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segunda-feira, 1 de dezembro de 2025

Adeus antigo Persona [2005] [INCEPÇÃO (26.03.07)]

 

<< Novembro 05

 

 

 

Adeus antigo Persona. A Deus antigo Persona. Adeus às velhas ideologias, às velhas obsessões. Agora sabes o que te faz mover, não te deixes perder. Tudo, sei que não vou esquecer, e foi com base no que foste que eu me tornarei. Sei que não posso continuar a ser tu, se quiser sobreviver. Tudo o que tu viste sem poder fazer nada para o modificar em proveito e em nome da tua sobrevivência espero que me seja útil e que possa aproveitá-lo. Sei que tu sabias e tinhas profunda consciência que não podias mudar o mundo, eras ínfimo de mais, mas espero eu fazer aquilo que tu não conseguirias com esse feitio, espero mudar-me. Mas para isso vou ter que te esquecer as más facetas que tinhas em nosso prejuízo. O desbobinar da fita continua.

Tu não acreditas na melhoria, eu acredito na melhoria, apesar de tudo. Quero absorver o que é positivo, quero ver a melhorar de dia para dia. Sei que não é fácil, e que o atrito é muito, assim como as garras do passado são fortes. Mas quero acreditar que consigo dar a volta, por cima. E para isso vou deixar-me de imaginações utópicas, ideias de superioridade, tentar ser igual a mim próprio combatendo essa falta de controlo com os dados de que me tenho apercebido, e com os que hei-de ver e perceber, tornando a minha antiga vida inconsciente numa vida consciente. E a inteligência não é o mais importante quando essa inteligência não se pode implementar na prática. Sei que o negativismo é enorme e me consome e que por cada pensamento positivo que tenho surgem muitos mais negativos ainda e inverter o processo é difícil. Estou sozinho nesta batalha do pensamento, da mente. Ninguém pode ajudar. Estamos mais sozinhos no mundo do que imaginamos. Tudo em que acreditei ver é negativo porque me distanciei no tempo, e não vi um bom passado e não posso prever um bom futuro, enfim, no mais profundo do meu ser não acredito na conduta do homem, e à medida que o tempo foi passando mais provas encontrei para o que temia, acerca do que move o homem no geral, influenciado fortemente por uma convicção religiosa forte, a cristã. Bebi dessa água que se entranhou em mim profundamente e dela não me posso livrar. Resta-me viver o resto da minha vida, que não é melhor nem pior do que a dos outros, sobreviver é a palavra de ordem, mas/contudo sozinho é difícil. >>

sábado, 1 de novembro de 2025

Jóia [INCEPÇÃO (26.11.08)]

 <<    Aquele sítio. Aquela jóia escondida. Aquela memória que há-de residir em mim até que a minha mente volte a pertencer ao nirvana. Aquela memória sem fim. Desde aquele dia, que não posso precisar - porque a memória não é precisa, como o tempo, que foi inventado –, que pus o meu passado naquele local, a minha memória, para que não me perdesse. Aquela é a minha caixa negra, que perdurará, mesmo depois de eu deixar de existir. E então, quase que me esqueci de quem era, quando tudo desabou sobre mim. Pensei que nunca mais me fosse encontrar, mas aquela caixa, naquele local, fez – me recordar outra vez. Aquela jóia (!). Aquela força da natureza, que protege, que nos guia - qual estrela cintilante que nos guia -, porque só nós sabemos interpretar o seu movimento. Alguns nascem como que com todos os direitos, e eu nasci com alguns que me permitem estar aqui e agora, sendo quem sou. Alguns nascem num berço de ouro, mas eu aproveitei o simples berço de madeira tosca que me foi reservado para singrar nesta vida - como se eu tivesse chegado a um patamar elevado [Na minha mente cheguei, e estou voando]. Eu depositei tudo o que tinha naquela jóia, quando tive algo. Eu guardei e dei valor ao que já não parecia ter, aproveitei o que já não servia aos outros para que tivesse alguma coisa, como se fosse um vagabundo, aproveitando os farrapos dos outros. Eu vivo (!). Eu o devo a quem não conheço. Eu partilho o meu mundo, com quem partilha, este, comigo, esta terra, a sabedoria de quem sabe inventar e me dá asas para que eu possa voar e ser uma Águia outra vez, tal como uma Fénix renascida. Alguns dão asas aos desejos, porque tudo lhes é permitido, não se abstendo de tal, não sabendo o que é a repressão, a recusa ou a negação, nem a contenção, nem a espera do reforço, tudo o que querem têm, ou então pensam ter tudo quando na verdade não têm nada. E eu pergunto-me porque não tenho o que quero, querendo eu tão pouco? Porque terei que ser um indigente, aproveitando aquilo que outros utilizaram e deitaram fora em condições de utilização, em nome da inovação, de dar o máximo que se puder no espaço de uma vida, consumindo sem freios o que devia ser preservado para outros, como se existisse o seu direito, que merecem usufruir de uma terra bela por muito mais tempo e que se vêem na contingência de sentir que nasceram como se fossem carne para canhão, extirpados dos seus desejos mais básicos, nascidos não com amor mas por uma casualidade do Universo que possivelmente os desejou para equilibrar algo que estava em desarmonia, passando por esta vida sem saber porque respiram, porque vivem, porque bate os seus corações [como se eu soubesse…] – como se eu estivesse a, ou pudesse defender quem quer que seja, como se eu os conhecesse. Não os conheço, mas sei de que lado dos bastidores estão quando eu estou fora de cena, eu conheço o outro lado dos bastidores. Vejo como esses actores vêem e sentem essa realidade que eles criam, vejo que a realidade é uma esquizofrenia, onde se vêem coisa, ouvem coisas, que acabam efectivamente por acontecer, muitas das vezes, neste fantástico mundo humano. Vejo que uns são esquizofrénicos e conseguem viver em harmonia com o mundo [social] e conseguem ser construtivos e deixam – nos viver, eles são úteis. Outros são depreciados a começar pelo nome que lhes é atribuído, porque na verdade não são compreendidos por quem não lhes é inerente a sabedoria nas suas vidas, os pseudo – inteligentes e pseudo - sabedores. Toda a arte destes pequenos grandes génios [pequenos porque não difundidos] é desvanecida por quem se pensa inteligente [e se pensa o mais humano dos homens, quando na verdade é um parasita da sociedade, tanto quanto os inúteis que sofrem pela marginalização e incompreensão], que diz que os que querem ajudar e os afundam cada vez mais. Mas afinal o que é a realidade? Uma vida esquizofrénica e paranóica é o que é, e cada vez mais se está a transformar a sociedade. Vejamos a música, vejamos a imagem, a virtualidade, a informação a circular, o caos, a entropia, querendo significar entropia como desordem do mundo da informação. Os homens gostam de tanger os limites, pôr-se à prova, quando a prova já está predeterminada. Os homens gostam de alargar limites. Mas o limite existe. Assim como existe o limite do dia, o homem assim o delimitou. E amanhece como se o fim estivesse próximo. Límpido e frio, ou cinzento, quente ou como for, este é o meu amanhecer hoje, amanhã terei outro e serão cada vez mais iguais. Há tantos amanheceres quantos homens habitam esta terra, que será injusta enquanto existir, que terá sempre dois pólos, a opulência e a miséria, a alegria e a tristeza, o bem e o mal, enquanto existir esta terra. Nós somos o sentido e o limite, o princípio e o fim. E tudo será como é enquanto existir a memória do homem, recordada pelo homem, que falará para si enquanto existir. A memória. A jóia que cada um deve utilizar quando é mais necessário. Chamem a isso esquizofrenia, um espaço ideal entre a memória e o sonho, um mundo paralelo à realidade, que por sua vez é outra realidade. >>

INCEPÇÃO

 

INCEPCÃO [Rever o meu passado, as minhas palavras, o nosso Mundo (01 de novembro de 2025)]



            De Hoje em diante, segundo as minhas possibilidades de retorno ao passado - passado do meu Blog e ao Meu passado (que passa por este Blog) - irei postar, temporariamente, ou não, segundo o que vier a sentir que devo fazer, textos passados e que comentarei, se for ocasião, à medida que eu possa assimilar, compreender, rever e sentir que o devo fazer ou que me aventure a dizer, segundo o tempo disponível que se me aprouver. Assim, postarei o texto passado tal e qual como foi postado indicando no final do título, entre aspas: [INCEPÇÃO (´data de publicação do texto´)], transcrevendo o texto entre aspas: <<TEXTO>>, seguido de algum comentário ou ideia etc., se surgir ou eu desejar.

domingo, 28 de setembro de 2025

Estas Palavras

            Deixa que te diga estas palavras, como um sentimento pessoal especial que quero partilhar sem pretensão, mesmo que o não pareça. Espero não ser aborrecido.

            Sei, ou tento imaginar, que o gosto que cada um de nós tem pela música deve ser muito subjetivo; certamente, há pessoas que não apreciam a música, de uma maneira geral; Contudo, acho que posso dizer, pessoalmente, penso que tenho uma ideia particular do que é saber apreciar uma música (que possa ser apreciada sentimentalmente, seja ela de que género for, desde que transmita um sentimento ou sentimentos Universais ou algo importante e grandioso que, naturalmente, toca no coração de muita gente; tal como Tu o fazes com as tua palavras); Com o tempo fui conhecendo e apreciando as músicas mais conhecidas do grande público (mundial, muitas delas), pela rádio, ao longo dos meus anos da minha simples e Grata vida, nada fácil a maior parte do tempo, mas elas me davam sempre uma grande ilusão e distração da realidade psíquica, tão dificil. Elas estavam em momentos inesperados até, vejo, agora, para me ajudar, assim o Entendo… marcando cada vez mais momentos; Tornei-me, gradualmente, num audiófilo (obsessivo, confesso), sem pensar que isso iria acontecer ou perceber o que se estava a passar na minha vida, visto que as coisas simplesmente acontecem, não é verdade? Antes era dificil saber quem cantava, como eram as letras dessas músicas; não via os videos das músicas nem quem as cantava, eram simplesmente Profundo sentimento de apreciação da música e descoberta da compreensão de como eu sentia e sinto; Sim, as músicas marcaram profundamente a minha vida, de uma maneira geral e abrangente em todos os aspetos da minha vida e do mundo. Então, ao longo destes anos que estão a passar, instintivamente, decidi ir ao encontro desses momentos (uns longos outros mais curtos), redescobrindo a música que ouvi revivendo os sentimentos que tive, compreendendo cada vez mais o meu passado e a minha relação com tudo e todos, as dificuldades que tive, as alegrias sentidas, vendo mais claramente o que superei e o que ainda permanece por aliviar, sempre  maravilhado por descobrir relações entre a música que ouvi e o que se passou na minha vida e até na relação com o mundo em geral, muitas vezes compreendendo momentos precisos nesse tempo em que me se me ‘fixo’. Não faço música, não percebo a técnica, nada disso, simplesmente oiço e sinto esses sons que me fazem vibrar, descobrindo agora, com a internet, as letras que não entendia por detrás do simples meu sentir, ir tentando conhecer outros pormenores por detrás dessas músicas (se sentir que devo descobrir) como: quem canta? Ainda é vivo? Saber mais sobre essas pessoas que se exprimiram eximiamente através da sua música, eventualmente sobre o grupo, como se tornaram ao longo dos anos, o porquê de serem marcantes, etc.  

Com isto tudo que disse e na reflexão que tenho feito da minha vida passada, deixa-me desabafar, sinto muito Realmente que a música me ajudou a salvar a minha vida (e me ajuda a sobreviver com mais esperança) - do vazio e das dificuldades da minha personalidade frágil, dadas as exigências deste mundo ‘de pedra’, com tantos desafios, que não eu não conseguia ultrapassar normalmente;

 Sei que exagerei nesta maneira de ser audiófilo de tanta música, mas talvez isso foi como que combater uma loucura má da vida que nos quer fazer mal – como se algo nos tenta impingir ou tenta anular o nosso ser – com uma loucura boa, a de ouvir música, muitas vezes até cansar, para depois descansar e aliviar, e mais ainda, compreender e tentar ir ao encontro da Verdade ( por mais estranho que possa parecer) e me integrar neste mundo que me quer desintegrar.

 

Muitas e muitas músicas me Elevam a alma, mas sou eclético, vou ouvindo, perscrutando o Universo, e os Céus me vão dedicando momentos de memória na minha vida, uma ligação, também, com tanta gente no mundo.  


sábado, 31 de maio de 2025

Ditado

 

Hoje vou fazer um ditado. Com isso não significa que eu sou um ditador - no sentido político, por exemplo; No entanto, eu o sou, porque o mando escrever. Espero utilizar bem o dom que me foi Oferecido, hoje e sempre que necessitar, enquanto o puder utilizar. Os dons que nos são oferecidos são imensos, como que o improvável se torna provável, em que a morte se transforma em vida tal como fénix renascida. Assim, apesar de: dentro de tanta dificuldade vital, tanta perenidade e insignificância, tanta brevidade e dor, incompreensões e desentendimentos, tanta riqueza supérflua num oceano de pobreza consentida e genocida, em que não se consegue controlar o ímpeto dos instintos humanos naturais como também dos maléficos (seja de que parte for, do agredido e do agressor, falando de instintos que são distintos e das mais variadas formas imagináveis e de quem quer que seja), quer seja do desarmado defendido pela má índole de um ideal destrutivo (de alguns, que querem ‘falar’ pelo todo num tom de aniquilação ideológica), quer seja da prepotência do superarmado que cai no inferno de um ideal que tem que levar até ao fim quando ironicamente já um dia sofreu em si aquilo que agora executa; Noutra direção, por outro lado, o absurdo acontece quando se toma conta de um poder, a selvajaria levada a cabo na base da mentira, da idiotice, do caos que se quer impor tentando elevar ao máximo a destruição e/ou o acorrentamento humano, em que o incivilizado com os seus súbditos igualmente imbecis ou interesseiros tentam destruir a paz e a beleza de simplesmente viver com o dom da inteligência, ou seja, com tudo o que a natureza nos dá para termos a plenitude da existência; apesar de tudo isso - e muito mais que se passa neste mundo em convulsão, agitado e com relações e comunicações tempestuosas, na senda de grandes entendimentos, conhecimentos novos, que são desvendados no espaço de uma geração - são infinitos os Milagres no tempo Incomensurável, na plenitude da nossa finitude, sem medo do destino. Com o poder que nos é legado conseguimos ver a imensidão do grande Ditado e do Grande Ditador. Eu sou um ser integro, quero sê-lo, fui e serei, se assim me for Permitido. Eu ainda ouço e falo, caminho e mexo. Luto segundo a minha capacidade para viver mais um dia de cada vez, agradecendo os cinco sentidos que me permitem interpretar a realidade e toda a experiência que o tempo me traz, grátis e gratificantemente.

Aqueles incivilizados que falei - pior que macacos, estes que se mostram mais dignos da existência que têm do que aqueles patetas que se julgam inteligentes - utilizam o dom que lhes foi dado para o pôr ao serviço do mal, da destruição que será também a sua, mais cedo do que mais tarde, não sem antes destruir a vida de tantos inocentes, o eterno lamento da existência. A história não se pode repetir, ela tem as lições que devem ser estudadas e compreendidas para que tudo possa ser melhor e não se volte ao mesmo. A força da juventude deve ver a Luz e segui-la, a evolução dá-se no meio da adversidade e do evitamento do erro já conhecido. O Bem não se renderá na luta contra o mal, ditei eu agora.