chill, is it something real, Or the magic I'm feeding off your fingers
(Can't ever keep from falling apart.. at the seams)
(Can I believe you're taking my heart.. to pieces)
Lost, in a snow filled sky, we'll make it alright, to come undone,
Now we'll try to stay blind, to the hope and fear outside,
Hey child, stay wilder than the wind -
And blow me in to cry.
Who do you need?
Who do you love?
When you come undone.
domingo, 16 de fevereiro de 2014
Johnny Hates Jazz – Turn Back The Clock (with Lyrics)
And I still can't sleep
Remembering my yesterdays
I begin to weep
If I could have it over
Live my life again
I wouldn't change a single day
CHORUS:
I wish that I could turn back the clock
Bring the wheels of time to a stop
Back to the days when life was so much better
Lying here in silence
Picture in my hand
Of a boy I still resemble
But I no longer understand
And as the tears run freely
How I realise they were the best years of my life
CHORUS
You might say it's just
A case of giving up
No
But without these memories where is the love
Where is the love
If I could have it over
Live my life again
I wouldn't change a single day
CHORUS
Why can't I turn back the clock
Bring the wheels of time to a stop
Back to the days
Oh no no
I remember when
Life was so good
I'd go back if I could
Oh oh I wouldn't change a single day
Don't let the memories slip away
I wouldn't change a single day
Don't let the memories slip away
sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014
Just Around The Corner - Cock Robin (with lyrics e tradução pessoal)
Just Around The Corner - Cock Robin
You can't know about everything
only pleasure and pain.
You wonder why I come here
with head to my hands
Where else can I be cured
and the king of your mansion?
A thorn in your side
and a child to protect
that claims he's free.
Just around the corner
half a mile to heaven
Strong enough to hold you
starved for some affection.
Darling
come quickly
come ease my mind
For my prayers have not been answered
in a long time.
I've already made my bed
like it or not
As long as there's no regrets
I'll be here
when the ride stops.
These comforts to me
and these crosses to bare
with which we live.
Just around the corner
half a mile to heaven
Strong enough to hold you
starved for some affection.
Baby
I can't drag you into this mess!
I'm the thorn in your side
and the child to protect.
Yes.
Just around the corner
half a mile to heaven
Strong enough to hold you
starved for some affection.
Darling
come quickly
come ease worried my mind
For my prayers have not been answered
in a long time.
Some just around the corner, jeh
Some strong enough to hold you
Half a mile to heaven, jeh
Just around the corner ...
Tradução (Português):
As coisas não são bem como parecem dentro do meu domínio
Não se pode saber tudo
Só prazer e dor.
Perguntas porque venho aqui
Com a cabeça nas minhas mãos
Onde mais posso ser curado
Senão na Realeza da tua mansão?
Um espinho ao teu lado
E uma criança para proteger
Que reclama liberdade.
Ao virar da esquina
A meia milha do céu
Forte o suficiente para te abraçar
Carente de afeição.
Querida
Vem depressa
Vem aliviar a minha mente
Porque as minhas orações não foram correspondidas
Faz já muito tempo.
Gostem ou não
Enquanto não houver arrependimentos
Eu estarei aqui
quando a viagem for interrompida.
Esses confortos
E essas cruzes a descobrir
Com os quais nós vivemos
Ao virar da esquina
A meia milha do céu
Forte o suficiente para te abraçar
Carente de afeição.
Bébé
Não posso arrastá-la para essa bagunça!
Eu sou o espinho a seu lado
E a criança a proteger
Sim
Ao virar da esquina
A meia milha do céu
Forte o suficiente para te abraçar
Carente de afeição.
Querida
Vem depressa
Vem aliviar minha mente preocupada
Pelas minhas orações não correspondidas
Faz já muito tempo.
Alguém mesmo ao virar da esquina
Alguém forte o suficiente para te abraçar
A meia milha do céu
Mesmo ao virar da esquina…
domingo, 9 de fevereiro de 2014
Johnny Hates Jazz - Shattered Dreams (with lyrics)
They died the day you let me go
Caught up in a web of lies
But it was just too late to know
I thought it was you
Who would stand by my side
And now you've given me, given me
Nothing but shattered dreams, shattered dreams,
Feel like I could run away, run away
(From this empty heart)
You said you'd die for me
Woke up to reality
And found the future not so bright
I dreamt the impossible
That maybe things could work out right
I thought it was you
Who would do me no wrong
And now you've given me, given me
Nothing but shattered dreams, shattered dreams,
Feel like I could run away, run away
(From this empty heart)
(From this empty heart)
I thought it was you who said you'd die for love
And now you've given me, given me
Nothing but shattered dreams, shattered dreams,
Feel like I could run away, run away
(From this empty heart)
Oh no no no - you said you'd die for me
Oh oh, oh oh, die for me
So much for your promises
terça-feira, 7 de janeiro de 2014
Perdidos
[conversa xxx]
- Cala-te e deixa-te de coisas. Vamos ao que interessa.
- O quê? E pensas tu que me levas para a alcova.
- Claro que sim, fazias-me umas tagatés.
- Isso é algum vilipêndio ou quê?
- Deixa-te de andares sempre a abesoirar o que eu estou a dizer. Tu bem me entendes…ou és andrófoba?
- Bem, não falemos mais nisso. Estamos aqui perdidos e…
- Vamos para a alcova ou não?
- Vamos para o tálamo.
- Oh! Oh! Já está supino.
- À seu rufista.
- Quanto te almejo Sirsi.
- Vonda! Espicha. Não fiques com acedia, agora.
- Olha que eu sou pertinaz.
- Ahhhh! Labrego!
Observação: Este texto foi originalmente escrito no inicio dos anos 90.
terça-feira, 10 de dezembro de 2013
A força da natureza, ou será do sobrenatural?
Os dias têm passado. O Outono, cada vez mais frio, tende a instalar-se, rumo ao Inverno, que já não e como outrora, porque tudo muda, porque tudo tem de mudar. O clima altera-se; sempre tive noção da mudança, de que nada estava parado; mas não tinha consciência de que, cada vez mais, teria menos forças e capacidades para enfrentar mudanças, menos forças para ultrapassar as dificuldades; Na verdade, pensei que apesar da mudança, não iria chegar tão longe [com relevância no que diz respeito ao conhecimento, compreendendo em simultâneo que - e tendo dificuldade em aceitar que - sei tão pouco] e ao mesmo tempo ficar tão perto de onde nasci, pois, não sou aventureiro, o espirito do medo entranhou-se em mim, de algum modo que eu tento perceber, tentando ultrapassá-lo sempre mas, cada vez mais, com mais dificuldade. O Frio vai na minha alma a maior parte destes dias, nesta minha escrita irónica do que sinto realmente, porque aos extremos de sentir na pele essa ironia não quero chegar, tentando antecipar as jogadas que se seguem, como quem disse: << fingindo tão completamente, que chega a fingir a dor que deveras sente>>, Fernando Pessoa; Mas tenho medo de lá chegar, ao descambamento, neste mundo imprevisível onde me parece que tudo pode acontecer, onde a estabilidade é uma visão efémera do eterno tempo, onde eu sinto que não domino o meu destino, onde eu sou o que sou segundo o que sinto e onde estou, não podendo ambicionar, assim, ter controlo justo sobre a minha vida, sentir-me bem, talvez porque não consigo controlar o que sinto, porque deixei de ser fluente no que sinto faz muito tempo, arrastando o meu passado comigo, passado esse, que por um lado me enche de conhecimento para lutar contra algo, esse algo que me aprisiona, mas, por outro me está a fazer cada vez mais atrito, cada vez menos me deixa prosseguir; sinto que haverá um ponto de rutura algures no meu futuro, e tenho a esperança de que esse futuro seja positivo para mim como sempre o esperancei. Cheguei a pensar, em determinada altura da minha vida (naquela altura que deveria ter sido um trampolim para a vida que me restava, e não o foi) que não sentiria mais o calor da vida. Tenho visto tanto mal-entendido nela, tanta mudez, querer expressar-me e não conseguir… e, no entanto, sei que ainda ando aos tombos num vazio que não aceito e não consigo ultrapassar. Vejo coisas que de algum modo sei que nunca quis ver nem sentir em plenitude naqueles tempos, pois seria a minha derrota antes de ter sequer começado, a derrota antes de ter tentado ir mais além, como o fiz para estar aqui agora; e nessa época cerrei os olhos e lancei-me às feras lutando com a força que parecia que iria ter para sempre, a força de aguentar pesos que se acumulavam nas minhas costas, de tentar aguentar como uma rocha, que na verdade não sou nem nenhum homem o é. Assim, fui à luta e enfrentei os meus medos, desajustadamente, sei-o agora, mas na altura eu não o poderia saber nem poderia ter sido de outra maneira, eu, simplesmente, tinha que andar, tinha que continuar, para não cair na indiferença de mim sobre mim próprio, no desânimo de não ter esperança, quando a esperança deve ser a última a morrer, sempre. Eu deveria ser um ser normalmente satisfeito mas algo não o deixou ser, será que ainda é essa a mesma ‘tal’ causa que não me deixa ser, ou estou a delirar? Vejo coisas, sinto coisas, não no sentido da inventada ‘esquizofrenia’ [eu o afirmo veementemente!!! ] mas no sentido de que vejo e sinto associações de coisas que não são objetivas no dia a dia comum, no sentir de quem apenas age sem saber que age ou, pelo menos, no sentir de quem age sem se preocupar com o que é passado, com os sentimentos, quando na verdade há tanto subjacente àquilo que se vê, aquilo que é fachada e que eu tenho que descobrir… tanto, mas tanto, que eu me sinto um ignorante que caminha vulnerável na vida; com isso quero dizer que existem espécie de complôs que nos perseguem, azares, há ideias obscuras escondidas – passe a redundância- que nos querem afundar, sobrepujar indevidamente, injustamente, a mim parece sê-lo como acabei de o dizer. Pensava que lutando cegamente iria ter mais força, mas não se pode lutar contra as leis da natureza, e mesmo, direi, contra a natureza das coisas paranormais ou que não compreendemos. Um dos meus erros, que me fez aumentar todos os meus nervos, e que só há pouco, e, gradualmente decidi combater, porque só agora percebi que era verdade, era que eu bebia leite e o leite fazia-me mal, tão simples quanto isso, fazendo-me mal-estar intestinal e aumentando a minha ilusão ‘que me puseram na cabeça’ de que o mal era outro, era da minha cabeça, aumentando os meus nervos ao longo destes anos impiedosos de luta constante contra a natureza do leite que não me era favorável; simplesmente, dizem que o leite contem a chamada lactose, e, eu verifiquei ultimamente que bebendo leite sem lactose me sinto melhor dos intestinos, pelo que concluo que tenho grande intolerância á lactose, e foi isso que, se não foi a causa, pelo menos foi o coadjuvante de seguir o sentido de mal-estar que senti estes anos todos, porque burros como a médica de família, entre outros familiares não foram capazes de dizer que poderia ser isso e ajudar-me a ultrapassar esse desconforto que aposto, mais uma vez, influenciou todos estes anos fortemente [eu nunca quis deixar de beber leite porque sei que é fonte de cálcio e de muitas vitaminas das quais não queria abdicar, além de que ignorava que havia leite sem lactose]. As pessoas matam as pessoas, a cultura mata, mata quem não se insere na cultura, afirmo-o enraivecidamente. No seguimento do que digo, também o meu organismo não tolera bem o álcool, - a cultura vigente por estas terras de Deus, que eu tanto amo, mas que por certas pessoas me parecem terras do diabo - por isso evito beber, além de que nem deveria ser copinho de leite… hehe Sim, mais calmo… Só que agora o grande mal já está feito, o meu medo de andar mal do intestino alastrou-se no meu sistema nervoso, e pergunto-me que se mantiver a minha terapêutica, chamemos-lhe assim, de não beber leite com lactose (o que me esvazia os bolsos de um desempregado com problemas de achar emprego por causa de efeitos bola de neve), irei eu melhorar nos restantes sintomas e recuperar um bem-estar normal (?) Tenho esperança, quero acreditar que sim. Acabei de renascer, penso. Vou testar a teoria.
O conhecimento anda por ai, e também na net há muito, muito mais. Mas o poder do paranormal e daquilo que não se pode explicar, que está para lá do natural, continua no mundo das pessoas. O metafísico é algo que tanto pode ser agradável e belo, como pode ser um horror (tirem-me deste filme…!). De que modo o natural, o mundo físico, interage com o sobrenatural, o mundo metafísico? Que interagem é para mim - e em mim - claro, não provado e assente ainda, mas evidente. Como pode um problema intestinal virar numa bola de neve e levar a problemas do comportamento, e dai a ser diagnosticado, com o passar dos tempos, como tendo problemas psíquicos, que de fato se tem, exponenciados também pelo leite além da maneira como se tratam as pessoas? Esta é a minha questão que responderei (nem que seja a mim próprio) nos próximos tempos, da minha vida tão descambada. Sou louco porque lutei contra o que não se pode lutar, sim, segundo essa definição eu sou louco, mas quem não é louco em algum momento da vida pelo menos? Nasci fraco, abaixo da normalidade é certo; Se por um lado é bom que se seja ‘puxado’ como sendo uma pessoa normal, como pode a intolerância dar lugar á tortura de um ser que constantemente é levado a dar mais do que pode? De onde vêm as forças que nos mantêm vivos e que ninguém se pergunta normalmente quando se está bem, e se nasceu bem constituído metabolicamente? Como pode o medo da diarreia levar à loucura? Coisas tão simples que soam a complicadas, talvez porque não isoladas, coisas simples, males simples que se tornam complexos, tal é o efeito exponencial. Talvez não seja só desse mal que tudo levou a onde levou, mas é um princípio dos princípios. E estou a atacar um princípio, por isso estou no caminho certo, penso. Assim destrinço ou começo a destrinçar a relação entre o que acontece na dimensão da realidade, tornando-se fato, e aquilo que se interpreta no mundo do psiquismo. Se não estamos bem fisicamente, como poderemos está-lo psicologicamente? Vislumbro inter-relações entre o natural e o psiquismo, entre o que ocorre na vida e vemos com os nossos olhos e o que ocorre a nível das ideias, e digo, tenho medo do mundo das ideias, quando não as dominamos e elas se querem virar contra nós, contra mim, de tal modo que nos querem aniquilar; é verdade que cada um tem a vida que pode ter, é óbvio que um ser saudável e motivado ultrapassa os limites anteriormente vencidos, vai mais além, domina o seu ser, até ao ponto em que ele não domina mais, é certo, porque algo está sempre para além dele, os acontecimentos que ainda não foram explicados. E então fala-se em segredos, ‘o segredo’, o segredo do sucesso etc e tal. Mas as coisas não são tão lineares assim; todos os que jogam no euromilhões desejam fortemente ganhar mas só um, normalmente o ganha isolado, o resto é uma imensidade de ilusões, de que hão de ser especiais, tal como eu um dia o desejei ser erradamente... Ou talvez não, ou talvez nunca o saiba, ou talvez nunca saiba que o fui, porque o desejo de ser especial está tão enraizado em mim, ainda… porque o gostava de o ser sem o ser deste modo, gostava de acreditar, tenho esperança que ainda vou acreditar novamente na especialidade, mesmo que não me saia o euromilhões ;) Com isto, digo que o natural está tão intricadamente ligado com o sobrenatural, aquilo que os nossos olhos veem está ligado com o sentir, que mesmo que não o vejamos não o podemos negar, e resta-nos tentar explicar, a maioria das vezes erradamente até que chegamos a um ponto ‘milagroso’ em que podemos finalmente explica-lo, simplesmente.