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sábado, 17 de outubro de 2015

Preocupações pessoais e ambientais



            A minha preocupação com o que se passa na minha vida é proporcional ao que se passa no mundo e no Universo, e proporcional à impotência que sinto pra mudar para melhor qualquer uma das anteriores situações. Tento compreender o que se passa, mas sei que não é o facto de compreender que muda as coisas em si, porque o facto de compreender é meramente o de observar com mais aproximação e verdade o que se está a passar, não significa que tenhamos a capacidade de controlar ou mudar as coisas. Um homem não é ninguém sem os outros homens, assim como qualquer ser nunca foi algo substancialmente potenciador de mudança sem pelo menos haver outros seres que o envolvem, sejam da mesma espécie ou não, além de todo um ecossistema que lhe permite efetuar mudanças; e até ao século passado ou séculos passados, talvez poucos milénios atrás, já com a existência do homo-sapiens, terá havido o pico da Biodiversidade, que acredito ser difícil de voltar a encontrar na história da terra [Tenham medo, pois a terra nunca mais será a mesma, por mais que tentem fazer ver que está tudo a ir para melhor, que o pior já passou, como que iludindo as crianças e os ignorantes – A matança continua, e a maldade, malícia, ganância do homem nos levará ao fim]. Assim é a terra, um ecossistema único onde a vida cria vida e a mantém pelo passar dos tempos, dos milhares de milhares de anos que fazem a história da terra. Estamos fascinados pelo poder da comunicação em tempo real, pelos Media, pela internet, pela tecnologia, numa cegueira desenfreada, não há quem oriente as massas no sentido de conservação da terra, da abnegação pelo poder de controlar desenfreadamente as mentes que estão zombies. Falar é fácil, mas fazer é muito mais difícil, incomparavelmente mais difícil, talvez não haja uma vontade clara no rumo que o mundo toma, e tudo segue ao acaso, mas um acaso medonho. Uma nova ordem se impõe, disso tenho a certeza, a fim de ainda salvar o mundo, de reduzir a nossa dor e a dos filhos que são amados. Os corações estão totalmente eclipsados pelo poder de exploração da natureza a que o homem foi capaz de chegar, e, ao mesmo tempo isso permite criar realidades supérfluas. Os problemas, quando não nos tocam, são sempre dos outros, como se houvesse sistemas completamente isolados, como se fossemos imunes ao que está longínquo, quando na verdade tudo está relacionado. Na minha mente, procuro pela resposta à questão se o homem tem o direito de usufruir da natureza para seu prazer, sem pensar nas consequências num futuro mais ou menos longínquo ou imediato, e a resposta mais justa que encontro é que se o homem tem o direito de usufruir, também tem o dever de cuidar e proteger, de permitir a renovação do ecossistema para seu próprio bem.
            E que tal se plantássemos árvores? Uma ideia que vem desde sempre, pelos conservadores e protetores da natureza, que faz todo o sentido e que significa abrangentemente: ‘Protege a natureza e te protegerás’. Porque existem cidades onde pessoas não sabem mais o que é a natureza, como funciona a natureza? Porque não nos viramos para o conhecimento da fauna e da flora, de uma maneira massiva, e tentamos proteger a natureza para nosso próprio bem, em vez de passarmos horas da nossa vida vendo filmes, galhofando das vidas alheias, criando ilusões, fantasias, novelas, inação saturada, doenças. Nada é connosco, é, por exemplo, com os governos…; Porque os governos não têm poder, porque não há um ‘bom’ poder? Será que o poder existe na verdade? O poder para proteger o interesse do equilíbrio da terra? É difícil… essa é que é a verdade. A teoria é uma, até pode ser boa, mas a prática é outra, difícil de implementar, e, mesmo assim, sem desculpa para não tentar.
            Pessoalmente, tenho um certo contato com a natureza, tento ter uma vida diversificada, dentro do que são as minhas energias e capacidades; sei que posso pouco, mesmo assim; as minhas habilidades sociais são curtas, mas a minha maneira de sentir o mundo é única, continuo acreditando nisso; e no fundo, sem ser egoísta por isso, preocupo-me imenso comigo e com a injustiça que me envolve, tentando libertar as amarras que de algum modo me tentam acorrentar, o desequilíbrio que se acomete comigo. 


segunda-feira, 12 de outubro de 2015

Glaciares estão a desaparecer a ritmo sem precedentes





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Citação:
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© NASA NASA / Reuters
Glaciares em todo o mundo estão a desaparecer a ritmos sem precedentes em 120 anos de registos científicos, segundo um estudo publicado hoje no bimestral Journal of Glaciology.

Paris, 03 ago (Lusa) - Glaciares em todo o mundo estão a desaparecer a ritmos sem precedentes em 120 anos de registos científicos, segundo um estudo publicado hoje no bimestral Journal of Glaciology.
Em média, os glaciares estão a perder entre 50 a 150 centímetros de espessura por ano, segundo a publicação citada pela agência France Presse (AFP).
"Isto é duas a três vezes mais que a média registada durante o século XX", afirmou Michael Zemp, diretor do Serviço Mundial de Monitorização de Glaciares e principal autor do estudo.
Mais de mil milhões de pessoas, especialmente na Ásia e na América do Sul, obtêm mais de metade da água que bebem do derretimento sazonal da neve e do gelo dos glaciares, segundo estudos anteriores.
O ritmo atual de derretimento dos glaciares a nível mundial não tem precedentes nos 120 anos desde que os cientistas começaram os registos, e provavelmente por muito mais tempo ainda, acrescentou o especialista.
Além disso, a perda acelerada de gelo criou uma dinâmica que faria com que os glaciares de muitas regiões do mundo continuassem a diminuir, mesmo se as temperaturas parassem de aumentar.
O recorde de perda de gelo no século XX foi observado em 1998, e já "foi ultrapassado em 2003, 2006, 2011, 2013 e provavelmente também em 2014", acrescentou Michael Zemp.
O Serviço Mundial de Monitorização de Glaciares compila os resultados de observações de glaciares de todo o mundo, submetidas anualmente por uma rede global de cientistas e observadores.
Lusa
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sexta-feira, 25 de setembro de 2015

Eu não quero [paródia]



Ainda sobre o tema ‘Eu não quero’, uma paródia por Vasco Palmeirim na Rádio Comercial. Porque rir é o melhor remédio, muitas das vezes…




segunda-feira, 17 de agosto de 2015

Eu não quero



           



 Eu não quero chorar pelo que passou de mau na minha vida, pelo que perdi, pelas frustrações que tive e tenho, isso também faz parte da vida de muita gente, é certo. Há muita gente em situações bem mais difíceis do que a minha ou de outros como eu, há uma incomensurabilidade de situações das pessoas no mundo para a qual eu não tenho resposta (nem outros a terão, apesar de querer sempre dizer que é por isto ou por aquilo, querendo nós todos ser possuidores das respostas, muitas das vezes); Muitos estão mal, uns por culpa deles ou dos que os antecederam ou daqueles que os rodeiam, ainda; outros não conseguem compreender o porquê de tudo se passar nas suas vidas tal como se passa. Se existe uma justiça, tantas vezes já aclamada por mim neste blog, num pensamento metafísico, em que as coisas acontecem por um motivo muito superior a nós, decerto tudo está no bom caminho, todas as vidas não serão em vão, todo o sofrimento faz sentido, o que não estará acontecendo se tal vontade não existir; A mim custa-me imenso pensar que tudo o que acontece é mero acaso, que existem simplesmente coincidências, sorte. De algum modo hei de recordar todos os bons momentos, todas as boas sensações que tive para fazer forçar as más ir para de trás das costas; Ainda, quiçá, muitas más recordações e sensações foram lições para o que sei hoje de bom, aceito isso, e continua a ser assim, só tenho de aceitar e alegrar-me por isso ser assim. Não sou hábil, é certo, sobretudo em exprimir-me, quer seja fisicamente quer seja verbalmente, não tenho arte, não tenho habilidades mentais que me permitam ser um ‘chico-esperto’, um especialista no que quer que seja; Talvez me deva considerar possuidor de um espírito diferente; Diferente, porque assim tem de ser, dado a minha fisiologia e psíquico. Eu acomodo muito em mim sem extravasar. As dificuldades psicológicas são muitas, sempre o foram, com a diferença de que agora eu vejo muito mais lá, eu vejo de maneira diferente, eu vejo o que não pensava vir a ver um dia, eu sei que há algo com que sempre sonhei e que se torna realidade, eu desejo que assim seja. Eu esforço-me para continuar a viver, porque afinal ainda tenho momentos de paz. Sigo envolvido na ilusão da internet que veio para complementar muitas pessoas e que para mim foi uma necessidade de evasão da solidão, tal como para muitas outras pessoas, diria mesmo que foi uma salvação em muitos aspetos, foi uma ilusão que me ajudou a animar do desânimo em que me encontrava; foi também, quando não mais, uma distração. Não quero construir castelos na areia, se bem que temo que o faça, mas assim tem que ser, pelo menos preencho o meu tempo. E não podemos desistir, quem vai por bem tem que ter ânimo. Decerto as pessoas são todas diferentes, eu sou diferente e em imensos aspetos da vida não posso competir com outras pessoas na vida real; Muita dessas pessoas vivem não querendo compreender ou pelo menos tolerar quem é diferente, e tanto pode acontecer com estranhos como entre família; a inteligência é curta e a sabedoria diminuta, no entanto vencem o valor da economia, do dinheiro, um mundo onde não consigo vingar, sem nunca me ter faltado o essencial. É certo que somos seres emocionais, que as relações ‘ao vivo’ requerem muita segurança de quem somos, capacidade de estar naqueles momentos em que estamos a viver, onde entram vontades, costumes, maneiras de ser, culturas e mais; E aí temos que reagir, não podemos parar para pensar como o fazemos ao escrever, calmamente; Tudo pode correr bem se conseguirmos ir ao sabor do momento ou tudo pode descambar se as pessoas não interagirem, se o atrito se instalar; O medo descamba, a irracionalidade toma conta do momento quando as emoções fluem e falam mais alto, quando a mente deixa de funcionar corretamente. Pessoalmente, sei que poderei ver melhor as coisas, agora, os obstáculos no meu caminho, mas não sei até que ponto os poderei transpor. Tentei seguir o ideal da perfeição, extravasei todos os meus limites para estar aqui agora. No entanto, nunca ouvi dizer que ‘fizeste bem’ quando estava certo, um reforço positivo, de quem me devia dizer que realmente estava bem, quando estava bem, porque na verdade nunca nada está bem para quem não se digna de dizer que está bem, quando está bem, só por querer rebaixar o outro, nesse sentimento egoísta de superioridade; O orgulhoso, quem é ínfimo e simplesmente uma pessoa como as outras, o egoísta, controlador, destrói quem devia amar, destrói a sua própria memória. Ninguém pode suportar erros dos outros; A empatia, tolerância, solidariedade, assim como o perdão só fazem sentido para quem compreende a situação dos outros, desvalorizou um erro alheio sem intenção e esse ‘alheio’ aceitou a mão amiga, se arrependeu. Apesar de ter a consciência limpa, de sentir que sou uma pessoa que tende para o bem e para a pureza, dentro do possível, inquieta-me profundamente a alma saber que tanta gente no mundo escolhe o mal voluntariamente, praticam o mal conscientemente e prazenteiramente; Tenho muito medo dessa gente de mal. Apesar de tudo eu não vou chorar, vou acreditar que vou superar as dificuldades, de algum modo, vou ter mais dias de bem-estar, certamente, nem que sejam simplesmente dias ilusórios.