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quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Tem sido um momento

                Tem sido um momento, esta minha vida, tal como a de tantos, acho [digo isto para não me sentir sozinho, talvez]. Uma vida tão fugaz e enigmática, tão maravilhosa como absurda. Tudo parece magnífico, tudo parece horrendo (porque sem sentido) e com falta de um valor verdadeiro porque lutar, ou então porque a coragem se afastou de mim. Já me disseram que ‘não dou valor a mim’, mas eu não posso crer que é assim: como já disse muita vez, << eu gosto de mim >>, imenso, mas, há algo mais forte do que eu que me desvaloriza e submete a uma vida estranha e que não queria seguir de modo total (apesar de haver muitas coisas válidas para aproveitar), parecendo que sou eu que me desvalorizo; eu estou esmagado pelas forças superiores que me põem ‘rédea curta’, como sejam a minha fisiologia, o meu temperamento, algo como uma fricção existencial que me envolve e não me deixa ser outro. Admito que no fundo se não fosse tudo isto que me inibe até seria arrogante. Agora, uma pessoa que sou é tão boa, tão simples, a querer que tudo apenas encaixe (na minha vida), que seja feliz na simplicidade, na inteligência, nas forças que restarem enquanto vivo, que até parece motivo de chacota, e sou alvo de chacota em determinadas situações, uma chacota sútil como eu a sinto, muitas vezes subentendida. Será o medo o que me corrói? Ou será a prudência? Até quando ela vai durar? O destino vai-me mostrar a beleza ou o horror de quem fui? Vai-me fazer justiça, a tal que eu tanto apelo, ou isso é mais uma máscara para um mundo de casualidades em que tudo é um acaso, e eu um desgraçado por acreditar que havia normas que regulavam o mundo, que a um ‘coração bravo’ lhe era concedida a verdade pacífica da vida plena e sem rancor. Mas há aqueles que nascem para enclausurar, escravizar, desmoralizar um mundo de pessoas do underground, - como se os tais fossem superiores -, da parte mais junta ao solo, sem meios para irem em busca do que necessitam. Será então que a vida é uma simples luta pela sobrevivência, onde os holocaustos acontecem, e onde um punhado de parvos como eu se põem a questionar a existência e quem são, porque a vida não foi para eles ‘vida’ o suficiente, porque ‘é mesmo assim’. Hei-de estar sempre com as mesmas questões, repetidas blog atrás de blog até que rebente toda esta dor que vai no mundo, ou apenas a dor que vai em mim, de as coisas não serem como eu queria ou pelo menos pensava que deveriam ser, como uma criança que se sente no centro do mundo. Sei que quem vai rebentar sou eu, sou um ‘humano estúpido’ por me preocupar pelo mundo e me sentir triste por coisas que não me deveriam dizer respeito. Sei que se os meus olhos vissem a justiça ainda em minha vida, eu não estaria cá por muito tempo porque eu sou afectado por tudo, o mundo que me envolve, e o nirvana, não sei que significa depois da existência. Eu valorizo-me, mas de que adianta se quilo a que chamaremos por exemplo ‘destino’ me desvaloriza. Mas a minha vida é assim, e ‘Tem sido um momento…!’

Staind - It's Been Awhile (LYRICS)

YOUTUBE: 







It's been a while
Since I could
Hold my head up high
And It's been a while
Since I First saw you
And It's been a while
Since I could stand
on my own two feet again
And it's been a while
Since I could call you

And everything I can't remember
As fucked up as it all may seem
The consequences that i've rendered
I stretched myself beyond my means

And It's been a while
Since I can say
That I wasn't addicted and
It's been a while
Since I can say
I love myself as well and
It's been a while
Since I've gone
And fucked things up
Just like I always do
and it's been a while
But all that shit seems to
Disappear when I'm with you

And everything I can't remember
As fucked up as it all may seem
The consequences that I've rendered
I'm gone and fucked things up again

Why must I feel this way?
Just make this go away
Just one more peaceful day

And it's been awhile
Since I could
Look at myself straight
And it's been a while
Since I said I'm sorry
And it's been a while
Since I've seen the way
the candles light your face
And it's been a while
But I can still remember
Just the way you taste

And everything
I can't remember
as fucked up as
It all may seem to be
I know it's me
I cannot blame
This on my father
He did the best
He could for me

And it's been a while
Since I could
Hold my head up high
And it's been awhile
Since I said I'm sorry
















Fonte: internet



Os créditos do video não são de modo algum meus


domingo, 13 de janeiro de 2013

O tempo das nossas vidas

                        Formalidades e informalidades fazem parte deste mundo humano, dito civilizado. O que é certo de se fazer? Sei e não sei, sei e não consigo explicar, mas na verdade eu tenho a presunção de que sinto como ninguém sentiu nem ninguém jamais poderá sentir… e, no entanto não passo de um ser, a envelhecer, na luta pela sobrevivência, pela busca de valores justos, com uma força que parece partir de mim quando na verdade não compreendo de onde vem e como funciona. Sou um expectador atento da minha vida, ambicionava mais, muito mais, não escondo esse forte sentimento pelo qual me demovi, mas pensei que podia ser grande segundo o senso do mundo social, e no entanto tornei-me um grande desconhecido na busca de terreno firme por onde eu possa seguir os dias que me restam. Às vezes penso em aventuras, ainda sonho como se fosse uma criança, mas já sem o verdadeiro sentido de força pela busca desse sonho, ainda sinto e vejo na minha mente como sonhava e o que queria alcançar, e sem dúvida tenho ou alcancei muito mais do que alcançaria se tal não acontecesse, embora isso ainda não me complete, e apelo assim à sorte para que me assista. Não sou bonito, mas pensei que o era, e tenho a certeza que já o fui, eu o sentia realmente, o que era ser jovem, bonito e com vigor. Mas eu ainda sou bonito, tenho um ‘Auto orgulho’ que qualquer ser tem (ou deveria ter) que será o último a morrer. Hei-de fazer Tudo, mas mesmo tudo ao meu alcance para viver, para procurar o amor que me ame, uma alma que que me faça companhia, porque ninguém quer ser um ser solitário, no entanto no fundo sou um ser exigente, quando na verdade me parece tudo aceitável. Eu fiz tudo certo no que compete à minha atitude interior numa perspectiva filosófica de vida e de acordo com uma entidade chamada Deus, e no entanto eu sou constantemente chamado a continuar essas atitudes de superioridade esquizofrénica que me ridicularizaria se eu não as conseguisse controlar, dentro das minhas posses. A minha existência é muito exigente comigo, e se essa exigência vem de um Deus, que eu o respeito como ele me respeita, eu também sou exigente com ele, eu sou um cliente desta existência magnifica que é o Universo tal como o conhecemos, e quero ter direitos e quero ser ajudado se eu cumprir aquilo de bom a que me propus no meu pensamento e me guiou vida afora, realmente, eu sinceramente quis encontrar e seguir o caminho da saúde e bem-estar interior e exterior, acabando por fazer o mais difícil, sofrendo com isso e compreendendo que não posso agradar a ideias opostas quando essas ideias não procuram se são correctas ou não, não querem um ponto de mediação. Tenho medo que tudo seja em vão, mas não tenho mais nada que fazer e desperdiço aqui palavras e palavras num monólogo desenfreado, na tentativa de me fazer implodir ou explodir e fazer as horas passar na enganosa tentativa de me compreender e compreender tudo e matar o tempo. Sou um entre sete mil milhões, sou mais 1, mas prefiro ver-me como ‘um’ primeiro, não como um numero qualquer, mas o 1º a contar de mim. Ainda não sou velho, mas realmente o que sinto é que estou desencontrado com a norma, sinto que toda a minha vida foi uma vida paralela, ou, paralela algumas vezes, outras, transversal, de atrito, no seio de uma cultura (entre as inúmeras que há e que não me convencem) que não aceito e que me revolta (m), porque conheci muito mais do que aquilo que a minha cultura me permitia perceber acerca do que eram a ‘liberdade’, o ‘bem’ e o ‘mal’, quiçá também já tenha visto o que é a ‘verdade’. Estou condicionado e não irei jamais atingir aquilo que eu queria ser. O amor tende a fugir na minha vida, desde quando eu vislumbro na minha vida o amor, mas sempre virtual, como se eu estivesse atrás de uma redoma com uma doença que não me deixa aproximar das pessoas que realmente imagino que gostam de mim, ou então como se uma força maléfica não me queira deixar sentir bem e feliz. Por mais que algo, que muitas vezes digo que é ‘a vida’, me queira levar à insignificância eu tento sempre deixar as minhas marcas neste mundo, embora saiba que as marcas que deixamos são muito relativas de prevalecerem ou não. Não sei porque as coisas são como são e porque acontecem na minha vida como acontecem, mas imagino, e sei que virá uma hora em que será demasiado tarde para ‘imaginar’ e ‘fazer’, em que a última palavra, como a primeira, do fato da minha existência, como possivelmente a de qualquer um, será a da eternidade. Mas os tempos das nossas vidas ta ai, dia a dia em que acordamos para prosseguir e apreciar a beleza do mundo hoje ao alcance da sociedade do conhecimento, da minha perdição, da minha marginalidade amorosa. Serei eu assim tão horrendo para não ser amado? Porque não me liberto, porque não serei libertado? E se o que eu vejo estiver certo? Mais ainda, e se maravilhosamente e antiteticamente nada do que eu sinto como certo é o certo e eu seja um erro, ou apenas um sacrifício medíocre a mais (simplesmente mais um) do propósito máximo da existência ou quiçá da ilusão da existência? Tanta gente que já pensou sobre estas coisas, escreveu romances, inventaram palavras e palavras sem fim, idealizações e idealizações inimagináveis para um ser só, mas utopicamente sonhadas por alguém que se tenta transcender, tenta acreditar que não, isto não pode ser um acaso. Toda esta luta da vida é eterna e o fraco tem supremacia sobre o fraco, mas acredito que nem por isso terá sempre, senão poucas vezes, a primazia da grandeza primordial da existência, gostava de estar cá para ver se algo disso faz sentido. O que interessa é que estou ca, nada mais, neste momento do tempo da minha vida, para peguntar: ‘Diz-me porquê?’.

terça-feira, 25 de dezembro de 2012

Mensagem de Natal

Abre  o teu coração Sonha... Deseja... Ama... Sorri... Sê feliz voltando a ser criança...Te desejo um Natal cheio de paz, amor e felicidade. E que tu realizes teus sonhos... Mas principalmente que continues a sonhar sempre !!! Feliz Natal!!!

sábado, 22 de dezembro de 2012

No encalço do EU

            Houve uma altura na minha vida, talvez há uns 12 anos, em que eu, simplesmente, não entendia o que se estava a passar nela: eu estava mal (para não dizer péssimo) e não compreendia o porquê – talvez porque eu não queria acreditar no que se passava, no que via, no que era a compreensão do porquê de eu estar assim, talvez porque tudo tem um tempo próprio para se compreender e superar se assim se puder entender. O tempo e o espaço muda, tenho presente esse aspecto desde sempre, no meu espirito. E, ainda hoje, provavelmente, eu não estarei bem, mas não estou certamente naquela situação de imponderabilidade e desespero em que estava nessa altura. No entanto receio o futuro a médio prazo, o que será de mim se eu não conseguir lutar para viver, ou pior ainda, para sobreviver. Naquela altura eu procurava ajuda de algum modo, como qualquer ser procura ajuda no outro, procurei na internet, tinha as minhas ilusões de que alguém seria forte o suficiente para me dar uma dica que fosse para sair da situação que desde muito novo eu senti que estava, aprisionado. Eu tinha as minhas fugas, eu saia até à noite para me soltar, eu procurava amigos dia e noite, eu procurava ser um ser humano normal. Mas na verdade algo mais profundo me atormentava desde sempre, hoje sei-o, e, estou no encalço da fonte do meu mal, sinto isso (espero ansiosamente isso), e tem sido uma luta interminável, uma luta de força interior e física, de inteligência, de esperteza; agora sou raposa que persegue raposa, melhor ainda, se ainda não o sou quero-o ser, não hei-de ser presa que seja agarrado por predador; mesmo que nunca venha a ser predador hei-de ser mais astuto do que aqueles predadores que me perseguem - que a vida me seja dada na plenitude com que a desejo, de acordo com o que eu sei que sou e sinto e que se faça justiça para toda a eternidade, que o meu grito mais profundo atinga o todo sempre. Um homem, tal como um animal (‘homem’ que também o é), tem que se defender dos seus predadores, aqueles que querem destruir a sua vida [subtilmente], é luta pela luta, é luta pela sobrevivência, seja feita de que maneira for, e não me venham dizer que um homem tal como um animal não se pode defender com os meios que têm ao seu alcance! ‘Quem não tem cão caça com gato’. Todo o ser tem direito a defender-se quando ameaçado, para mim tende a tornar-se claro isso. E não duvido que ‘O homem é lobo do homem’ ou então sou eu um ser humano que não devia ter existido se isso não for verdade, ou ainda sou eu então a fonte de todos os males da terra e tento ‘fazer ver’ que não o sou. E quando se é ameaçado, subtilmente, como o fazem os homens? Mas um homem tem que ter amor à vida, ou talvez por isso mesmo fica no seu espaço esperando que a ameaça passe. Muitas vezes é maltratado por um conjunto de indivíduos cobardes, mas na verdade assim é a natureza, o mundo animal, onde se unem seres para destruírem numa luta profundamente desigual um outro ser – um ser por vezes débil, por qualquer motivo [E isso, realmente não compreendo no meu espírito devido a ter-me sido implantado a existência de um Deus, que ainda por cima me disseram ser bom, e que bondade trás bondade – e sou surpreendido pelo paradoxo de que o ser bom também age e faz mal sem querer]. Mais ainda, o homem faz isso…, e eu não compreendo, e fico perplexo, boquiaberto, face àquilo que me foi entranhado, segundo os mandamentos de Deus, segundo os seus princípios. Eu desafiei a existência de Deus desde a minha infância, eu o questiono, assim, algo me é dado a conhecer, eu o respeito, mas para mim subsiste a injustiça que abarca a minha vida e isso não me pode deixar ter a calma necessária para poder estar na ‘onda’ do ‘Deus bom’. E a verdade é que estou cada vez mais envolvido nessa crença que questiono, e quanto mais a questiono, a maravilha do desconhecido acontece a cada momento na minha vida, coincidências atrás de coincidências, se assim fosse com a sorte ao jogo e me saísse o Euro milhões e pudesse viver a vida em paz e segurança… Hoje em dia os sentimentos que me dominam são de revolta - rancor e frustração são os ingredientes base com que cozinho o meu espírito (sem querer, mas porque tem que ser assim enquanto acontecimentos maiores não ocorrerem), para que me reforce para atingir a justiça na minha vida (espero que esse seja o fim do que eu passo). Decerto, as minhas forças físicas atingiram o seu máximo há pouco tempo atrás e agora tendem a diminuir, no entanto, sinto o meu espírito mais forte, no sentido de que me sinto mais sabedor e conhecedor do mundo que me envolve, mais conhecedor da psicologia e do psiquismo das pessoas, capaz de entrar na profundidade da vida humana, na cultura dos seres. Curiosamente é das pessoas que cultivam o mal, a superpotência, a falsidade (o ‘bem parecer’ que trás a oculta intenção de prejudicar) que eu topo mais facilmente, pessoas do tipo das que têm interesses ocultos, maléficos, e que têm objectivos condenáveis, injustos e realmente desequilibrantes do que deve ser a vida dos seres humanos de hoje em dia que devem ser assertivos, que buscam a paz, a inteligência, e procuram ser altruístas. Falo daqueles sugantes de vidas humildes, ingénuas ou simples e boas (de bom espirito, bom coração). Pois, cheguei à conclusão que há forças muito negativas que envolvem o meu mundo, forças que vêm a raiz da minha nascença. Talvez esteja a falar das raízes do mal que me envolvem e que têm origem numa raiz maléfica forte, que infelizmente não foi, pelo contrário, a raiz justa que devia alimentar-me com mais intensidade, e me devia dar o suco do bem.


            Tudo indica grandes mudanças a médio prazo, o mundo vai mudar decerto muito, e eu também não concebo o futuro de outra maneira, segundo o que me é dado a conhecer e a saber. Temo que essas mudanças sejam negativas e afectem a minha vida ainda mais. Ou então mais uma vez eu estou a complicar a vida, como tantos o fazem, e este sentimento seja o sentimento da perda gradual da própria vida, da inconformidade com um destino que é reservado aos fracos, que além disso, se revoltam por serem fracos, EU.

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Acreditar

            Por algum motivo cresci acreditando que havia uma verdade. Quiçá já tenha nascido com esse sentimento, em busca de uma perfeição, de ser alguém especial e que teria a minha recompensa por seguir essa busca e esse caminho que me levaria lá, a esse sentimento de grandiosidade e bem-estar. Agora, as minhas forças estão no sentido de retroceder, tudo tende a fugir, o tempo já me vai vencendo (vencendo mesmo o meu suposto rápido pensamento que em alguma altura da minha vida parece ter ultrapassado esse obstáculo, esse ‘tempo’, afinal estava em franco desenvolvimento), a fé de ‘poder alcançar’ tende a desvanecer. Tenho vivido intensamente (à minha maneira que seja), a minha mente tem transcendido todos os limites do meu entendimento, sempre na busca de compreender quem eu sou e porque eu sou como sou e como isso condiciona tudo o que se passa à minha volta.    - Aposto que a percentagem de pessoas que se tentam compreender a si próprias a sua história de vida, quando em situações difíceis, é pequena, procurando somente ajuda nos outros quando em dificuldade não acreditando no potencial que existe nelas como coadjuvante maior para a solução das suas dificuldades -. Tenho tentado acreditar que tudo o que vivi fez sentido e que no final de tudo tenho tido sorte. ‘Acreditar’ é uma palavra que uso muito, porque ‘a <<esperança>> (outra palavra que uso muito ou que tenho tentado ter sempre em mente, fortemente)  deve ser a última a morrer’. Mas há algo de diferente em mim, algo imanentemente fantástico que eu sinto, que eu sou ( e devem-me todos os que me ‘lêem’ permitir exprimir esta admiração pelo que sinto sem por isso demonstrar narcisismo da minha parte, acho que qualquer pessoa deve gostar de si, seja como for a sua situação), e que ao contrário do que posso pensar na maioria das vezes, pode dificultar ou tem dificultado a minha vida e que é a falta de continuidade das acções na minha vida, a falta de uma coerência no sentido em que eu não faço como supostamente uma pessoa inteligente e comum faz: faz coisas em que umas coisas levam a outras, sentem-se motivados por elas ou por um objectivo e vão lutando por ele seguindo um caminho sem duvidar daquilo que estão a fazer, do caminho que estão a tomar e o sentem como o correto, não divergindo naquilo que fazem, convergindo e sentindo-se bem com o que se tornam - tudo muito naturalmente. Eu não sou assim, sou um ser divergente: divirjo no pensamento e nas acções, fujo do óbvio, não o compreendo frequentemente, e dou comigo a compreender coisas que supostamente eram para ser difíceis de entender, coisas como a ‘transcendência’, o ‘imanente’, a minha vida, a compreender as acções dos homens de um modo que ainda nunca me foi abordado da mesma maneira que eu sinto, tendo uma visão generalizada e globalizada do mundo e do Universo, coisas que seriam loucas se eu as dissesse para muitas pessoas, para a maioria talvez. E, na verdade, nunca encontrei uma ligação, uma pessoa ou grupo de pessoas com quem eu pudesse viver feliz, partilhando aquilo que sinto, a verdade que eu sinto e tenho sentido ao longo da minha vida, a imensidão daquilo que sou interiormente (porque exteriormente tendo para a nulidade) – tendo falhado a maioria dos passos que tentei trilhar firmemente (alguém jogou lodo no meu caminho, sinto isso)-. É óbvio que há pessoas virtualmente fantásticas neste mundo, há um conjunto de situações (também fantásticas - tendo a sentir tudo como fantástico, é certo) e mesmo pessoas que indirectamente e ‘ao vivo’ que vêm até mim e que me levam a tornar-me naquilo que sou. Tudo o que sou não dependeu inteiramente das minhas forças, com certeza, mas a maior parte também de forças, acontecimentos e coincidências externas a mim que culminaram em momentos marcantes positivamente e que serão compreendidos de alguma forma se tudo o que sinto vier a fazer um sentido real um dia, ou seja, em que a realidade  venha a falar por si e demonstre que aquilo que senti também é válido neste mundo, também é verdadeiro, e que sou no fundo um ser aceite, que à partida parece inútil e com um aparente mesmo destino de ‘outros idênticos’, e que na verdade superei tudo com uma inteligência muito própria. No fundo gostava, como qualquer pessoa, ser alguém reconhecido, respeitado e tolerado, acima de tudo, como eu faço com o mundo. Então, o mundo tem-se revelado para mim como ‘não-perfeito’, não digo ‘imperfeito’ porque isso seria mentira, este mundo é belo, há pessoas belas, o Universo é belo, tudo o que se descobre pelo conhecimento e sabedoria é fantástico, e constrói-se com isso um novo mundo fantástico (talvez não suportável a longo prazo, mas isso é outro assunto), este mundo é o único complexamente funcional, porquanto podemos saber neste momento, não havendo outro igual, é muito difícil haver outro igual, tornando-o único. Porque o mundo ‘fantástico’ não perdura e o que é negativo, o autocontrole, o atrito, etc. não me deixa ser coerente comigo mesmo? Deixo, assim, aqui, uma outra abordagem ao conceito ‘acreditar’, hoje como tema principal.

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Estranho mundo

            Começo, como tantas vezes, olhando para esta folha branca e vazia (no word, rsrsrs), com uma ideia [que tantos supostamente partilham, pelo(s) mesmo(s) motivo(s), ou não, que eu], que perfaz o título deste post, que traduz uma união de ideias, sentimentos e pensamentos. Ela é particularmente baseada num sentimento que tive há minutos e que aglomera, repito, ideias que sinto (e se formaram na consolidação que se dá no meu ser ao longo do tempo] acerca de quem sou, do que me envolve e da minha relação com essa verdade/ilusão que é o que me envolve. Assim, aqui estou eu, um anónimo nas profundezas da humanidade, com uma nesga de tempo nas horas que avançam pela noite dentro, num monólogo, pensado e registado, de algum modo e de alguma maneira, na tentativa de me expressar e de tentar perceber quem sou, o que é o mundo que me envolve e a relação que existe entre mim e o Universo (o mundo em particular). Já abordei noutros posts e nos meus pensamentos a existência de paradoxos neste Universo que se manifestam no meu ser (e que me deixam confuso ou mesmo numa angústia existencial) e na escolha de caminhos que tenho que fazer forçosamente, contra a minha vontade (e na escolha de ideias que tenho que seguir inexoravelmente). Já abordei noutros posts que em mim há ideias megalómanas, como se eu tivesse um sentido superior (megalómanas no sentido de eu querer ter uma grandeza inigualável na compreensão deste Universo e de vir a ser portador de uma conduta de verdade Universal entranhada em mim sem por isso ser infeliz e passar mal neste mundo - assim o desejo, embora tal não seja propriamente o que se passa). Mas é precisamente esse sentido que me é paradoxal, porque não tenho maneira de provar que ele é verdadeiro, não consigo assumi-lo, assim, se bem que o persigo desde sempre, impelido por forças que tendo a descobrir, e que são, exactamente, paradoxais. Como posso seguir, sendo o que sou, nestas condições? Como posso mudar dadas as contingências da minha vida? Não preciso de o fazer, mas digo: - Juro que não compreendo como tudo foi despoletado em mim, não fui eu que escolhi o meu caminho, porque estou eu metido nele?! (mas antes neste que noutro pior, claro, já o disse mais vezes, qualquer um com bom senso dirá o mesmo) ; se eu escolhi ‘algo’ (se influenciei de algum modo a direcção do meu caminho), isso representa apenas uma pequeníssima percentagem que é a pequena capacidade que tenho para escolher da globalidade, do total em que sou impelido a escolher, a seguir, pelas tais forças que me ultrapassam, desde o ‘big bang’ do meu nascimento. Sei que não compreenderei na totalidade, nunca (parece-me que não, pelo menos por agora, mas manifesto ambição de compreender), se bem que já entendi, consegui perceber, visualmente na minha mente muito do que se passa comigo, o ser estranho que sou no mundo / o ser estranho que sou e me sinto em mim, talvez por não estar no tempo /e/ou/ momento certo. Pergunto-me, inconformadamente: - como posso ser tão inútil e mal sucedido no mundo exterior a mim, o dito ‘mundo real’, se em mim há algo de tão grandioso e perfeito (pelo menos tendendo a isso), um sentido de verdade, uma compreensão coerente de tudo (mas mesmo tudo quanto existe)?! Assim sou um ser, posso dizê-lo, marginalizado, com uma maneira de pensar muito própria, um ser único (repito-o sem fim), que devia ser respeitado e sobretudo aceite como sou, o que não acontece (e parece-me que já identifiquei o móbil e as circunstâncias que despoletaram essa não aceitação, pode ser que algum dia possa e consiga falar nisso). Apesar de eu não ser deficiente físico, não me aceitam pela maneira intelectual diferente que tenho, talvez mesmo pela maneira psíquica diferente que sou - recuso veementemente que me façam conotações negativas(!). Muito provavelmente sou um homem que não vive no seu tempo, ou estarei apenas no sítio errado, embora no tempo certo, mas de qualquer modo não sei onde será o meu sítio certo. Talvez esteja num limbo desde que nasci esperando ser libertado, algo que acontecerá ou não. Mas sei que estou aqui e agora, o mesmo não posso dizê-lo do dia depois de amanhã: - Estarei neste ‘Mundo estranho’ amanhã?

domingo, 4 de novembro de 2012

Pessoas virtuais Vs Reais [na minha vida]

            Sou como sou, serei parecido a alguém em muitos aspectos, mas no fundo, a essência que faz parte de mim e que faz ser quem eu sou é única; o que eu sou é uma combinação de factores que se juntaram de uma maneira que possivelmente não se repetirá de igual modo em nenhum outro momento da história da vida em toda a sua globalidade, quer temporal quer física, este meu sistema é único e com suas subtilezas próprias, mas temo que tudo isto que sou e vivo venha a ser em vão. Pergunto-me o sentido de todo este caminho percorrido (?), o que será de mim no fim de isto tudo ter passado (?), e o porquê de, para mim, ser tão importante a busca da existência de uma justiça, de uma liberdade (?), o porquê de haver a (minha) ânsia de um equilíbrio e do fim da própria ânsia, quando na verdade pareço estar mais longe daquilo que ambiciono atingir. No fim de tudo, custa-me que, um dia, não seja nada mais que nada, e nem quero acreditar que depois do ‘agora’ voltarei ao ‘antes’, do nada ao nada, do nirvana ao nirvana, e que tudo isto seja uma passagem cheia de emoções, de bons e maus momentos, e que na minha vida permaneçam os negativos, a insatisfação, a frustração, a raiva, a angústia, o ódio - tudo isso de um modo latente que me tende para a inércia. Custa-me pelo sentimento de injustiça, pelo sentimento de inverdade e incoerência com o que sinto, pela falta de amor que tive e pela dignidade emocional que me foi negada por alguém, quem eu ainda procuro descobrir. Procuro o porquê de toda esta insanidade que me faz perder meu tempo, aqui, perdendo horas na busca dos porquês e na busca da inspiração, na tentativa de ser artista sem ter a capacidade natural para tal, que desilusão (!) realmente, artista do infortúnio eu sou, perdido em monólogos sem fim. Porque não poderei eu subjugar o mundo que me envolve a meu bel-prazer no sentido de poder viver de acordo com os meus valores de tolerância e humanismo, num grau, o mais alto grau de humanidade (?); porquê procurando eu o equilíbrio e a perfeição me torno cada vez no mais imperfeito dos seres que tal tentam (?); porquê, fazendo eu pela sorte, o azar me vem bater à parte constantemente (?). Porque não consigo libertar-me e ser feliz? Mas eu sei porque tal acontece, o porquê de eu não atingir meus objectivos, e é porque quero mudar aquilo que não posso mudar, sei que deveria ser eu a mudar-me e não tentar mudar tudo, mas sinto que o mundo já não chega para mim, e nem sei se mesmo o Universo chegaria, não há lugar para me esconder, não há lugar onde o meu ser esteja seguro. Sei que deveria ser eu a mudar-me, mas não tendo onde me esconder não adianta fugir, não posso fugir derrotado, mas assim, fugindo, não estaria lutando, e quem sabe estaria dando o certo pelo incerto, deitando tudo a perder, quiçá. A minha raiva é profunda, mas, o que eu sinto é um misto de empatia humana virtual com profundo ódio real (quando na realidade, ‘face to face’, que sinto ao vivo na proximidade das pessoas com que falo que se cruzam comigo na vida e das quais sinto desprezo e intolerância) - quando vejo as pessoas do outro lado dum monitor, todas me parecem tão belas que tenho horror a quem lhes faz mal como quem mata de forma cruel como por exemplo Hitler, e não entendo como tal pode acontecer, mas, ao mesmo tempo, quando me transponho para a realidade junto às pessoas parecidas de certo modo em maior ou menor grau com essas que eu senti e vi no ecrã tudo é diferente, e então elas não são humildes, não são tolerantes, são ‘Burras’ para usar um termo de calão ou são ignorantes para ser mais soft, não fazem bom uso da faculdade humana, e querem-me fazer sentir que eu estou errado naquilo que digo e faço, e eu sinto uma vontade enorme que algo de mal lhes aconteça (a essas pessoas injustas); mas talvez na verdade eu esteja enganado em relação a isso tudo, no entanto o que eu sinto é real, muito real em mim, é a minha realidade num dado momento do tempo e do espaço, e não a posso negar (essa realidade), senão o que seria eu? Seria uma negação de mim mesmo (?) provavelmente. Quero justiça! Quero justiça na minha vida! E mostrem-me o contrário, ou calem-se acerca deste post e consintam que são as pessoas que eu digo. Isto pode ser um desafio…

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Bruce Springsteen - Streets of Philadelphia Letra Lyrics

















I was bruised and battered and I couldn't tell what I felt

I was unrecognizable to myself

I saw my reflection in a window

I didn't know my own face

Oh brother are you gonna leave me

Wastin' away

On the streets of Philadelphia



I walked the avenue till my legs felt like stone

I heard voices of friends vanished and gone

At night I could hear the blood in my veins

Just as black and whispering as the rain

On the streets of Philadelphia



Ain't no angel gonna greet me

It's just you and I my friend

And my clothes don't fit me no more

I walked a thousand miles

Just to slip this skin



The night has fallen, I'm lyin' awake

I can feel myself fading away

So receive me brother with your faithless kiss

Or will we leave each other alone like this

On the streets of Philadelphia









Eu estava ferido e surrado e eu não poderia dizer o que sentia

Eu estava irreconhecível para mim mesmo
Eu vi meu reflexo numa janela
Eu não reconheci meu próprio rosto

Irmão, vais deixar-me
devastado
Nas ruas de Filadélfia



Eu andei pela avenida até que minhas pernas pareciam pedras
Ouvi vozes de amigos desaparecidos
À noite eu podia ouvir o sangue em minhas veias
  tão preta e sussurrante como a chuva
Nas ruas de Filadélfia



Não é um anjo que me vai cumprimentar
É só tu e eu meu amigo
E as minhas roupas não me servem mais
Eu caminhei mil milhas
Só para salvar esta pele



A noite caiu, eu estou mentindo acordado
Eu posso-me sentir desaparecendo

Então me receba irmão, com seu beijo infiel
Ou iremos deixar-nos um ao outro sozinhos desta maneira
Nas ruas de Filadélfia















Lyrics extracted/ based on internet










domingo, 7 de outubro de 2012

Consciência global

  


            Tenho por quase totalmente certo que tenho uma ‘consciência global’ e penso que posso dizer que sempre tive um ‘sentir global’ (que me levou à tal consciência), e mais, parece-me que preencho cada vez mais essa globalidade com factos que chegam até mim de todos os quadrantes além do aumento de experiências pessoais que tenho vivenciado e de todas as inferições que faço com esses dados que obtenho de algum modo. Com isto tudo, todo o saber e conhecimento que tenho, estou seriamente tentado a seguir em busca de um ‘santo graal’ que me permita perceber a lei do espaço-tempo, em mim, das variações que se irão suceder no mundo, de que modo e em que comprimento de tempo se vão dar [sem saber se o irei conseguir alcançar e se ele existe, mas tenho fé]. Gostaria de utilizar esse saber, se o achar, em primeiro lugar para eu melhor poder vivenciar a minha vida, de seguida quereria dizer que o queria utilizar para o bem do mundo, mas, já há tanta gente a tentar ‘fazer um mundo melhor’, e, apesar de tudo, a visão global do mundo que tenho é que ele não está melhor; para mim é claro que o mundo social viveu na ilusão que estaria melhor, em anos passados, devido ao petróleo que era abundante e a bom preço. Tenho para mim neste momento que se todo o conhecimento produzido não for bem aproveitado pelas mentes futuras, se o Universo assim o quiser, para produzir revoluções tecnológicas para o bem-estar de todos os homens, se o ‘bem’ que é imenso não conseguir ofuscar o ‘mal’ que é muito inferior, então julgo que se entrará num período de enorme sofrimento, que, no fundo, sempre existiu de algum modo em algum lugar, mas em menor quantidade. Vejo que toda a gente ‘fala’, toda a gente dá ideias para melhorar, mas aquelas que vingam e que são as corretas são ínfimas; eu mesmo me vejo nessa situação, tenho consciência disso, tanto neste momento em que escrevo, em que analiso e proponho, como na minha vida no geral, em que consigo sentir os rumos do espaço e do tempo e nada me parece poder fazer para os levar a bom porto. Penso que não serei o único à procura desse santo graal e desse entendimento das variações que se irão dar no mundo e no Universo, pelo contrário, penso que muita gente anda à procura disso, grandes instituições que avançam com dados sobre situações que hão-de suceder, projecções, bruxaria, mentes particulares que perscrutam em privado e muito mais. Decerto, provavelmente serei dos últimos a ter sentido em mim esse passar do tempo segundo as variáveis que se sucedem, quando por vezes queria acreditar que fui o primeiro. Sinto que as minhas preocupações natas acerca deste mundo e do Universo [toda a destruição a que o mundo está a ser sujeito, muito resumidamente - quer fisicamente (o mundo físico) quer socialmente, ou seja, moralmente e mentalmente] foram largamente difundidas e amplamente projeccionadas. Foram receios que eu entre outros (talvez muitos) sentimos e que marcam uma geração (a minha geração), e que expandem um sentimento vivo, vindo, talvez, de uma alma remota e inidentificável, de angústia pela possível perda de algo profundamente belo e irrecuperável se tal suceder: a perda do equilíbrio natural do mundo, a poluição desenfreada assim como o uso dos recursos naturais sem medida; a destruição do conhecimento verdadeiro, o facto de não vencer a força da sabedoria em cada individuo, a queda da moral quando não assistida pelo verdadeiro sentido do mundo social quotidiano, ‘o conhecimento com sabedoria’ – O mundo social está a esquecer completamente a base em que ele está sustentado! Que é a terra, a ‘mãe terra’, para usar uma expressão totalmente enraizada e globalizada-.


            Pergunto-me o que me levou(a) a ter mais em consideração o estado global do mundo, uma maior preocupação pelo estado do mundo, em detrimento da minha própria condição humana (?), e o porquê de isso acontecer (?). Porque ponho (pus) eu à frente de tudo, como prioridade, o geral antes do particular, o bem-estar geral à frente do bem-estar particular (?). Mas olho para a minha vida e tudo o que consigo sentir nela e dela, e vejo que tudo me trouxe a este momento de grande extravasamento mental. Consigo entender coisas tão globais e aparentemente complicadas e não consigo entender o comum dos mortais, não consigo entender porque eles não entendem. No fim disto tudo, sou eu quem sai a perder e sem valor neste mundo de aparência. Gosto da tecnologia, gostava de viver altamente tecnológico se isso fosse sustentável, mas eu não serei feliz se viver de uma outra maneira? Porque eu, e muitos outros, não podem ser felizes?