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sexta-feira, 2 de abril de 2010

Mike & The Mechanics - The Living Years Lyrics

 






Every generation
Blames the one before
And all of their frustrations
Come beating on your door

I know that I'm a prisoner
To all my Father held so dear
I know that I'm a hostage
To all his hopes and fears
I just wish I could have told him in the living years

Crumpled bits of paper
Filled with imperfect thought
Stilted conversations
I'm afraid that's all we've got

You say you just don't see it
He says it's perfect sense
You just can't get agreement
In this present tense
We all talk a different language
Talking in defence

Say it loud, say it clear
You can listen as well as you hear
It's too late when we die
To admit we don't see eye to eye

So we open up a quarrel
Between the present and the past
We only sacrifice the future
It's the bitterness that lasts

So Don't yield to the fortunes
You sometimes see as fate
It may have a new perspective
On a different day
And if you don't give up, and don't give in
You may just be O.K.

Say it loud, say it clear
You can listen as well as you hear
It's too late when we die
To admit we don't see eye to eye

I wasn't there that morning
When my Father passed away
I didn't get to tell him
All the things I had to say

I think I caught his spirit
Later that same year
I'm sure I heard his echo
In my baby's new born tears
I just wish I could have told him in the living years

Say it loud, say it clear
You can listen as well as you hear
It's too late when we die
To admit we don't see eye to eye














Fonte: Internet

Fugacidades [do pensamento]

Continuam chegando até mim pessoas, o meu blog continua a ser visitado, fugazmente. Ah, podem não ser muitas, e até podem estar de passagem, mas elas levam-me com elas. Não são muitas, mas não é propriamente a quantidade que interessa, é a impressão que vamos causando, quando não no imediato, no futuro, o que é melhor ainda. A vida é um todo, não é um momento somente. E o que perdura e subsiste é o que interessa e realmente vai marcando. Não é só o que é imediatamente observado e que é facilmente absorvível que é o que é verdadeiro, a verdade e a genuinidade esconde-se atrás do óbvio, nesta promiscuidade imensa, neste mundo. Quanto temos que trilhar para poder chegar lá! A interacção entre o que fomos e o que nos estamos a tornar a cada momento que passa dá-se constantemente. Eu sou um ser fugaz e perene, por vezes fico contente por isso e por vezes isso dá-me uma imensa tristeza. Quando penso que perdi algo, e se foi injustamente, isso provoca-me um vazio. A complexidade pode ser maravilhosa, mas o medo de me perder dentro dela é imenso. O meu gosto pela vida e por tudo o que sinto ou imagino é transversal. Eu não sou de maneira nenhuma uma pessoa linear. Esta transversalidade da vida tem-me levado a gastar mais energia, muita mais do que gastaria se eu fosse linear nos meus gostos, mas tenho descoberto e tenho sentido o gosto de sentir a generalidade de tudo o que consigo abranger. Não sou o maior, sou o que sou segundo aquilo que me envolve. Não sou uma pessoa que adira a ideais facilmente, que vá atrás de modas, ou de outras pessoas sentimentos fáceis de união falsa. Eu sou apenas eu, um ser pequeno no meio de tantos e tantos seres, diferente de todos eles e único na maneira de sentir, mas que estou envolvido no meio desta malha que nunca conseguirei compreender por mais que tente e por mais que consiga compreender. Tenho momentos melhores e piores. Tenho alegrias e tristezas. Compreendo que tudo tem que mudar, mas tenho medo de não conseguir acompanhar essa mudança, apesar de tender a aceitar que irei ficar para trás a pouco e pouco em coisas que queria que durassem mais tempo. Compreendo que estamos sós no meio da ilusão da vida, eu sinto-me como tal. As ligações humanas são fantásticas e é bom conhecer pessoas que nos complementam, mas este mundo é mesmo estranho, por vezes as pessoas são estranhas e isso é bom, mas por vezes são estranhas e isso é mau. As pessoas falam que é necessário proteger o mundo, para o futuro das gerações, mas ninguém abdica de ser um motor das causas de destruição, ninguém quer abdicar do conforto que tem. A vida é estranha, a cultura que os homens têm é estranha, eles lutam entre eles, querem ser donos do conhecimento e ser os maiores e dominar os outros. A vida é mesmo estranha. Eu também sou assim, nasci no meio dos homens e sou de carne e osso como eles, sou um humano, sou um ser vivo desta terra. Eu quero ter conforto, e não quero abdicar desse conforto se isso for imprescindível para a minha sobrevivência, eu preciso de conforto para poder viver mais tempo. A sobrevivência é pelo que lutamos por mais avançada que seja a nossa cultura ou a nossa mente. Queremos influenciar os outros, ter um poder de os por a trabalhar para nós de sermos os detentores da sabedoria, do que faz girar todo este Universo. As pessoas, na verdade não constroem somente, elas destroem muito mais e exploram e gastam e desgastam este mundo de uma maneira sem controlo, gastam esta terra que é de todos, mas é a sobrevivência e o gosto por ir sempre mais alem que provoca o impulso de continuar a gastar sem reciclar e a querer viver tudo numa vida. O que as pessoas hoje em dia procuram, talvez como sempre procuraram foi cultivar a personalidade, a influência, o conhecimento do mundo, a beleza. A ilusão que se cria do mundo hoje é enorme. As pessoas vão atrás umas das outras. Muitas pessoas precisam de ser guiadas, mas como sabemos quem nos pode conduzir bem e se há um caminho correcto? Ou se simplesmente o nosso caminho é o correcto, seja ele qual for? O sofrimento é pungente, mas inerente ao homem, mas eu não vou pagar por aqueles que querem fazer mal a eles próprios, eu não quero fazer-me sofrer mais do que o sofrimento que o destino me faz ter. Eu quero bem-estar e preservação do ambiente que me envolve. Mas tudo isto que digo é tão relativo, as coisas são tão estranhas, a vida não nos diz claramente o que é certo ou não, e sou tão perene para compreender tais coisas. As coisas repetem-se vezes e vezes sem fim, a história repete-se vezes e vezes sem conta na nossa memória, só assim conseguimos preservar as memórias do conhecimento. Quantas coisas não repetimos sem nos darmos conta, quantas coisas sem fim. O homem quer mais e mais sem fim, sem conseguir parar, é compulsivo. Estamos num mundo dos direitos humanos, onde esses direitos não chegam a todos, porque apenas alguns os sabem reivindicar. Como gostaríamos de voltar para a inocência, como gostaríamos de reviver o clímax, o auge do prazer sentido, a genuidade da vida que parece perdida e a tentamos encontrar novamente. Porque tem de ser tais momentos passageiros e não podem durar bastante mais? De que adianta a rebelião destrutiva que nasce em certos homens, porque não são eles clarividentes para terem uma rebelião construtiva? O mundo teve um princípio e vai ter um fim por mais que queiram suster este mundo muitos, como eu. O mundo é para se usar, se bem que havia de ser usado em respeito por todos. Mas as pessoas não compreendem, as pessoas … eu não compreendo por vezes, e outras vezes pareço compreender. Já não cimentamos valores e amizades, o mundo tende a diluir-se. Toda proximidade das pessoas, a pertença a um grupo tende a diluir-se numa idade de solidão que não tem de ser propriamente de tristeza. Caminho inexoravelmente para o meu fim, caminho e não sei porque caminho, mas sei que tenho que caminhar. Caminho a leste, mas caminho, caminho só, mas continuo a caminhar, na fé de que há um Deus que me tem.

quinta-feira, 25 de março de 2010

A música e o sentir

Reservo um pouco do tempo que me resta para escrever. Neste momento que tento escrever não observo nem sinto, quase que nem penso como se tudo o que passa na minha se evadisse quando o tento transmitir. Sei que isto acontece vezes sem conta, e consigo algumas vezes chegar a onde quero chegar, mas sempre por caminhos alternativos e frequentemente bem mais complicados. Questiono-me constantemente por que o faço, e vou encontrando respostas na minha vida que por sua vez também não as consigo dizer, transmitir, facilmente, alem de que talvez elas só façam sentido para mim.


Estou a ouvir George Michael, um cantor célebre dos anos 80 e 90 para quem não sabe, e ainda teve músicas de sucesso neste milénio mas que se diluem com a existência de outros bons músicos. Estou a pensar, ‘realmente este homem tem uma voz e um dom especial para a música’, assim como por vezes observo noutros músicos, se bem que dizer isto possa ser relativo para muita gente [talvez me pareça tal a mim porque me habituei a ouvi-lo]. Mas este músico em particular, estava aqui a pensar, que primeiro diziam que era gay e, agora, julgo ser assumido, assim como há outros assumidos, como Elton John, músicos de grandes sucessos que têm grandes vozes e grandes músicas, mas que são gays. E, no entanto, não se lhe pode retirar o mérito que tem e o sucesso que tiveram e podem continuar a ter, apesar de terem optado pela vida que levam privadamente. A mim faz-me confusão o facto de os homens gostarem de homens e mulheres gostarem de mulheres, como que isso significa para mim ser ‘contra-natura’, e realmente vai contra a lei da existência animal, da continuidade das espécies. Só mesmo o homem para transformar tudo o que devia ser lei, e compreendo um pouco que possa acontecer certos casos, mas se não fosse a comunicação que existe hoje nunca teria imaginado que o mundo poderia ser tão diferente de como eu o sinto. Mas quero eu reafirmar que tendo ele, George Michael a vida privada que tem, tendo ele os gostos que tiver, ele tem boas músicas, assim como Elton John, e falo como amante da música e segundo aquilo que posso compreender, que se calhar é muito acima da média, modéstia à parte. Cresci com estes sons destes homens, e nem por isso me tornei gay, mas eles deram-me um sentido apurado para a música. É claro que eles foram alguns entre tantos, e talvez eles tenham sido dos mais marcantes daquelas épocas, eu estava a crescer, as músicas eram passadas nas rádios constantemente, eram o nascer de uma nova aurora, a aurora audiovisual, aquela dos anos 80 e 90, aqui no meu Portugal, num mundo que eu descobria paulatinamente, numa imensa vontade de viver. E aqueles sons que para muita gente não dizem nada, porque nunca se habituaram a ouvir tais músicas, ou agora, porque não são do seu tempo (de agora), ou ainda porque simplesmente não são fanáticos por música, para mim são os alicerces da minha vida. E no entanto eles são gays ou tornaram-se. Mas eu aprendi a sentir com o coração o mundo que me envolve, no caso da música eu sinto-a com o coração antes de tudo, depois o que o músico é ou como apresenta o seu vídeo musical ou ainda o que faz se vier a saber o que faz, não alterará o valor da música, porque a música, o sons musicais são analisados puramente. O bom sentir é um sentido que todos tem, mas que muitas vezes anda camuflado por outras coisas da vida, talvez outras maneiras de sentir e julgar, peremptoriamente a maior parte das vezes, o que se passa no mundo, ou porque não se quer aceitar aquilo que é melhor do que nós, aceitar o que é a realidade das coisas, o sentimento de beleza Universal. Isto é o mesmo que dizer numa metáfora: Há um bolo para apreciar e ao mesmo tempo há whisky para apreciar; eu apostaria que o ‘sentimento Universal’ diria que o bolo é bom e o whisky é mau, pelo sabor. Mas sei e compreendo que há culturas que se enraízam em certos homens e que lhes leva a dizer que whisky é que é bom e o bolo é uma grande porcaria, e preferem ingerir o whisky a comer mais bolo em detrimento do whisky. O que é bom é sempre bom, em qualquer lugar, porque o sentir dos homens tem um denominador comum, a raiz do sentimento humano é única, simplesmente o homem quer – ‘ou a natureza impele-o a’ - transgredir a sua natureza sentimental, cria culturas desastrosas que acabam por ter seguidores incautos ou desinformados que entram por uma vida que sem querer escolhem, não pelo supremo bom gosto Universal, mas por causa última de uma cultura que se cria em redor de certos hábitos. Mas o homem vive e sobrevive, incrivelmente. O organismo reitera constantemente a sua capacidade de auto-regeneração. Mas a vida é como é, não fui eu que a inventei, não fui eu que inventei ou invento regras, só me é permitido jogar, nem que as regras sejam as mais estranhas. Hoje em dia, a música está a tornar-se uma banalidade, qualquer dia todos nascem com uma veia musical e têm a hipótese de fazer grandes músicas, mas talvez já não tenham a ‘universalidade’ que tiveram estes e outros músicos dos míticos anos 80 que fizeram parte do imaginário de massas. Tem e terão mais hipótese de divulgação mas serão, como parece que estão já agora a ser, abafados pela imensa comunicação emergente que se a evolução continuar, apenas mais uns músicos de talentos.

quinta-feira, 11 de março de 2010

Escrita sem destino









Começo de novo esta escrita sem destino, sobre o tempo que me resta, mas que tende a nunca mais ter fim, como se fosse uma história interminável. O tempo foge e energia dissipasse, e eu tento utilizá-la com método, porque sei cada vez mais o quão precioso são esses dois conceitos no nosso sistema perene, o nosso ser, o nosso organismo, o corpo humano. Sou um ser evasivo, assim me tornei pelas vicissitudes da vida. Senti-me na mais profunda solidão e abismo, e não quero com isso dizer que não haja ou tenha havido pessoas que estão, ou estariam, mil vezes pior do que eu. Mas a minha dor parecia tão sem razão [que fiz eu de mal para me sentir assim? perguntava], a minha dor, a minha decepção com a vida e com quem me é mais querido, ou era [porque nunca se sabe quem nos é mais querido, eu não sei]. Mas sei agora que cai ou pode cair sobre nós [em mim caia] o peso e/ou o jugo da questão da subsistência, a capacidade de nos conseguirmos governar [de me conseguir governar e sobreviver e perceber as regras do jogo da vida que está em voga] e a capacidade de ser emocionalmente livre. Senti-me emocionalmente sequestrado, e fisicamente paralisado, apesar de, na verdade, não estar paralisado fisicamente. Mas digo-vos, que se a mente não está livre, se a mente está em baixo, o organismo também não responde bem, apesar de parecer que tudo está bem fisicamente. A existência de uma ligação ‘corpo - mente’, essa dualidade que não passa uma sem a outra, é indubitável, pelo menos deve sê-lo. Com tudo o que passei aprendi muito, as dificuldades aguçam o engenho, e vi muito mais do que aquilo que algum dia pensaria ver, apesar de ambicionar tal fasquia. Tive muita sorte na minha vida, apesar de tudo, e isso também eu o pedi à vida, a um Deus em que acreditava, ao Universo, como se queira interpretar. Não estou livre de cair novamente, se bem que muito depende de nós para nos mantermos na mó de cima, mas há uma imensa parte que não depende de nós, pelo menos directamente. Por vezes pergunto-me para que servirá esta aprendizagem ao longo da vida, se um dia nos vamos para a inexistência, plenos de saber e conhecimento e experiência, restando pouco daquilo que algum dia fomos [ou será que restará a semente, os filhos existirão nas gerações até quando Deus quiser] além de que provavelmente pouco perdurará no tempo e no espaço que nos identifique. Todo este saber serve para irmos sobrevivendo, vivermos um pouco mais, é certo, e isto parece uma banalidade para muitas pessoas. Mas o mundo renova-se e continuará a renovar-se até ao infinito, tomando constantemente novas formas, até não haver mais formas possíveis. Pensamos que o mundo [eu pensava] era uma realidade estável e que pode ser aprendida e, uma vez aprendida, serve para toda a nossa vida. Mas o mundo modifica-se, e a mentalidade humana modifica-se muito mais depressa ainda, e não vou medir essa velocidade de mudança, pelo menos para já. Por mais que nos custe, este mundo é uma passagem, cheia de invenções, invenções de novas realidades, construídas pelo homem, invenções humanas. Eu imaginei Deus, aquele Deus que me foi dado pela religião Cristã, durante toda a minha vida. Neste momento consigo sentir aquilo que era, esse Deus, para mim: um ser omnipotente que olhava para mim como um ser especial, que protegia todos os seres que mereciam ser protegidos, como se houvesse seres que não merecessem ser protegidos. Eu tive que reformular esse conceito de ‘Deus’ que me foi dado ao longo da minha infância. Eu continuo a reformulá-lo e a questioná-lo e a analisá-lo à medida que o tempo passa na minha vida. E eu consigo ver mais além neste momento, e nunca tive tão perto do conceito dele como estou agora. Eu acreditava que havia uma razão que me protegia e fazia viver. O Deus que me foi dado era a razão [É estranho como eu acabo sempre por abordar o tema de Deus sempre que escrevo e trato de abordar os meus sentimentos aqui]. Ele me protegia e dava vida como se eu fosse um ser especial. Se existe ou não eu não consigo responder cabalmente ainda, mas que a minha vida foi abençoada e permitida fosse pelo que fosse isso não o posso negar. Já vivi muito mais do que poderia ter vivido, já aprendi muito mais do que alguma vez sonhava aprender, já mudei muito mais do que alguma vez pensava mudar. A razão…? Continuo na busca das minhas respostas enquanto essa razão me permitir continuar a viver. Houve um certo momento de tempo em que eu me dei conta que tinha de mudar de paradigma na minha vida, e isso deu-se não há muito. Eu ouvi da boca de um ilustre neurobiólogo, António Damásio, numa entrevista que lhe fez a Judite de Sousa, no programa televisivo chamado ‘A grande entrevista’, uma frase chave que me fez questionar acerca daquilo em que acreditava, daquele muro que não me deixava ver mais além. E a essência das suas palavras foram estas: ‘A natureza age com indiferença [em relação aos seres] ‘. E não é pela pessoa em si que eu transcrevo o que ele disse, mas pela ideia que se recheou, naquele momento, em mim, a luz de um novo caminho a ser explorado e que me fez colocar uma hipótese imediatamente que tenho testado no dia-a-dia da minha vida; e a própria pergunta é a hipótese que está a ser testada, e, para a qual tenho encontrado respostas e coerência nessas respostas: A natureza agirá, mesmo, com indiferença sobre os seres? Pergunto. Por vezes nas respostas que encontro, vejo uma ambivalência entre os conceitos de Deus, que eu tão bem conheço, e sinto em mim, alem do que diz a Bíblia Dele, e a tal chamada ‘indiferença’ com que age a natureza. Diria mesmo que sinto que no futuro conseguirei conciliar mais a ideia que tenho em mim do Conceito de Deus e da acção aparentemente ‘indiferente’ que a natureza [natureza essa, que faz parte desse mesmo conceito de Deus]. É que para mim a natureza não age de maneira tão indiferente quanto António Damásio disse. Se assim fosse, eu não estaria aqui neste momento a dizer estas palavras, porque a natureza se revelou tão adversa para mim. Eu pedi a Deus ou ao Universo que me mostrasse uma saída para aquilo que eu sentia, para a situação de impasse em que me encontrava, e a verdade é que contra as expectativas e evidências que o futuro agourava para mim, que eu tão profundamente sentia (e que me diziam que não conseguiria sair dali) eu sai, eu vim à tona da água. Pelo que me considero uma prova viva de que existe algo incomensuravelmente maior do que alguma vez algum homem mais sábio do mundo possa imaginar. Se não existisse algo mais [mesmo que não lhe queiras chamar Deus podes chamar ‘algo mais’] quanto mais não me poderia ter acontecido quando perdi o controlo total da minha vida, quando eu não conseguia ver a saída, quando finalmente vejo que tenho ainda saída e posso encontrar a paz do meu espírito. É obvio que eu poderia já não existir, mas existe um segredo que eu não conheço que me deixou continuar. Será mesmo fruto do acaso tudo isto que se passa? Também coloco essa resposta nas minhas hipóteses, de que tudo é obra do acaso. E se assim for, Deus ou ‘algo mais’ não existirá, por mais que me custe a negar um conceito que me enraizaram e cultivaram em mim e que me pode destruir, sei-o. Mas se tudo for obra do acaso, se a natureza agir com indiferença, há muita coisa por explicar nesta vida. Os espíritos lutam pela sobrevivência, não tenho dúvida disso. O mundo de amor e paz entre os seres, de perfeição e de equilíbrio, segundo a religião pode muito bem ser mais uma invenção do homem que por sua vez criou a religião como tem criado muitas outras ideias e conceitos, que apenas servem para a união de um certa legião de homens. E se Deus foi uma invenção do homem, que inventou um ser omnipotente, logo feito à sua imagem [Deus feito à imagem do homem] e não o contrário [o homem à imagem de Deus], que restará do homem que acreditou naquilo que outros lhes fizeram erroneamente acreditar? Mas vejam que tudo isto são hipóteses que procuram respostas. Com perguntas ou sem elas, com Deus ou sem Deus a vida é para a frente. Senti, neste momento, que talvez só o presente exista. Aquilo que sentimos neste momento, cada um de nós, à sua maneira, segundo aquilo que cada um vê do mundo, é a sua realidade, e essa é a que interessa objectivamente. O passado é cultura, e tudo o que foi e existiu desapareceu e é reinventado pelos espíritos que aparecem nesta terra, no momento presente para esses espíritos.


terça-feira, 19 de janeiro de 2010

A inteligência é uma forma de conhecer novos mundos









        A inteligência é uma forma de conhecer novos mundos. Com inteligência descobrimos mundos inefáveis e intrínsecos a nós próprios e mundos extrínsecos a nós próprios e damos ordem e forma ao mundo concreto que seria invisível aos nossos olhos, ou pelo menos incompreensível. A inteligência é o sistema intermediário, o interface que nos permite conhecer os dois mundos, os dois sistemas, e também constitui uma ponte que liga os dois que viveram separados durante tanto tempo. A ‘inteligência’ é um conceito relativo. Podemos ser inteligentes na escrita e criação de um texto e sermos ‘inteligentemente fracos’ na formação de uma música, por exemplo. Podemos compreender inteligentemente a mecânica de um carro e saber trabalhar nessa mecânica e não perceber nada da mecânica dos sentimentos e emoções. Podemos ser inteligentes na navegação e circulação e interpretação pelo/do meio citadino e ser uns perfeitos ignorantes em saber interpretar a natureza e o campo ou vice-versa. Mas podemos ser multi-inteligentes, ser inteligentes de uma maneira transversal, de uma maneira geral. Que nos impede ser isso? Apenas os nossos limites fisiológicos e esquemas mentais que não foram desenvolvidos quando o deviam ter sido desenvolvidos, a cultura que nos limita, a cultura que nos aprisiona. Apenas nos limita a pequenez do que somos, no geral. Acredito em ligações entre o mundo intrínseco, que é o nosso interior, aquilo que sou, e o mundo extrínseco, tudo aquilo que é exterior ao nosso sistema corporal. Acredito que há imensas ligações, muitas mais do que as óbvias: as físicas (que já sabemos que existem naturalmente), em que é exemplo a troca de matéria entre o nosso ser e o mundo externo; as ligações metafísicas que não são tão fáceis de definir, e nas quais me foco, no que concerne à supremacia da inteligência na busca de respostas para ligações que não são visíveis entre sistemas que fazem parte do mundo das ideias, mas que magnificamente, no homem se inter-relacionam fortemente (entre matéria e ideias), há medida que a inteligência aumenta.  Há muito mais para descobrir. Mas também é certo que <<quem muitos burros toca, alguns deixa para trás>>. Julgo que a vida nos força a convergir a inteligência à medida que envelhecemos. Crescemos, e os mais novos crescem num mundo multifacetado, super estimulante que faz com que se desenvolvam inteligências magníficas, ou então faz com que se submetam (como que realçando os dois opostos do que sucede) a um grau de incompreensão que os aprisiona neste mundo eternamente desconhecido. Andamos a toque de magia, para mim, que por vezes me parece um truque que ainda não compreendi. Movemo-nos, pensamos e dizemos coisas que pensamos que somos nós que produzimos e formamos de livre arbítrio e vontade própria, quando na verdade há um sistema imenso, onírico, inefável, transcendental, que regula toda esta nossa evolução de inteligência e maneira de manifestá-la e de nos manifestarmos no imediato. Já o disse, eu saí do trilho do homem comum. Toda a minha vida, que eu revejo em relances de uma inteligência sentimental muito própria e vívida de tudo o que senti, me senti um estranho em casa própria. Tudo o que eu senti, todos esses sentimentos que me queria dominar, eu estive um passo sempre à frente, como testemunho daquilo que eu próprio senti, como se fosse um jogador de xadrez que antecipa na sua mente as jogadas que se irão passar nos momentos futuros, com base na experiência e no presente, o meu presente em particular, resguardando os passos em falso que poderia dar e me conduziriam a uma vida sem saber o porquê do que me movia e onde sei que me perderia. A minha inteligência sentimental introspectiva esteve sempre num nível mais alto do que a própria ocorrência das vicissitudes, e isso me trouxe até aqui como testemunha daquilo que o homem é, e em particular, que eu sou. Parece que eu afirmo a minha inteligência como se fosse um fanfarrão, umas gabarolas que não passa de isso mesmo, não é verdade? Eu sinto essa própria ideia acerca de mim. Com que base  me posso afirmar mais inteligente do que outras pessoas, perguntais? Realmente, não sei se isso que sinto é um privilégio ou uma maldição, e se lhe poderei chamar inteligência sentimental, como gosto de lhe chamar. Tive que tocar e tento tocar ainda muitos burros na minha vida. Muitos têm ficado para trás. Tenho tentado ser transversal na minha maneira de estar no mundo, mas a minha pequenez é evidente. No entanto acredito no poder da inteligência e do pensamento que nos liberta, ou então nos aprisiona dependendo dos momentos da vida, das situações. Acredito de tal maneira no poder do pensamento (apesar de não compreender claramente o mecanismo, o ‘como funciona’), que vejo que no mundo actual, o pensamento em comunidade (social e humana) nos pode levar a ter um poder de manipular o homem. Mas, ver tal poder não significa poder usá-lo, porque não significa que se possui, apenas se tem a capacidade de o ver, e talvez utilizá-lo indirectamente, porque ‘in loco’ é difícil – como exemplo, é como ter uma máquina extremamente complexa, um carro com as mais ultimas tecnologias de ponta e no entanto só saber meter mudanças e andar e conduzir quando ele tem muito mais potencial, ou um computador mais evoluído que existe e no entanto não se conseguir trabalhar com ele plenamente e só se utilizar para falar no Messenger ou ouvir música -. É obvio que vi o filme ‘O segredo’, e nem vou falar para o verem, apesar de já ter feito publicidade ao falar nele, e não me baseio só nele, mas sim em toda a minha parafernália de experiência de que tenho memória. É curioso que antes disso já eu pensava nas coisas que vou constatando neste mundo e que não conseguia compreender. Tenho compreendido coisas que nunca pensei compreender mas tinha esperança de compreender. Mas pensava que isso me iria sentir bem e mais livre, mas pelo contrário, pelo menos para mim, compreender mais e mais tornou-me mais preso e nem por isso me sinto melhor. Ambiciono no entanto ir mais além. Este é o meu vício, compreender (pelo menos tentar – mesmo que não seja através de estudos científicos, porque eu não tenho que demonstrar nada a ninguém que A é causa de B segundo a lei tal e/ou a equação tal), que continuará enquanto eu não atingir um patamar de estabilidade que me permita parar e dizer <<já não preciso disto>>, mesmo que isso (continuar) signifique sofrer, porque sei que se parar sofrerei mais. Para mim basta sentir, e se sinto determinada coisa no meu ser e vejo nexos de causalidade através do que eu sinto, então essa coisa existe. Se a puder demonstrar a alguém que a deseje ver e/ou compreender eu lhe tentarei demonstrar, senão não interessa. Compreender a génese da atitude humana, os sentimentos, é o meu móbil, porque eu sou um ser anormal, como que um extraterrestre que ambiciona compreender esta humanidade que habita a terra. A minha inteligência é diferente, talvez seja tão e somente isso, diferente, mas é uma espécie de inteligência.


sábado, 16 de janeiro de 2010

Aqui continuo













       Aqui continuo eu outra vez. Ainda te lembras de mim? Continuo nesta eterna conversa comigo próprio, o meu monólogo, aquilo que eu sou, no meu caminho, a minha vida. Mas sou o que sou em função do mundo, já o disse, o mundo que me envolve, as pessoas, tudo o que consigo interpretar. E, continuo com as mesmas sensações: por exemplo, sinto que, ao escrever, estou a arrancar algo de mim, sinto que estou a despender energias, energias essas que não voltam. Mas, não consigo deixar de o fazer nem consigo ter maiores forças para parar do que para continuar e sei que não faz outro sentido se não o fizer. Às vezes penso que só queria fazer isto, falar, falar sem parar, ser o melhor em alguma coisa, e já que não posso fazer noutras coisas, era falar, falar… vai tanto em mim… É como que se nos fosse permitido o uso de uma tanta energia todos os dias, e quer a usemos quer não ela se esvai, como se terminasse o prazo de validade no final de um dia, quando necessitamos de repousar. É-nos permitida outra quantidade de energia a seguir ao repouso, com o mesmo prazo de validade, mas a energia que vem tende a ser menor, pelo menos a partir de certa idade, o que não se aplica quando estamos a crescer, no primeiro quarto da nossa vida, em que parecemos conseguir cada vez mais energia à medida que o tempo passa. Primeiro sentimos a energia na massa corporal a fluir, depois temos que fazer uso da energia intelectual, para prosseguir à medida que a energia corporal diminui. Eu, pelo menos sinto que é assim. O tempo esvai-se tão rapidamente (!), ele que segue sem piedade, que não quer que o nosso ser se perpetue. E dói-me o coração à medida que gasto mais energia. Por vezes sinto-me tão fraco de gastar tanta em busca daquilo que o destino não quer deixar alcançar, daqueles sonhos que nascem com a gente, daquilo em que o nosso ser acreditou ser possível atingir naturalmente. As pessoas são tão estranhas, para mim. Acreditei profundamente nelas, mas a profundidade da filosofia revela-me que estamos mais sós do que algum dia poderemos imaginar, e que particularmente, eu, estando só com o meu espírito, neste meu eterno monólogo, de invenção de Deuses, de fé e esperança, só podemos apanhar as palavras e ideias de conforto que nos vão chegando, só podemos consumir este mundo em que habitamos como forma de conforto existencial. Tememos a morte quando temos tanto para usufruir, tememos aquilo que é natural, e no entanto, só conseguimos viver mais plenamente quando a desafiamos e a conseguimos fintar, e, quando sobrevivemos de um terramoto, por exemplo (o do Haiti a 12 de Janeiro de 2010), sentimos uma força a quem chamamos ‘Deus’ que nos salva porque sobrevivemos. Eu pergunto, e aqueles que morreram não foram salvos e não estarão em paz para todo o sempre? O resgate aparece-me como transversal e indiferente. Os que morreram jazem felizes para sempre porque a sua dor se foi para onde originalmente veio assim como a sua matéria corporal irá, e, os que sobrevivem, estão felizes porque continuam na dimensão em que acreditam, porque só sentem o que os sentidos lhes permitem sentir, o que vêem. Eu estou profundamente solidário e empático com tais pessoas em particular, e, no geral, com as que existem na face da terra, e desejava que, profundamente, elas sentissem a inteligência como eu a sinto, eu desejava que as pessoas no fundo não fossem destruidoras e fossem construtivas.


            Continuo a ver a perfeição e a desejar atingi-la mesmo sabendo que nunca a irei atingir, porque sei que a perfeição é um estado passageiro que o homem capta e atinge em certos momentos demarcados no tempo com a sua memória mental e com outro tipo de meios, tantos outros que estão ao nosso alcance. Tento agarrar as perfeições criadas, a verdade das coisas, a essência da vida e de tudo o que consigo interpretar com o meu ser, e canso-me de extasiado prazer ao que alguns chamam loucura. Não uso drogas, apenas utilizo a energia que me é reservada a cada dia que passa, apenas uso a normalidade do meu ser para atingir tal êxtase, pena que não queiram que eu o partilhe, e como dizia outro, ‘eu sei bem do que estou a falar’.


            E assim hoje regressei, neste monólogos mentais, a exposição do ser que em mim vai, a maneira como o pensamento se dá dentro de um ser, que acredito dar-se noutros seres, mesmo que eles, vós, tu não saibas que se dá. E assim me despeço mais um dia, a energia que me era permitida tende a esgotar-se. Voltarei concerteza, ainda terei caminho pela frente, ainda estarei longe da íngreme queda, quero acreditar nisso. Até sempre.


 

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

O valor das coisas - Fernando Pessoa









"O valor das coisas não está no tempo em que elas duram, mas na intensidade com que acontecem. Por isso existem momentos inesquecíveis, coisas inexplicáveis e pessoas incomparáveis".

                          Fernando Pessoa






quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Metamorfose









        Nascer e morrer, o princípio e o fim da vida, o princípio e o fim de um sistema, (formado por outros sistemas) que se forma exponencialmente para falir e colapsar (pode-se utilizar o termo) quando a sua estabilidade se torna inviável. A mudança é uma constante. Nunca somos os mesmos, dependendo da velocidade a que se dá essa mudança. Os sistemas vão tomando novos equilíbrios à passagem do tempo [que ninguém sabe quando começou ou quando irá acabar]. Nada é fixo ou imutável, dependendo da posição do observador, e essa mudança, que é lei universal, dá-se mais ou menos rápido, ou, mais ou menos lentamente, mas, nunca, coisa alguma, está parada. E é formidável e notável a nossa disposição mental para descobrir partículas que não se vêem, essa capacidade fantástica de imaginar e dar uma interpretação coerente àquilo que os nossos olhos não vislumbram a olho nu e que está fora da interpretação óbvia dos nossos sentidos, a capacidade de associar e formar ideias que se podem aplicar na matéria. É o que faz reger o nosso cérebro, a ‘Psique’ humana, esse conceito que está no âmbito da criação do Universo e da existência do conceito de ‘Deus’ e do conceito de ‘Tempo’ [e que me deixa antever a existência de uma ‘Consciência Universal’] que nos permite tal façanha. Acredito, por estas palavras e neste momento, segundo as ideias que tenho, que é no ‘Tempo’ que reside a resposta essencial da vida e da existência. A nossa visão [a visão (humana) que temos das coisas, que é influenciada ou que provêm dos saberes, da ciência, da técnica e do saber utilizar os recursos que a terra tem, entre muitos outros níveis e esquemas de percepção, que são as extensões dos nosso sentidos], ultrapassou limites imagináveis [quando nos baseávamos na realidade do que existia, descurando, ou, não tendo em conta factores e variáveis imensas que nos ultrapassavam]. A nossa ‘auto-visão’ de hoje, Novembro do ano de 2009, que já vem sendo implementada ao longo dos anos, é de que o homem é capaz de tudo e que tudo consegue resolver. Tenho para mim que, é essa é a ‘imagem ideológica suprema’ que se passa às pessoas e que faz mover os homens, esquecendo-se da sua finitude, logo à partida, como se tudo seja possível aos homens. É óbvio que, se a visão que se tem não fosse positiva e esperançosa, o homem não evoluiria e cairia no vazio da existência. Apenas questiono o excesso de confiança que se quer passar, que é contradito pelos inúmeros factos que vejo na vida que me é transmitida, e alem disso, sobretudo, que sinto em mim como sendo incoerente com tal ideal esperançoso, apesar de a generalidade da vida que me envolve ‘parecer’ estar cada vez melhor [admito que faz parte do meu carácter esta minha maneira moderada de ver as coisas]. A interactividade do homem continua a crescer de forma inesperada e imprevisível (do meu ponto de vista). A dimensão que tomou (a que chegou) tal interactividade humana [a intensidade de comunicação e relação entre os homens], assenta na sustentabilidade que permite que tal aconteça, a ideologia existente por um lado [de progresso e de paz - de uma maneira geral entre os homens], o desenvolvimento das infra-estruturas e dos meios de comunicação por outro, que significa e engloba também a capacidade de produzir em massa, tais meios de comunicação, para consumo intensivo do mundo humano, mundo humano esse que tão abertamente recebe tais meios que o fascinam. [E isto leva-me a outra ideia – um aparte - que é a de que, toda esta sustentabilidade radica no consumo cada vez maior de e energia que por sua vez se pode tornar insustentável se as fontes de energia utilizadas se esgotarem e se não se descobrir maneira de se utilizar outra fontes de energia.]


Assim acontecem as metamorfoses debaixo deste céu azul [aparentemente]. Desde a crisálida ao insecto, a mudança dá-se em determinado espaço de tempo, e esse tempo é o tempo da metamorfose desse ser. O homem é dos seres que vive mais tempo nesta terra, cheia de seres e de vida [por enquanto]. Mas, mais que a mudança que se dá no nosso físico humano (a nossa dimensão física) e na nossa fisiologia, fascina-me a mudança que se dá na nossa dimensão psíquica. A mudança pode ser de tal forma, pode dar-se tão completamente, que a isso lhe chamaria ‘metamorfose psíquica’, no verdadeiro sentido da palavra, porque acontecem mudanças completas [ou quase] no tempo de vida da pessoa, em que uma mentalidade dá origem a outra, e acredito mesmo que haja várias mudanças de mentalidade ao longo da vida, variando de ser humano para ser humano, dependendo do seu grau de apetência e/ou predisposição e/ou motivação e/ou ainda da pressão do ambiente para a mutabilidade mental, em relação a esse ser, para que mude. E constato que a pressão para a metamorfose mental, hoje em dia, é enorme.


Whitesnake - Aqui vou eu outra vez







Whitesnake  - Aqui vou eu outra vez




Não sei para onde estou indo

Mas tenho a certeza onde estive

Esperando nas promessas e músicas de antigamente

E mudei de ideia

Não desperdiçarei mais tempo

Aqui vou eu outra vez

Aqui vou eu outra vez



Embora eu continue procurando uma resposta

Parece que eu não encontro o que procuro

Oh Senhor peço que me dês força para continuar

Porque sei o que significa

Caminhar na solitária rua dos sonhos



E aqui vou eu de novo sozinho

Descendo a única estrada que conheci

Como um nómada eu nasci para andar sozinho

Mas eu mudei de ideia

Não desperdiçarei mais tempo



Eu sou apenas mais um coração necessitando de salvação

Esperando pela doce caridade do amor

E vou aguentar pelo resto dos meus dias

Pois sei o que significa

Caminhar na solitária rua dos sonhos 

E aqui vou eu de novo sozinho



Descendo a única estrada que conheci

Como um nómada eu nasci para andar sozinho

Mas eu mudei de ideia

Não desperdiçarei mais tempo

E aqui vou eu outra vez

Aqui vou eu outra vez

Aqui vou eu outra vez

  Aqui vou eu




[Guitarra Solo]




Porque sei o que significa

Caminhar na solitária rua dos sonhos



E aqui vou eu de novo sozinho

Descendo a única estrada que conheci

Como um nómada eu nasci para andar sozinho

Mas eu mudei de ideia

Não desperdiçarei mais tempo




Mas aqui vou eu de novo sozinho

Descendo a única estrada que conheci

Como um nómada eu nasci para andar sozinho

Porque sei o que significa

Caminhar na solitária rua dos sonhos



E aqui vou eu de novo sozinho

Descendo a única estrada que conheci

Como um nómada eu nasci para andar sozinho…







 Whitesnake - Here I Go Again Lyrics


I don't know where I'm going
But I sure know where I've been
Hanging on the promises and songs of yesterday
And I've made up my mind
I ain't wasting no more time
Here I go again [2x]

Though I keep searching for an answer
I never seem to find what I'm looking for
Oh Lord I pray you give me strength to carry on
'Cause I know what it means
To walk along the lonely street of dreams

And here I go again on my own
Going down the only road I've ever known
Like a drifter I was born to walk alone
But I've made up my mind
I ain't wastin' no more time

I'm just another heart in need of rescue
Waiting on love's sweet charity
And I'm gonna hold on for the rest of my days
'Cause I know what it means
To walk along the lonely street of dreams

And here I go again on my own
Going down the only road I've ever known
Like a drifter I was born to walk alone
 And I've made up my mind
I ain't wasting no more time
But here I go again
Here I go again [2x]
Here I go again

    Here I go





[Solo Guitar]






'Cause I know what it means
To walk along the lonely street of dreams

And here I go again on my own
Going down the only road I've ever known
Like a drifter I was born to walk alone
And I've made up my mind
I ain't wasting no more time

But here I go again on my own
Going down the only road I've ever known
Like a drifter I was born to walk alone

Cause I know what it means
To walk along the lonely street of dreams



And here I go again on my own
Going down the only road I've ever known
Like a drifter I was born to walk alone.....











Fonte da letra original:     Internet

Tradução:      Personalizada (baseada em várias fontes)