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sábado, 31 de maio de 2025

Ditado

 

Hoje vou fazer um ditado. Com isso não significa que eu sou um ditador - no sentido político, por exemplo; No entanto, eu o sou, porque o mando escrever. Espero utilizar bem o dom que me foi Oferecido, hoje e sempre que necessitar, enquanto o puder utilizar. Os dons que nos são oferecidos são imensos, como que o improvável se torna provável, em que a morte se transforma em vida tal como fénix renascida. Assim, apesar de: dentro de tanta dificuldade vital, tanta perenidade e insignificância, tanta brevidade e dor, incompreensões e desentendimentos, tanta riqueza supérflua num oceano de pobreza consentida e genocida, em que não se consegue controlar o ímpeto dos instintos humanos naturais como também dos maléficos (seja de que parte for, do agredido e do agressor, falando de instintos que são distintos e das mais variadas formas imagináveis e de quem quer que seja), quer seja do desarmado defendido pela má índole de um ideal destrutivo (de alguns, que querem ‘falar’ pelo todo num tom de aniquilação ideológica), quer seja da prepotência do superarmado que cai no inferno de um ideal que tem que levar até ao fim quando ironicamente já um dia sofreu em si aquilo que agora executa; Noutra direção, por outro lado, o absurdo acontece quando se toma conta de um poder, a selvajaria levada a cabo na base da mentira, da idiotice, do caos que se quer impor tentando elevar ao máximo a destruição e/ou o acorrentamento humano, em que o incivilizado com os seus súbditos igualmente imbecis ou interesseiros tentam destruir a paz e a beleza de simplesmente viver com o dom da inteligência, ou seja, com tudo o que a natureza nos dá para termos a plenitude da existência; apesar de tudo isso - e muito mais que se passa neste mundo em convulsão, agitado e com relações e comunicações tempestuosas, na senda de grandes entendimentos, conhecimentos novos, que são desvendados no espaço de uma geração - são infinitos os Milagres no tempo Incomensurável, na plenitude da nossa finitude, sem medo do destino. Com o poder que nos é legado conseguimos ver a imensidão do grande Ditado e do Grande Ditador. Eu sou um ser integro, quero sê-lo, fui e serei, se assim me for Permitido. Eu ainda ouço e falo, caminho e mexo. Luto segundo a minha capacidade para viver mais um dia de cada vez, agradecendo os cinco sentidos que me permitem interpretar a realidade e toda a experiência que o tempo me traz, grátis e gratificantemente.

Aqueles incivilizados que falei - pior que macacos, estes que se mostram mais dignos da existência que têm do que aqueles patetas que se julgam inteligentes - utilizam o dom que lhes foi dado para o pôr ao serviço do mal, da destruição que será também a sua, mais cedo do que mais tarde, não sem antes destruir a vida de tantos inocentes, o eterno lamento da existência. A história não se pode repetir, ela tem as lições que devem ser estudadas e compreendidas para que tudo possa ser melhor e não se volte ao mesmo. A força da juventude deve ver a Luz e segui-la, a evolução dá-se no meio da adversidade e do evitamento do erro já conhecido. O Bem não se renderá na luta contra o mal, ditei eu agora.

quinta-feira, 8 de maio de 2025

Completo

     Deitar cá para fora. Inspirar, mas também expirar. Ir buscar as energias interiores, ‘amassá-las’, dar-lhe forma de uma maneira coerente e correta. O Sagrado acontece, portanto, muito cuidado com o que se diz. Sim, muitos sabemos disso. E, contudo, continua-se buscando a verdadeira essência de tudo, num cansaço incompreensível e esgotante, mas inevitável. As ferramentas que se utilizam para atingir o Saber absoluto são erradamente adoradas, quando, são apenas meios e contextos mutáveis no maior ou mais curto espaço de tempo para O conhecermos, O nosso destino, Tudo o que podemos saber numa vida ou num momento. A ciência é um dom do Universo e da Infinidade que nunca estará acima de Tudo e no entanto muda o mundo, não obstante, também destrói e me faz indagar o que é ‘isso’ de ‘mudar para melhor’, quando o mundo está cada vez mais poluído, doente, desgastado e explorado rumo ao tempo útil de existência. O tempo de outros entendimentos, descobertas e compreensões ainda não chegou, e, no entanto, avança cada vez mais, avassaladoramente para a humanidade e para o mundo, num destino que se adivinha num espaço temporal vital cada vez mais perene, como se tudo tivesse que acontecer como acontece, onde nós, somo uma ínfima parte da Grandiosidade que sentimos e para a qual contribuímos, para a evolução deste Universo, o Bem absoluto que irá tomar conta do Ideal Verdadeiro, apesar das grandes convulsões existentes e de um fim anunciado. Um fim completo, desejaria eu, sabendo que nem mesmo eu entenderei um dia o que digo, direi ou foi dito. Vivemos num mundo de ideais. A mentira grassa num patamar inalcançável para mim, mas dou por mim a indagar se não será um mal necessário para combater o próprio mal que se quer sobrepor desde sempre ao Bem. Pessoalmente tenho que lutar pelo Bem; Gostava de não ter medo do fim, da indiferença, da dor, do nada que já um dia foi tudo, do momento final ou dos momentos finais; simplesmente acabar… completo.

quinta-feira, 2 de maio de 2024

A fluidez da humanidade nestes tempos

 

A fluidez do avassalamento no caminho da entropia continua, mas não posso dizer o que pode suceder porque sou finito, talvez fale apenas sobre mim. Acordamos sempre, mais um dia, tentando desvendar mais porquês de tudo o que nos intriga, tentando ir mais além por uma Causa que temos que respeitar, quer vislumbremos ou não algo, pelo menos, do que Ela é. Respeito pelo que se conhece, pelo que se desconhece, pelos amigos e pelos inimigos; por razões diferentes. Antes de tudo a gratidão deve estar presente na sucessão de acontecimentos da minha vida, tento não esquecer. O receio do desconhecido, o fim, torna-se uma tormenta, dada a dificuldade de ser quem somos e de as coisas se darem como se dão; tudo é incerto. O que é desconhecido e não se entende destrói-se selvagemente ou tão só ignorantemente, sem saber as consequências dos atos, assim é o agir primitivo. Com o poder o ser humano controla e condiciona a liberdade que procuramos todos os dias. Procuro liberdade na Fé; Mas, porque perdemos a Fé? A idade nos torna cínicos e mesquinhos distanciando-nos da pureza e inocência da juventude e dos sentimentos de um só coração, por exemplo os dos anos mágicos de 70, 80 e 90; Deixamos de compreender os sentimentos atuais, receando a perda de um mundo que conhecemos no passado e que não traga as mesmas alegrias e sentimentos, o futuro se torne desesperançoso; Receando que a juventude falhe a conjuntura que se aproxima; Pessoalmente não pude fazer mais e melhor, mas agradeço o estar aqui, até quando? Peço mais com normalidade, a minha normalidade – Com capacidade de perseverar.

A ambivalência está muito presente na minha vida – O facto de a mesma situação, causa (acontecimento etc) ou pessoa (s) produzirem efeitos duplos ou duais, até mesmo contrários ou antagónicos na minha vida; por exemplo o facto de uma mesma pessoa poder ser motivo de alegrias por um lado e por outro causar tristezas ao mesmo tempo, digamos assim; Em mim, a humanidade é causa de ambivalência; A vida nos trouxe até aqui através do tempo, alcançando entendimentos excecionais de quem fomos e como chegámos aqui, sonhando, analisando e imaginando com base no terreno em que pisamos; Também através da ciência que nos leva mais além nesse sonho acordado; Virámo-nos, ao mesmo tempo para as estrelas e desejamos alcançá-las, ir cada vez mais distantemente; Contudo, resumidamente, não passamos de seres insustentáveis, uma praga a esgotar os recursos deste mundo sem contenção. A fluência e a interação tão entusiasmante entre nós nos faz mover e evoluir, mas até onde podemos ir? Até onde podemos ir sustentávelmente? O fim é certo, filosofia macabra da vida. Humanidade capaz do melhor e do pior; Será o bem e o mal a digladiarem-se? Muito provavelmente é isso. Quem somos nós nesta passagem fluida e perene por este mundo de espirito indomável? Assim como a ambivalência, também o paradoxo, a contradição, os opostos, os extremos contrários, todos eles acontecem ao mesmo tempo, certamente para criar uma ideia, um estado, um conceito de equilíbrio. Vamos aos píncaros do melhor e do pior, muitas vezes em espaço de tempo pequenos – Bipolarização. Procuro a verdade e a coragem. Contudo, cuidado com o que dizemos para não nos ferirmos.  

 

 

domingo, 3 de março de 2024

Dizer tudo em nada

 

 

            Captei algo no ar. Uma visão está se formando… Sim, Arte do pensamento vem até mim. Não, não me quero perder. Temos de agir, mas prudência é necessária. Será esta uma ocasião especial? Mais uma? Não sei. Uma incepção talvez, mais uma. Pode não ser nada, pode não ir a lado nenhum, contudo, o que interessa é que me manifeste sem ofender, sem magoar nem me magoar, contornando obstáculos, vencendo atritos e adversidades, pelas palavras de Quem me permite assim fazer; E ser. Neste mundo grande, onde somos finitos e nos deslumbramos com o ouro, esquecemos de onde viemos, cada vez mais. Eu ainda nem sei quem sou, mas ao percorrer a longa estrada me vou definindo. Alegrias e lamentos, tudo faz parte de nós, da nossa vida. Assim foi sempre e, certamente, sempre assim será. Tentar escalar a Montanha para ver mais além. Ver o quanto o pensamento e as ideias são voláteis; Se tivermos asas vamos mais além, deslizamos pelo ar, chegamos ao céu. Dizer tudo em Nada. Deixar a Experiência tomar conta de nós, a nossa experiência. Não perder o valor das simples memórias que o Tempo levará. Que terra bela, que mundo de ilusão que nos eleva o espirito da juventude e nos quer acolher nos momentos de dificuldade. Tudo único de entre infinitas possibilidades. Esperança nos momentos que não entendemos, resoluções inesperadas que surgem da necessidade de dar mais passos rumo ao incerto. Destino. Tudo acontece em movimento, mas, tende cuidado com a onda do erro. Parece que vai dar em muito, mas, é curto para quem não desenvolve. Todos diferentes todos iguais. A interceção do que é comum onde a diferença é que faz a evolução, a diferença solitária. Cada um nasce para o que nasce. Determinismo; Até onde vai o pormenor? Encriptação da identidade – não vais chegar lá (admiração). Emoção transmitida pelo sentimento, o dado por não dado, confundindo, a essência do que é; essa é a Verdade que nos Assiste. Palavras incisivas, tudo se resume a escolhê-las, em privado monólogo, em particular subjetividade, com verdades de La Palice, mas, ainda assim, pensa. Sê grande, mas não te esqueças que és pequeno; Diz aos outros, mas aprende tu, para ir mais além. Tudo se esfuma…