Para uns as coisas são mais simples do que parecem, mas as coisas não serão assim tão simples, para outros. Uns querem passar despercebidos, e andam desapercebidos, outros querem a exposição e querem ser vistos, ah, mas eles sabem acautelar-se. Uns acham que não merecem o que têm, mesmo que não tenham nada, outros acham que deviam ter muito mais, tendo tudo. E eles tapam os olhos dos outros, com filtros, para que não os vejam completamente, para só serem vistos como eles querem. E eles fingem, para enganarem os outros, os desprevenidos. Eles apontam o dedo aos outros, para desviarem a atenção sobre eles. E eles classificam-nos com uma pseudo -sabedoria que lhes foi diplomada. E os outros calam-se por que não têm armas para lutar. E eles fingem que querem ajudar, mas na verdade eles querem é governar-se e viver da dor do próximo, que para eles não é próximo, é mais um número, um conjunto de reacções que devem ser tratadas com aquilo que eles dizem que faz bem. E eles metem-lhes medo, fazem-nos acreditar que aquilo que eles sentem é verdade, metem-lhe mais medo, e os outros acreditam neles. E eles dizem que tudo correrá bem, tem é que seguir o prescrito. E eles estudam – os, e só vêem aquilo segundo o que o diploma lhes atribuiu, e eles só vêem defeitos neles. E eles ignoram – os. E eles escrevem grandes relatórios onde os caracterizam até ao ínfimo pormenor, e eles vão mais além ainda mesmo que tenham encontrado paradoxos, eles persistem, é a vida deles que está em causa, a deles acima de tudo. Escolheram uma vida para a qual pensavam que era a que eles desejavam, mas para o qual não têm tacto. E eles estão sempre certos, os outros que se opõem é que estão errados. E eles unem – se e formam uma força que até parece ser a da legião da verdade. E só eles sabem criticar. E eles utilizam todo o apoio que têm para penetrar no tecido fraco, mas não o querem matar, deles depende a sua sobrevivência, apenas deixa –los zombies. Eles pensam que ajudam, se calhar até estão convencidos disso – um homem age segundo aquilo em que acredita – mas chegam a um ponto que têm de defender o emblema, porque essa equipa é forte e dá-lhes prestigio, não conseguem sair da merda em que se meteram, a droga da vida. E eles então chegam a um ponto que deixam de saber, frente ao paradoxo em que se encontram, mas inventam coisas sobre os outros, apontam o dedo aos outros. E os outros rendem – se, uns tornam – se como eles, se calhar, para confirmar a tese, acreditam que sim, e outros calam – se para sempre, porque a sobrevivência assim lhes faz agir. A revolta não se quer neste mundo novo, não pode haver o excesso nem a escassez, tem de haver a concordância, o diálogo ameno, a busca da perfeição. Hitler já não existe, mas a sua atitude continua por ai, de uma maneira muito mais sublime, o apuramento da raça, a humanidade perfeita. A ciência protege o homem, mas a barbaridade das suas experiências continua. E a eles é permitido tudo, todas as suas acções são aplaudidas, tudo mete graça. Aos outros, os seres sarnentos, até o sorrir é uma doença. Mas quem são eles? Eles andam lado a lado com os que não têm nada, vivem com os outros, mas como eles têm tudo, dizem que está tudo bem e no bom caminho. Eu sou, tu és, ele é, nós somos, vós sois, eles vivem, os outros sobrevivem. Que não caiam eles, mas sim que se levantem os outros.
[INCEPÇÃO-01.11.25] De Hoje em diante, segundo as minhas possibilidades de retorno ao passado - passado do meu Blog e ao Meu passado (que passa por este Blog) - irei postar, temporariamente, ou não, segundo o que vier a sentir que devo fazer, textos passados e que comentarei, se for ocasião, à medida que eu possa assimilar, compreender, rever e sentir que o devo fazer ou que me aventure a dizer, segundo o tempo disponível que se me aprouver.
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segunda-feira, 21 de janeiro de 2008
Eles e os outros
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sábado, 19 de janeiro de 2008
Dissecando conceitos e Excerto do 'Livro do desassossego' de FernandoPessoa
«Pedi tão pouco à vida e esse mesmo pouco a vida me negou. Uma réstia de parte do sol, um campo, um bocado de sossego com um bocado de pão, não me pesar muito o conhecer que existo, e não exigir nada dos outros nem exigirem eles nada de mim. Isto mesmo me foi negado, como quem nega a esmola não por falta de boa alma, mas para não ter que desabotoar o casaco.
Escrevo, triste, no meu quarto quieto, sozinho como sempre tenho sido, sozinho como sempre serei. E penso se a minha voz, aparentemente tão pouca coisa, não encarna a substância de milhares de vozes, a fome de dizerem-se de milhares de vidas, a paciência de milhões de almas submissas como a minha ao destino quotidiano, ao sonho inútil, à esperança sem vestígios. Nestes momentos meu coração pulsa mais alto por minha consciência dele. Vivo mais porque vivo maior.»
Escrevo, triste, no meu quarto quieto, sozinho como sempre tenho sido, sozinho como sempre serei. E penso se a minha voz, aparentemente tão pouca coisa, não encarna a substância de milhares de vozes, a fome de dizerem-se de milhares de vidas, a paciência de milhões de almas submissas como a minha ao destino quotidiano, ao sonho inútil, à esperança sem vestígios. Nestes momentos meu coração pulsa mais alto por minha consciência dele. Vivo mais porque vivo maior.»
Excerto do 'Livro do desassossego’ de Fernando Pessoa
Retirado de: http://patuska.multiply.com/reviews/item/7 6
Dissecando conceitos
Nesta nossa vida (assim como na Internet, em particular, ao buscarmos por algo), tudo o que somos nos leva ao encontro daqueles que manifestam ou manifestaram algo, segundo aquilo que sentimos em determinado momento ou espaço de tempo, parecendo até, que somos iguais a alguém e que não estamos sós, como às vezes nos sentimos, interiormente, psiquicamente. Mas, a verdade, penso ser a de que somos únicos, e já o disse mais vezes, apesar de todas as afinidades que possa haver entre nós, humanos.
Compararia o que somos, fisicamente, à escrita, na qual existe um Alfabeto (Um conjunto de letras isoladas), sobre o qual se constrói todo um texto, este composto por palavras (conjunções e outros mais – os experts da linguagem que o digam) que podem designar algo em si mesmo, conceitos, e que constroem frases e textos que transmitem ideias.
Assim, fisicamente, somos feitos da mesma massa, a carne (como se costuma dizer, de uma maneira muito genérica), não sendo só essa característica que nos define como idênticos, mas também, temos cabeça como os outros, temos braços como os outros, e assim, como os outros, temos dedos, pernas, pés, Tudo isto é uma parte das similitudes que definem a nossa espécie. Mas sabemos mais, hoje em dia. Além daquilo que vemos exteriormente, no nosso interior existem órgãos que devido á similitude da sua disposição e características contribuem ainda mais para a definição da nossa espécie. Mas ainda há mais, antes disso estão as células que são as unidades que constituem os órgãos e que também já sabemos que funcionam de maneira idêntica entre nós. E acho que, o que foi descrito são as características mais gerais que nos definem fisicamente como espécie humana, como pessoas.
Comparando o que somos fisicamente à escrita, diria que a nossa espécie é como um livro enorme. Sendo assim, cada palavra representará uma célula do nosso organismo humano. Cada conjunto de palavras, as frases, que irão formar uma ideia na escrita, representarão um conjunto de células que farão parte de um órgão no organismo. Ao conjunto de ideias que transmite cada frase irá formar-se uma ideia geral que é transmitida num parágrafo, e cada parágrafo será um órgão do organismo, da pessoa. Ao conjunto das ideias gerais que transmitem os parágrafos irá formar-se o tema ou um capítulo do livro, ou seja, ao conjunto dos órgãos todos juntos e funcionais dá-se o nome de organismo. Sendo assim, cada pessoa é como um tema ou capítulo desse enorme livro que é a humanidade.
Mas podemos aprofundar mais a questão à medida que o nosso conhecimento avança, continuando ainda com a comparação do que somos à escrita. Sabe-se que para lá da célula, no seu interior, ela própria funciona como um organismo simples, como um ser unicelular. Dentro dela há mitocôndrias e D.N.A entre outras formas que constituem a célula o qual desconheço ou já não me recordo de os ter interiorizado. Mas interiorizei esse conceito de D.N.A como sendo um fio básico da vida, onde se encontra o Alfabeto da vida, uma relação directa entre escrita e o que somos. Se considerei que as palavras seriam como as células do nosso organismo, agora considero que as letras, que constituem as palavras e são o Alfabeto na escrita, são equivalentes ao Genes que constituem o D.N.A (É claro que isto para muitos é óbvio, devido ao grau de conhecimento que possuem). Assim como cada letra forma a palavra, assim os genes [são as letras que] irão formar a célula, ou seja, são os genes que lhe dirão em que tipo de célula se irá transformar, segundo o órgão para que está destinada. Na escrita, as letras são utilizadas, segundo o conceito (a palavra) que se quer transmitir, mas isto já baseado na ideia que se quer transmitir. A inter - relação que há entre o conceito (a palavra), a ideia (a frase), a ideia geral (o parágrafo) e o tema é ou deve ser recíproca para que tudo se conjugue na perfeição. Assim é no organismo, a relação entre os órgãos, as células que os constituem e os genes, de um modo muito geral, deve ser recíproca também para que tudo funcione correctamente, numa reciprocidade que eu toco com a minha imaginação, admito. Continuando ainda, as substâncias básicas que formam o D.N.A ainda não serão os genes, assim como as letras não são o elemento básico da escrita física. No D.N.A encontramos «as quatro bases [que o formam] que são a adenina (abreviado A), citosina (C), guanina (G) e timina (T)» (fonte de revisão: wikipedia). São estes os símbolos básicos da vida orgânica e que formam os genes e posteriormente as células. Assim como, continuando a metáfora, são aquilo a que se chamam ‘símbolos’ (aos rabiscos que parecem não significar nada quando não os entendemos), que formam as letras, e estes podem variar segundo as culturas,(e temos os símbolos árabes e chineses que diferem dos nossos, por exemplo). São os símbolos (esses rabiscos idealizados para base na construção das ideias) os compostos básicos na escrita tal como as bases dos genes são as que foram enunciadas e que são a base de todo o processo evolutivo e/ou regenerativo do organismo.
Já o que somos psiquicamente assenta, segundo me parece, naquilo que nos suporta, e que já falei, o organismo físico. O que somos psiquicamente é da ordem das ideias e não da escrita. A escrita à primeira vista, é uma manifestação das ideias. Mas apareceu primeiro a ideia ou a palavra? E tudo isto não é uma evidência ou uma clarividência, para mim falar das questões de que ‘apareceu primeiro a escrita ou a ideia’ é o mesmo que questionar, aquela questão clássica popular, se ‘apareceu primeiro o ovo ou a galinha’. E numa questão mais profunda, será que o nosso espírito foi-nos dado depois de sermos concebidos ou já estava pré-destinado ou ainda a eterna e irrespondível questão: entre isto tudo haverá obra de Deus, Ele existirá? E de seguida surgem outras questões, haverá vida psíquica para além da morte? Já que me parece que claramente o nosso organismo físico voltará a ser parte integrante do universo, ele se desintegrará e se transformará, nunca mais naquilo que já foi. Será que se passará algo idêntico com o nosso espírito? Será que ele se desintegrará nas partes essenciais que constituem esse lado da dimensão espiritual e continuará a tomar outras formas por esse Universo fora, a fazer parte não como um todo que já foi, mas em pedaços maiores ou menores de outros espíritos (outros psiquismos). Mas se tal acontecer, então nós já somos feitos de matéria psíquica que já existia, somos um aglomerado de pedaços de outros espíritos que existiram antes de nós e que nós desenvolvemos no decorrer da nossa existência e que passaremos a outros ou a algo que sucederá depois de nós. Mas à frente da nossa existência depois de desaparecermos, enquanto homens e seres vivos, do mundo, que restará? Os espíritos dos homens não poderão desaparecer assim sem mais nem menos. E ainda, tudo teve um princípio, sem dúvida e não se sabe se existirá fim. Se o nosso espírito existe, e isso é um facto, da ordem das ideias, ele não surgiu de qualquer modo, do ‘nada’ [o ‘nada’ não poderá existir porque ele engloba um conceito em si mesmo, demonstra a existência de algo e só existe em função dessa existência, o conceito de ‘nada’ existe porque na verdade existe algo], mesmo que isso nunca venha a ser entendido pelo homem, haverá uma explicação para isso. E penso, em Deus, O intangível principio e fim de tudo, O Universo palpável e O Nirvana a coexistir, o incomensurável tempo que nos antecede e procede. Deus, essa palavra que transmite um conceito ideal que nunca chega a estar definido, uma imagem à semelhança do homem, que alguns tentam transmitir, uma imagem que tentam concretizar, mas, que é indefinível nos moldes em que a tentam abordar.
Então, O nosso ser, no geral, é uma conjugação de uma entidade física, o corpo (humano) e uma entidade ideal (do mundo das ideias) que é o nosso psíquico. A relação entre essas duas entidades forma aquilo que nós ‘somos’ no geral, e apesar de haver algo que nos identifica ao longo da vida, que nos torna aquilo que ‘somos’, a conduta que nos rege e os traços que nos caracterizam, não somos seres imutáveis, pelo contrário, somos mutáveis, e mais, não há nada, por mais ínfima que seja a nossa observação, imutável ou parado no Universo. E é essa relação que forma o nosso sistema, a nossa pessoa, que interage com outros sistemas de muitas formas (outras pessoas). Não há sistemas fechados, no sentido absoluto do termo, por mais que um sistema pareça independente. E surgem mais questões: Surgiu primeiro a entidade física ou a entidade ideal, bem lá nos primórdios da existência dos seres vivos? Em relação à palavra e a ideia: O homem teve primeiro a ideia e inventou a palavra, ou primeiro, inventou ou proferiu sons que se tornaram em ideia? Tanto podemos imaginar o homem (os seus ancestrais, o homem primitivo) a ver uma ‘pedra’ e a proferir um som que começou a repetir para a designar, como podemos imaginá-lo a imaginar (sublinho ‘imaginar’, o que demonstraria que a ideia precede a palavra) essa ‘pedra’ e a tentar ou a, efectivamente, inventar um som para ela e a divulgá-lo entre os que o rodeavam. Também há a hipótese de ambos os casos irem acontecendo ao longo da evolução, havia objectos para os quais se diziam sons que se tornavam no identificativos desses objectos entre a comunidade e o caso de se estar a pensar na imagem do objecto e inventar-se um som para ele. Será muito difícil encontrar resposta se quisermos colocar a hipótese de que terá sido apenas uma das duas a ter acontecido primeiramente. O homem ao emitir sons, tal como qualquer animal já transmite um sentimento, se magoarmos um animal, se o pisarmos, o animal emite um som (estou a pensar num cão assim como pode ser um rato, que guincha) de dor, logo ele tem uma ideia de dor, que manifesta com um som. Para mim, neste momento, a interacção entre sons e sentimentos formou primeiro um desenvolvimento da mente no sentido da imaginação e nesse entretanto surgiu a palavra, os sons com significados, designando primeiramente objectos e coisas ‘palpáveis’, concretas, e depois passando para o mundo dos conceitos abstractos, tudo ao longo da evolução. Não ponho outra hipótese a não ser a de que a escrita veio depois destas questões já estarem assentes e mesmo apareceu depois de muitas formas de expressão terem sido desenvolvidas. O tema sem dúvida é longo.
Quero concluir a ideia com que iniciei: ‘somos únicos’. E esta ideia é transmitida, quando não claramente no que escrevi anteriormente, nas entrelinhas e nas milhares de ideias que as enunciadas nos levam a pensar, se tivermos imaginação. Mesmo entre irmãos, sei-o por experiência própria, gémeos até, pelo que leio e oiço, somos diferentes, por mais semelhanças físicas ou intelectuais ou ideais ou psíquicas que haja, as semelhanças são ínfimas, se analisarmos profundamente as diferenças. Somos diferentes porque temos genes únicos para começar, que nos tornam diferentes à medida que nos desenvolvemos, mesmo sendo gémeos, o ambiente nos tornará cada vez mais diferentes. Somos únicos, ainda mais, e mais marcadamente, na parte psíquica (intelectual, ideal). Somos únicos no nosso espírito, porque marcados, não só por aqueles que nos envolvem fisicamente, mas também por ideias e ideais que vieram até nós de diversas formas, por pessoas que vivem ou já não vivem, e até ponho a hipótese de sermos marcados por espíritos de personalidades que nos antecederam (atenção: esta minha ideia não tem nada a ver com espiritismo ou muito menos com práticas espíritas são utilizadas e acreditadas por alguns, apesar de poder parecer como tal, mas por um pensamento puro e puramente meu segundo os meus conhecimentos, pensamentos e reflexões). Somos únicos, mas não estamos sós, mesmo que tudo venha a faltar para a nossa sobrevivência, mesmo que seja a derradeira velhice que nos faça estar sem sentido, mesmo que seja uma provação que seja caso de vida ou morte, mesmo que este sentimento de solidão se apodere de nós por várias razões, entre as quais o não conseguirmos ser aquilo que queríamos ser (o querer ser como outros são, por vezes, ter outras características; aquilo que os outros nos impelem a querer que sejamos sem nós querermos, quem não somos). Mesmo que nos aprisionem fisicamente ou psicologicamente e injustamente por motivos de: ideais que fazem parte de nós, por aquilo em que acreditamos, pela nossa liberdade, por atentarem contra a nossa vida e nos tentarmos defender disso, por simplesmente não gostarem da nossa cara ou do nosso ser, por quererem ser maiores, condicionando ou destruindo os outros – a lei do homem é injusta – a nossa existência nunca foi nem será em vão, quero acreditar nisso. E gostava de fazer acreditar aqueles que não acreditam e sofrem com isso, até porque, acreditando comigo nisso, acredito que a força da liberdade permanecerá no mundo, porque acredito que existe o bem e o mal e que ele reside no homem ao mesmo tempo, e acredito que o bem tem de vencer, e o bem é a compreensão e a união em torno daquilo que faz o homem viver, a saúde que reside mais na mente do que no físico, porque acredito que Deus, essa entidade, conceito e ideia que em mim reside irá domar o homem tal como o homem doma a fera, tornado – o dócil e co – adjuvante.
Para terminar, Fernando Pessoa foi sem dúvida um grande homem, sei-o, mesmo sem o ter lido muito, mas porque o sinto – assim como muitos o foram e são – e foi – o porque se apoiou nos ombros de gigantes, tal como eu me gostava de apoiar e me tento apoiar. Não vi o infinito, mas gosto de senti-lo, apesar da solidão que se instala, quando temos que encarar um mundo que não é o nosso.
Muitos são grandes e vistosos, outros são tão grandes que nem se vêem.
Se quiserem saber mais sobre genes e A.D.N vejam:
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Danni carlos - Coisas que eu sei
Danni carlos - Coisas que eu sei
Eu quero ficar perto
De tudo o que acho certo
Até o dia em que eu mudar de opinião
A minha experiência
Meu pacto com a ciência
Meu conhecimento é minha distração
Coisas que eu sei
Eu adivinho sem ninguém ter me contado
Coisas que eu sei
O meu rádio relógio mostra o tempo errado
Aperte o play
Eu gosto do meu quarto
Do meu desarrumado
Ninguém sabe mexer na minha confusão
É o meu ponto de vista
Não aceito turistas
Meu mundo ta fechado pra visitação
Coisas que eu sei
O medo mora perto das idéias loucas
Coisas que eu sei
Se eu for eu vou assim não vou trocar de roupa
É minha Lei
Eu corto os meus dobrados
Acerto os meus pecados
Ninguém pergunta mais depois que eu já paguei
Eu vejo o filme em pausas
Eu imagino casas
Depois eu já nem lembro do que eu desenhei
Coisas que eu sei
Não guardo mais agendas no meu celular
Coisas que eu sei
Eu compro aparelhos que eu não sei usar
Eu já comprei
Ás vezes dá preguiça
Na areia movediça
Quanto mais eu mexo mais afundo em mim
Eu moro num cenário
Do lado imaginário
Eu entro e saio sempre quando eu tô afim
Coisas que eu sei
As noites ficam claras no raiar do dia
Coisas que eu sei
São coisas que antes eu somente não sabia...
Agora eu sei...
sexta-feira, 11 de janeiro de 2008
Nirvana e Kurt cobain - Came as you are
Nirvana - Come As You Are
Come as you are, as you were, as I want you to be.
As a friend, as a friend, as an old enemy.
Take your time, hurry up, the choice is yours, don't be late.
Take a rest, as a friend, as an old memoria
Memoria
Memoria
Memoria
Come doused in mud, soaked in bleach, as I want you to be.
As a trend, as a friend, as a old memoria
Memoria
Memoria
Memoria
Chorus:
Well I swear that I don't have a gun
No, I don't have a gun
No, I don't have a gun
--Instrumental--
Memoria... Memoria... Memoria... Memoria...
Chorus:
And I swear that I don't have a gun
No, I don't have a gun
No, I don't have a gun
No, I don't have a gun
No, I don't have a gun
(Memoria...Memoria....)
Come As You Are Tradução (Venha Como Você É)
Venha como você é, como você era
Como eu quero que você seja
Como um amigo, como um amigo
Como um velho inimigo
Venha no seu tempo, se apresse
A escolha é sua, não se atrase
Descanse como um amigo
Como um antiga memória
Memória
Venha afundado na lama, embebido em pureza
Como eu quero que você seja
Como uma tendência, como um amigo
Como um velho inimigo
Memória, memória
Memória
E eu juro que não tenho uma arma
Não, eu não tenho uma arma
Não, eu não tenho uma arma
terça-feira, 8 de janeiro de 2008
Não caminhes
"Não caminhes diante de mim, posso não seguir-te. Não caminhes atrás de mim, posso não guiar-te. Caminha ao meu lado e simplesmente sê meu amigo."
Andain Beautiful Things
Andain - Beautiful Things
Got up early, found something's missing
My only name.
No one else sees but I got stuck,
And soon forever came.
Stopped pushing on for just a second,
Then nothing's changed.
Who am I this time, where's my name?
I guess it crept away.
No one's calling for me at the door.
And unpredictable won't bother anymore.
And silently gets harder to ignore.
Look straight ahead, there's nothing left to see.
What's done is done, this life has got it's hold on me.
Just let it go, what now can never be.
I forgot that I might see,
So many beautful things.
I forgot that i might need,
To find out what life could bring.
Take this happy ending away, it's all the same.
God won't waste this simplicity on possibility.
Get me up, wake me up, dreams are filling
This trace of blame.
Frozen still I thought I could stop,
Now who's gonna wait.
No one's calling for me at the door.
And unpredictable won't bother anymore.
And silently gets harder to ignore.
Look straight ahead, there's nothing left to see.
What's done is done, this life has got it's hold on me.
Just let it go, what now can never be.
Now what do I do?
Can I change my mind?
Did I think things through?
It was once my life
It was my life at one time.
segunda-feira, 7 de janeiro de 2008
Tiesto - Just Be
Dj Tiesto - Just Be lyrics
Artist: Dj Tiesto
Album: Just Be
Year: 2004
Title: Just Be
I was lost and i'm still lost but i feel so much better
You can travel the world but you can't run away
from the person you are in your heart
you can be who you want to be
make us believe in you
keep all your light in the dark
if your searching for truth
you must look in the mirror
and make sense of what you can see
just be
just be
they say learning to love yourself
is the first step
that you take when you want to be real
and flying on planes to exotic locations
won't teach you how you really feel
face up to the fact that you are who you are
and nothing can change that belief
just be
just be
cause now i know it's not so far to where i go
the hardest part
is inside me
i need to just be
i was lost and i'm still lost but i feel so much better
[Just Be Lyrics on
http://www.lyricsmania.com/ ]
sábado, 29 de dezembro de 2007
Sempre assim (2000)
Sempre assim. Todos os dias a nossa atenção recai sobre a mesma coisa, o mesmo problema, o fulcro da questão, não nos deixando evoluir, porque estamos a tentar superar sempre o problema que não é ultrapassado. Um ciclo que não parece ter fim.
É à luz de uma lâmpada frouxa que as ideias flúem. Faz-se uma pausa quando calha, não se sabe a sua duração. Também é preciso apreciar o vazio, e ele é grande.
Cada um é único e irrepetível. Cada um tenta passar desapercebido, no meio dos outros, sinal que não é diferente, e ao mesmo tempo tem o desejo de ser (re) conhecido.
Lembro-me daqueles dias chuvosos ou ensolarados, frios ou quentes, em que passo na cama a ouvir estas músicas [os sons da minha vida].
Lembro-me daquelas noites em que a inspiração vinha e até parecia que dizia alguma coisa com sentido… no papel.
De lembranças sou feito, boas e más, como as de todos.
Lembro-me…
de que todos os dias me parecem iguais, não passo da cepa torta.
[…] do que perdi, e que tanto sentido deveria ter, mas que se perdeu para sempre. ]
da imposição do ‘EU’ por parte das pessoas perante os outros. […] Os ‘EUS’ estão sós e querem afirmar-se.
Porque será que exteriormente estamos a mudar e por dentro continuamos na mesma?
O mundo é composto de tantas pessoas que facilmente um é esquecido.
Tantas e tantas ideias que flúem na mente não se conseguindo verbalizar coerentemente. É tremendamente cansativo sentir o mundo com esta intensidade desmesurada e não conseguir dar-lhe vazão, é só absorver os estímulos que nos rodeiam.
E tu? Entras plácido por entre essas janelas fechadas, irrompes pela cozinha adentro como que trazendo uma mensagem do infinito, neste preciso momento. És um sinal para mim. Tal como tu neste momento, os sinais sucedem-se noutras ocasiões, a quem os entende. Sinais despercebidos ao comum dos mortais. Um brilho de um raio de sol numa ocasião espaço - temporal impensado. E a minha razão pensa em probabilidades dos acontecimentos. A probabilidade desse momento foi única, é um sobre infinito. Tenho pensado, por vezes, em que um acontecimento pode influenciar outro acontecimento num lugar mais ou menos próximo de onde se deu o primeiro , por hipótese. Todos somos influenciados pelos outros assim como nós os influenciamos, o mesmo sucede com os actos que fazemos.
Vejo a minha vida a passar em relances perante os meus olhos. E o que vejo é uma luta constante entre o optimismo e o pessimismo [ de relances é composta a minha vida].
segunda-feira, 17 de dezembro de 2007
Dia Glorioso
Neste Dia Glorioso, que nasce com todo o seu esplendor, entro no cubículo da minha alma, onde mora a minha dor. Este sítio recatado, sombrio e frio, onde eu moro e tenho vivido grande parte dos meus dias, nunca ninguém lá entrou, ninguém me conhece. Por uma janela, plena de esperança, raiam com fulgor alguns fotões que penetram ao fundo do espírito demonstrando uma esperança cada vez mais débil, assim, como o passar do tempo. E eu daqui, altivo como um Deus, no abismo mais profundo, renovo o meu sentir, alargo o meu olhar. Eu estou firme no meu posto, mas vacilo a cada passo que tento dar, como se cego eu fosse. Sei que o meu Dia está próximo, fujo dele a 70 vezes 7 pés, mas ele cerca-me para onde quer que eu me dirija. Trago o trunfo na manga, aquele que eu estarei prestes a deitar, quando a vida me quiser completamente sufocar. Trago a noite do Universo num dos meus bolsos, aquela imensidão que me há-de acalmar, o dia terreno que é límpido e colorido no outro, para alvarmente me cobrir e a tua conduta enganar.
Por ti estou aqui, hoje. Sim, por ti. Por tua causa eu estou aqui, agora, Glorioso como o despertar, rarefeito como o sol – pôr, momentos únicos que jamais irão voltar de tão presentes se encontrarem. Tu, que de dor me fazes jorrar, e mesmo depois de o sangue se esgotar, ainda água terei para dar. Sim, crucifica-me. Eu vejo a ira que vai na tua alma, filho da desgraça, porque antes de teres nascido já Ele o era, e eu mais não sou que um suspiro da Sua imensidão, incomensuravelmente pequeno e finito, mas com uma ambição, de ao lado direito Dele ficar, na expectativa de ver a justiça do Seu sofrimento te açambarcar. E mesmo assim, apesar de tudo, amo-te, amo-te como ninguém jamais te amou, mas foi precisamente isso que me trespassou. Em todo o amor que demonstras sem fim, toda a ira que em ti mora por mim, é revelada mesmo sem dizeres nada. Eu não vejo, eu sinto, e a quem sente jamais podes enganar, somente a quem se fia no olhar. A aparência é que te dá poder, é que te faz, mesmo, mover? Pois eu digo-te é por ela que tu irás sofrer. Tu sofres por o que vês, és falso. Eu sinto, pelo que sofro…
Mas há mais. A tua indiferença faz-te forte, o teu sadismo dá-te prazer, mas ainda há uma palavra a dizer, antes que se esgote este alvorecer. Pai, eu faço parte da natureza que me envolve, da imensidão que jamais conseguirei abranger, mesmo com o meu sentir infinito. E não posso pactuar com a conduta de quem dessa natureza me quer afastar, dessa crença profunda que de mim jamais alguém irá arrancar, os meus inimigos, alvos a desvendar e a destronar, porque ninguém é Rei senão Tu, eterno e perfeito, porque acredito que Tu és o Bem – eu sei-o, porque eu vi o mal – Tu és o equilíbrio, e ai reside a perfeição, Tu és a essência da vastidão. E eles, castelos na areia, reis da destruição da harmonia, marginais sós, que culpam outros seus irmãos pela sua própria condição, que se rebelam contra Ti, fonte de toda a criação, como se em Ti morasse a culpa da sua falta de orientação. Por ti, pai, eu estou aqui, mas já estava escrito nos astros, a minha passagem por este mundo, e já está escrito no mais profundo do vácuo o meu destino. E o meu destino é Ele, Ele faz parte de mim, eu sou uma ínfima parte Dele, igual a tantos outros como tu, na minha massa, mas dos maiores na descoberta Dele. Eu tentei fazer-te meu amigo, tentei mostrar-te onde erravas. Porque me fechaste a porta? Porque me revoltaste contra a natureza que me envolveu e me acolheu e me fez crescer, aprender, e me alimenta e me faz sobreviver? O teu egoísmo há-de destruir-te, pois as aparências enganam.
Inimigos, achais-vos superiores? Achais que eu é que estou errado? A erva daninha prospera nos solos, mas a beleza não é destruída por ela, a beleza transcende o óbvio. Caí por terra enquanto é tempo, vê -de o mal que fazeis, não sigais contra o que de genuíno sentis, acreditai no regresso à inocência. Podeis vencer esta guerra contra mim, mas nunca vos será perdoado a perda que provocares, o Equilíbrio que me rege será a vossa destruição e ninguém mais terá culpas disso, a não ser vós que não acreditastes. A culpa reside naqueles que lhes foi Mostrado e não acreditaram.
Saco do meu bolso, este meu dia terreno e lanço-o sobre vós. O Dia Glorioso está à vossa frente, defronte de mim somente, é uma questão tempo, se houver medição para esta passagem. A luz foge, mas ainda me resta o meu outro bolso…
segunda-feira, 3 de dezembro de 2007
Mundo actual: Independência, individualismo e egoismo
Concordo que o mundo actual seja de uma maneira geral, principalmente a parte do mundo economicamente e socialmente mais desenvolvida, egoísta e individualista. Penso mesmo que talvez seja o individualismo que pode despoletar o egoísmo. Acho que é a ‘independência’ o conceito primário que traz consigo esse individualismo e de seguida como efeito secundário, pode-se assim dizer, o egoísmo. Temos que por definição que INDEPENDÊNCIA significa liberdade, autonomia; INDIVIDUALISMO significa isolamento do indivíduo num conjunto ou sociedade (1) ou ainda é uma teoria que sustenta a preferência do direito individual ao colectivo (2); EGOISMO significa amor exclusivo da sua pessoa ou dos seus interesses. Não será propriamente na ' independência ' que está o mal ou onde reside o problema. É bom que cada ser humano tenha independência, independência social e económica, isso faz parte do direito natural que o ser humano tem que é o de ser livre, ter liberdade, e isso não existirá sem a tal independência. Para mim não pode haver ' individualismo ' sem ' independência '. E dada a independência que o mundo moderno vai permitindo a cada vez mais gente, o individualismo tornou-se num caminho fácil de seguir, há mesmo uma cultura do individualismo. Segundo a segunda definição que está em cima e que encontrei no dicionário (2), realmente estamos num mundo economicamente evoluído em que o direito individual é exacerbado, muitas vezes como se uma pessoa (certas pessoas) tivesse (tivessem) mais direitos que o seu próximo. Existe todo um antropocentrismo que continua a crescer e que tende a transformar a ‘independência’ necessária de cada homem num individualismo egoísta. O ser-se individualista, segundo a primeira definição (1), deveria ser na maioria das vezes uma opção que deveria ter cada pessoa independente segundo a suas características pessoais (personalidade, outras). Mas nas sociedades mais avançadas isso tornou-se na única opção a que as pessoas têm que aderir dada a cultura do individualismo que se instalou e que depois transforma muitas pessoas em egoístas (por isso digo que o egoísmo é um ‘efeito secundário’). É essa cultura a que promove o egoísmo em vez do altruísmo, essa cultura que leva as pessoas a olhar só pelos seu interesses, que podem passar pela satisfação de acumular bens e/ou explorar e/ou passar por cima de outras pessoas sem olhar a meios e que leva a que não se ame o próximo abnegadamente, a que se olhe o próximo como objecto (mais um nas suas vidas). Dentro desta cultura estão pessoas (em minoria com certeza) que não se adaptaram ou não se adaptam e que têm um défice mais ou menos acentuado de independência social (acompanhado muitas vezes de défice de independência económica, o que piora as coisas) e que leva a que se auto – marginalizem e/ou que os marginalizem a outra parte da sociedade (os que estão integrados na cultura individualista egoísta por exemplo). Daí que as pessoas da outra parte pareçam egoístas (porque na realidade há efectivamente muitos que os são) a quem está na minoria. Mas há também muita gente individualista altruísta, só que muitas vezes só vemos o lado obscuro dos conceitos. Tudo está em nós, na maneira como nós sentimos. Muitas das vezes somos nós que nos sentimos mal e afastamo-nos dos outros sem nos aperceber e somos nós que estamos a ser egoístas e parecem ser os outros a sê-lo. Há que ir aprendendo com o tempo a interpretar as coisas como elas na realidade são, a separar o trigo do joio, o bom do mau. Ser-se independente é um direito, pelo qual devemos lutar. Apesar de haver uma cultura individualista predominante, também existe o oposto, uma cultura sociável. Ser-se sociável egoísta ou sociável altruísta, individualista egoísta ou individualista altruísta é uma opção que depende de vários factores intrínsecos e extrínsecos e somos o que somos por causas que nos ultrapassam. E para dizer a verdade, acho que tem de haver de tudo no mundo. Não paremos de procurar o nosso lugar no mundo que pode hoje ser aqui, como amanhã noutro lado.
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