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segunda-feira, 12 de outubro de 2015

Glaciares estão a desaparecer a ritmo sem precedentes





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© NASA NASA / Reuters
Glaciares em todo o mundo estão a desaparecer a ritmos sem precedentes em 120 anos de registos científicos, segundo um estudo publicado hoje no bimestral Journal of Glaciology.

Paris, 03 ago (Lusa) - Glaciares em todo o mundo estão a desaparecer a ritmos sem precedentes em 120 anos de registos científicos, segundo um estudo publicado hoje no bimestral Journal of Glaciology.
Em média, os glaciares estão a perder entre 50 a 150 centímetros de espessura por ano, segundo a publicação citada pela agência France Presse (AFP).
"Isto é duas a três vezes mais que a média registada durante o século XX", afirmou Michael Zemp, diretor do Serviço Mundial de Monitorização de Glaciares e principal autor do estudo.
Mais de mil milhões de pessoas, especialmente na Ásia e na América do Sul, obtêm mais de metade da água que bebem do derretimento sazonal da neve e do gelo dos glaciares, segundo estudos anteriores.
O ritmo atual de derretimento dos glaciares a nível mundial não tem precedentes nos 120 anos desde que os cientistas começaram os registos, e provavelmente por muito mais tempo ainda, acrescentou o especialista.
Além disso, a perda acelerada de gelo criou uma dinâmica que faria com que os glaciares de muitas regiões do mundo continuassem a diminuir, mesmo se as temperaturas parassem de aumentar.
O recorde de perda de gelo no século XX foi observado em 1998, e já "foi ultrapassado em 2003, 2006, 2011, 2013 e provavelmente também em 2014", acrescentou Michael Zemp.
O Serviço Mundial de Monitorização de Glaciares compila os resultados de observações de glaciares de todo o mundo, submetidas anualmente por uma rede global de cientistas e observadores.
Lusa
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terça-feira, 14 de abril de 2015

O horror aproxima-se




Clique no artigo original: O horror aproxima-se





            O ‘horror aproxima-se’, é o título deste post, mas, na realidade ele já grassa entre nós. A par da aparente estabilidade e melhoria de muita coisa, no entanto essa melhoria é uma minoria: há uma grande parte do mundo que grita por sobrevivência, eu mesmo grito em mim a uma só voz com essas pessoas, embora devido mais a outro tipo de instabilidade. Se ainda não sinto o pavor do verdadeiro horror na pele, temo um futuro incerto que na medida do maior conhecimento aponta para o descalabro da estabilidade do mundo natural e social. Se por um lado vivi e sobrevivo num mundo que por vezes se aparenta esperançoso em certos ideais partilhados por certas pessoas, temo a destruição da natureza e a desintelectualidade (ver a propósito da palavra: http://desintelectualidade.blogspot.pt/ ) e ininteligência das pessoas; quero dizer com ‘desintelectualidade’ o afastamento de muita gente da sua natureza intelectual, espiritual, sabedora, que por sua vez deveria estar ligada ao mundo (ao mundo natural, que nos envolve) através da inteligência e refiro-me também ao afastamento do homem do que é a verdadeira realidade, vivendo na ilusão de que tem o direito de apenas usufruir sem limites, assim ‘pagando o justo pelo pecador’; há aqueles que ainda desfrutam das coisas, pelo menos por uns tempos e pagar, isso pagam todos os que cá andam. Se por um lado defendo as pessoas que vivem em sítios desfavorecidos que ainda são mais prejudicados pelas alterações (climáticas, por exemplo) devido à ação desmesurada de terceiros, que abusam do ecossistema onde se encontram indo prejudicar outros em outra parte da terra (porque os ecossistemas estão todos ligados a nível global) esses que vivem num mundo que lhes chamam ‘evoluído’ porque conseguiram sobrepujar o conhecimento a favor deles para um bem-estar que é ou será mais ou menos passageiro (tenho a certeza que é passageiro, em mais ou menos tempo), por outro lado essas mesmas pessoas tem que aceder à sabedoria para que este mundo consiga alcançar equilíbrio e paz, mas concomitantemente, nós que vivemos na ‘sociedade evoluída’ teremos que alcançar essa mesma sabedoria para que tudo siga a bom porto, senão será o horror para todos. Tenha medo do futuro, tenha muito medo, mas não aja irracionalmente por isso, aja com sabedoria, equilíbrio, ponderação, busque a verdadeira inteligência, tolerância, empatia, não desprezando o que não compreende, quem não compreende, porque isso pode ser o fim da sua geração, amén.