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sábado, 18 de julho de 2015

O fim do mundo somos nós



            Vejam artigo da revista visão:

Transcrição:
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Estamos a provocar a sexta grande extinção - desde o tempo dos dinossauros que não desapareciam tantas espécies

Luís Ribeiro (artigo publicado na VISÃO 1164, de 25 de junho)


Diz-se que o maior problema da Terra é o Homem já ser suficientemente poderoso para a destruir, mas ainda não suficientemente poderoso para a consertar. Um estudo publicado na revista Science Advances parece confirmar isso mesmo. Com um título que não deixa margem para mal-entendidos (Acelerada perda moderna de espécies induzida pelos homens: entrando na sexta extinção em massa), o artigo, da autoria de um grupo de investigadores liderado por Gerardo Caballos, da Universidade Autónoma Nacional do México, traduz em números o que há muito se suspeitava - está mesmo em curso uma extinção como o mundo não assistia há 66 milhões de anos, com uma taxa de desaparecimento de vertebrados oito a cem vezes superior ao expectável. Pelas contas mais conservadoras dos cientistas, calculada a média de espécies desaparecidas da história terrestre, a ordem natural das coisas ditaria nove extinções entre 1900 e 2014. Em vez disso, extinguiram-se 477 (69 mamíferos, 80 aves, 24 répteis, 146 anfíbios e 158 peixes). Em circunstâncias normais, dizem, este número de espécies levaria entre 800 e 10 mil anos a ser apagado da face do planeta. "Podemos concluir com alto grau de confiança que as taxas de extinção modernas são excecionalmente altas, estão a crescer e sugerem que uma extinção em massa está em curso - a sexta do seu género em 4,5 mil milhões de anos da história da Terra. (...) Se este ritmo de extinção se mantiver, os humanos irão brevemente (...) ficar sem muitos dos benefícios dados pela biodiversidade." Os investigadores advertem que, mesmo sem levar em conta as alterações climáticas, a Extinção do Holoceno (como já é conhecida) poderá atingir em menos de 500 anos os níveis de perda de biodiversidade que as outras grandes cinco extinções da História levaram largos milhares ou milhões de anos a alcançar. A extinção, apesar de tudo, é um fenómeno comum e que sempre definiu a história da evolução. Sem a morte da maioria dos dinossauros (alguns evoluíram para aves), os mamíferos nunca teriam tido a oportunidade de dominarem o planeta e o Homem não estaria aqui hoje - nem teria posto um ponto final na vida do tigre-de-java, do golfinho-lacustre-chinês, do sapo-dourado e do rinoceronte-negro-ocidental.
As outras cinco extinções em massa
Nos últimos 500 milhões de anos, houve cinco superextinções, de causas diferentes, cada uma delas responsável por matar mais de metade das espécies (a última dizimou os dinossauros). Calcula-se que mais de 99% das cinco milhões de espécies de animais e plantas que passaram pela Terra tenham desaparecido.
  • Ordoviciano: extinção ocorrida há 443 - 447 milhões de anos, matou 60 a 70% das espécies, provavelmente devido a uma glaciação globalizada
  • Devoniano Superior: há cerca de 375 milhões de anos, uma série de extinções de origem desconhecida aniquilou 70% das espécies
  • Permiano-Triássico: na maior mortandade da história, há 252 milhões de anos, desapareceram 70% das espécies terrestres e 96% das marinhas
  • Triássico-Jurássico: há 201 milhões de anos, mais de metade dos vertebrados foram varridos da Terra, abrindo o caminho ao domínio dos dinossauros
 
  • Cretáceo-Paleogeno: a mais famosa extinção, causada pela queda de um meteorito ou asteroide há 66 milhões de anos, matou a maioria dos dinossauros

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quinta-feira, 29 de outubro de 2009

E o que disse tá dito [extracto 22-03-04 actualizado]








 








E o que disse tá dito. Assim são alguns que não eu. Sinto-me esgotado, a força da vida não me acompanha. Recordações, memórias surgem na minha mente como se já tivesse vivido o que tinha para viver, como se fosse velho, mas continuo a viver. Senti o que muitos outros sentiram, sinto o que muitos outros sentem, sinto de mais, sinto por muitos, claro que não por todos. Possa eu por em prática a minha maneira de ser e eu seria o homem mais poderoso do planeta. Forte e livre! A minha liberdade acima da dos outros! Mas não tenho fôlego sequer. Não perca eu a razão, a fé, a esperança que ainda me resta! A esperança de que um dia ainda serei realmente livre, e vejo que quando olhar para trás eu verei que fui realmente livre, fui grande em pensamentos. O caminho de Deus versus o caminho do homem, qual? Meu Deus como sou tão fraco, porque aparento ser forte? Porque me rotulam? Porque não expresso os meus sentimentos? Porque não me é permitido falar? Porque eu não me permito falar? Estou away, estou fora, estou desligado, estou queimado. Quero renascer, quero ser grande e forte, saber o que estou a dizer, saber o que estou a fazer. Não posso mudar o mundo, acho que nem a mim posso mudar quanto mais. Dá ao slide, foge, desvia-te. O homem, o homem, condenado à perdição, à destruição, eu condenado com os meus pensamentos que desfazem as ilusões.


Vamos mudar o discurso. Tudo é tão bonito lá fora, lá fora assim como dentro de nós. O homem é um ser condenado a ser feliz, assim porque eles são todos iguais, feitos de carne e osso. No meu pensamento só ocorrem coisas bonitas, tudo corre sem stress e sinto-me um ser perfeito. Porque falam tão bem de mim? Sinto-me tão vivaz que aposto que vou viver duzentos anos (200). Porque tenho que eu falar sempre de coisas boas, não havendo um problema que me atormente? Porque tenho eu tantos amigos, tantos que eu não sei com quem hei – de estar em cada dia da minha vida. Tudo vai de vento em popa, não há nada com que me preocupar. Compreendo todos os homens do mundo porque “quem vê o seu povo vê o mundo todo”. Só consigo imaginar em como as pessoas são alegres e divertidas, como todos são tão inteligentes e vão construir um mundo melhor, e essa é que é a realidade. Custa tanto dizer as boas verdades da vida, que até desejava que houvesse coisas más. Na verdade quero ir para onde as ruas não têm nome. Na verdade tudo o que eu digo é condicionado por variáveis incontáveis que me ultrapassam longemente. Na verdade e somente na verdade eu me baseio, e a verdade é que há verdades que me satisfazem. A verdade que encontro a cada dia que passa. Sou feliz com a mudança. Não me quero ver de fora, quero ver-me de dentro para fora. Cada vez sou menos condicionado, e isso dá-me ânimo.