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segunda-feira, 5 de fevereiro de 2018

Ok Google


      Olhar manso, por vezes, sério e penetrante, muitas vezes, em pânico noutras, tentando controlar aquilo que deverá ter uma razão de ser, indago. E, controlo, muitas vezes. Incapazes de ir ao fundo do meu ser, assim, sou eu, segundo uma ideia que tenho de mim, de como me vêem. Se bem que muita gente pensa que me conhece, que me consegue tirar a minha conduta de um só relance, ou da leitura de um blog ou de um facebook, por exemplo, não querendo afirmar, com isto, que sou uma pessoa boa ou sou mau, superior ou inferior, isso é relativo a complexas interpretações, que, por vezes, parecem simples e de rápida dedução. Com qualquer internauta provavelmente será assim. Neste mundo em que tudo tem explicação, e em que se consegue saber mais de um individuo do que o próprio individuo, será que tenho que me acometer a um rótulo, quando não posso enquadrar-me numa explicação própria do que se passa comigo, e na minha relação com a sociedade? Quero acreditar que quem faz cara feia também tem valor neste mundo, e poderá ter muito mais valor do que algum ser jamais poderá imaginar ou idealizar. Eu não estou certo, eu próprio o digo e me tento corrigir e me dirigir, pelo menos em ideal, em pensamento, para a meta do que é a Verdade e do que é correcto, se conseguir. Mas, o mundo humano anda, certamente, num delírio (que se manifesta claramente na internet), em que quem não entra em determinados trâmites é ignorado e menosprezado. Que conceitos tóxicos são esses (?), em que muitos embarcam facilmente, segregando outros seres, só porque eles se acham mais belos (e, aparentemente, certamente o são), mais inteligentes (e, aparentemente, certamente o serão), com mais poder (e, se têm muito dinheiro, certamente se acharão), etc. E o tóxico sou eu? Passando para um outro reflexo do que é o mundo humano, para mim, a humanidade do mundo virtual anda presumida, na ilusão de que a tecnologia resolverá tudo e a ciência resolve todos os problemas (eu mesmo, neste blog, pus a esperança de que a internet iria resolver muitos problemas de muita gente. Constato que resolveu ou apaziguou muitos, mas há outros a aparecer), mas, pressinto que isto que aparenta ser a solução, se vai tornar em grandes problemas, como o é, já, a poluição e o aquecimento global, por exemplo, derivado do uso inconsciente, mas necessário para a evolução do mundo humano, dos combustíveis fósseis, ilusão essa, em que se continua a abafar aquilo que deveria ser uma mentalização séria e global (mesmo a propósito da globalização que provoca a inetrnet), em nome de algo grande (talvez o poder económico vigente e aceite por todo mundo) mas que não é de fiar e se está a tornar numa norma e bitola descontrolada. A tecnologia e a virtualização da informação, primeiro através da televisão e recentemente, em particular nas duas últimas décadas, da internet, faz-nos caminhar para um mundo tecnológico de marginalização em massa (aquilo a que eu mais presto atenção, porque me sinto parte desse contexto) em variadas vertentes – Laborais, económica, intelectual etc. e em que por vezes, me parece que nem uma revolução, no sentido clássico de guerra, faz sentido (a não ser que se queira destruir a terra e a nós próprios, como deveria ser óbvio para todos), uma vez que ela não irá resolver o imbróglio massivo em que a nossa espécie se meteu, em que o nosso sucesso (em amplo sentido do conceito sucesso: no sentido de reprodução, da capacidade de conhecimento e eficaz exploração da Terra, e da magnifica técnica e tecnologia criada, fruto duma capacidade imparável, em que a ambição de cada ser não tem limites definidos) poderá ser o caminho para a própria destruição. Mas, ainda assim, será que é Deus que assim quer, pergunto-me, baseado na minha Fé? Os dados e a informação estão aí, portanto, como resolver isto sem causar danos maiores e muita destruição humana como foi a das grandes guerras mundiais por exemplo? Grandes Guerras, em que, quase, destruíam o mundo, e, talvez, se tivesse sido assim, seria felizmente para mim, pois, eu não estaria aqui para sofrer na pele as alegrias e as tristezas de viver humanamente. A tecnologia está aí, o poder diluído, ou talvez não. Talvez Ele (o Poder) esteja na mão de quem controla essa tecnologia. Tudo o que disse em cima e faz parte da realidade ‘’clássica’’ acontece na estrada da Vida, como ela se apresenta pela visão Darwinista da evolução. Fazendo uso desta metáfora (como poderia ser outra qualquer): quem vai de automóvel vai mais rápido e vai com mais controlo e segurança do que aquele que tem que ir a pé, na mesma via, e que vai mais lento e sujeito ao atropelamento de uma viatura, por parte de outros que conduzem precisamente com mais controlo e segurança porque estão blindados pelo poder tecnológico; a vida é mais difícil ou mesmo impossível para quem vai a pé, pelo menos, a partir de certo ponto, assim será. Particularmente, o Google tende a remeter-me para a recôndita condição da nulidade, assim é, se eu não agir, na internet. Os Algoritmos subestimam-me, não me passando do zero, se eu não fizer algo para sobressair, e tem de ser de acordo com os algoritmos, que, dizem, já conseguem saber mais de nós mesmos do que nós sabemos de nós próprios em toda a nossa vida. Será que o queremos dizer não tem valor? Só teremos valor enquanto vivemos? Será Deus que assim quer? Porque o sentido da contrariedade? Certamente a internet, o Virtual, é um reflexo da Realidade, da nossa realidade. Neste puzzle da Vida, eu gosto de divagar e pensar, porque realmente é fantástico, e as peças vão encaixando à medida que o tempo passa. Mais uma vez digo, vivo num tempo fantástico, impressionante, inimaginável, mas muito incerto, e digo, mais uma vez, também, sinto-me frágil e perene, embora o meu cérebro me queira dizer, quando estou bem e protegido pela tecnologia, que sou imensamente forte e me esqueça da finitude das nossas vidas, isto porque, talvez, eu me imerso na Fonte da Eterna Sabedoria e beba da água da grande mente humana, um só como um todo. No entanto, não sei que pensar acerca do silêncio que me envolve, não sei porque se calam essas vozes, se são contrárias, se por respeito, se por não fazer sentido aquilo que digo ou se, afinal, aquilo com que caracterizam os outros, determinadas pessoas, é aquilo que, de facto, elas são. Assim serei eu também. E no entanto, peço perdão por não ter dito as palavras certas em muitas ocasiões, demasiadas ocasiões; peço perdão, quando não digo as palavras certas; assim, também eu fui alvo do que não é correcto dizer e fazer, e nunca serei perfeito, nunca o homem será perfeito nesta vida, ninguém, mas isso não pode ser motivo de impunidade para ninguém, tudo tende para o equilíbrio, os elementos da nossa Física, e que pertencem à ciência, também tende para a estabilidade. Nunca estivemos tão perto do conceito do Divino, de poder explicá-lo. Sei que para evoluir tem de se errar, é difícil de acertar nas palavras certas assim como agirmos bem logo à primeira, faz parte do processo de evolução vista do ponto de vista Darwinista e da representação clássica da realidade (numa alusão baseada na Física clássica e nos conceitos Filosóficos dos nossos ancestrais, mas, conceitos mais profundos tendem a emergir actualmente). Realidade clássica, essa, observada do ponto de vista concreto, a que se apresenta a nossos olhos, num sentido óbvio. Mas, falando a um nível muito mais profundo, tenho um conceito em mim, que se amplia a cada momento que passa da minha vida, de que a gente não deve errar, porque errar, no sentido de um Real preceito de Viver, nesse novo nível de Universo, que reside em nós, significa ser alvo de um escrutínio muito justo que se realiza a cada momento que passa, essa é a minha revelação, essa pode ser a revelação dum mundo a advir e que eu já não farei parte, possivelmente. ‘’O futuro a Deus pertence’’. Neste momento, pelo menos, apresenta-se plausível essa ideia, que é, como que, mais uma fórmula para a minha vida, e quiçá, se for como acho, a de muitos homens e mulheres que querem acreditar que há algo mais do que ciência e tecnologia, se é que me entendem. Esta tecnologia que eleva as mentes extrovertidas, digo assim, que são chamadas a raciocinar em público, são um ideal válido em grande dimensão dos ideais conceptuais em que a tecnologia da imagem e do som, quando entra em acordo com a beleza física, nos leva a um patamar de entendimento da inteligência como sendo um padrão a seguir. Mas, tenho para mim que as mentes com grandes dificuldades em se exprimir em público, com fisiologias frágeis ou incapazes de se adaptar, ainda assim, poderão ser preponderantes na direcção que o mundo pode tomar, e, devem ter lugar nesta realidade e ser contraponto de equilíbrio de todo um ideal de imagem e beleza e de um mundo televisivo onde tudo funciona correctamente, condensando a norma tecnológica vigente, que cria um mundo de perfeição ideal, que deve ser o ponto de referência que nos guia idealmente, é certo, mas que se revela, demasiadas vezes, não verdadeiro na realidade pura e dura; Os motores de busca têm as suas idiossincrasias, e com isso podem elevar-nos mais alto ou rebaixar-nos à insignificância de uma busca eterna. Hoje, novamente, estou aqui.


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quarta-feira, 24 de janeiro de 2018

Stop censorship machines - parem as maquinas de censura #netneutrality

Podemos, certamente, afirmar que a revolução digital está a acontecer, e isso não fica despercebido a ninguém, do mais rico ao mais pobre, do mais inteligente ao mais inculto. Como em tudo na vida, temos deveres a cumprir, mas, temos também o direito de ser respeitados pelo poder vigente que regula o estado social, (fazendo esta observação baseada no usual senso comum, «temos direitos e deveres», de trás para a frente). Assim como todos temos, juridicamente, e bem, a meu ver, a presunção da inocência até que o contrário seja provado, também na INTERNET e no mundo digital temos o direitos a expressar-nos enquanto cidadãos do Mundo, antes de sermos censurados, e só depois devemos ser julgados, com prova (s), se estivermos a agir mal, de que estamos a infringir os padrões morais, sociais, jurídicos, etc, e não sermos censurados no momento, por maquinas (Bots,Robots) e/ou pessoas que nos condenam à partida só por emitirmos a nossa opinião, escrita, verbalmente, em vídeo ou áudio. Tenham atenção que, se assim vier a acontecer, estamos a ser escrutinados por algo que tem muito poder e que pode ''descambar'' em posições de censura que põem em causa a Democracia digital, com as repercussões que tem para a vida real e a Liberdade de todos nós. Compreendam isso e lutem pelo Mundo de Liberdade, paz e a necessidade de uma Internet livre e aberta como a que foi criada originalmente, que é outra faceta e assunto que está relacionado com este que é abordado no vídeo que segue. 



     Por causa de uma minoria de pessoas que agem mal, não vamos pôr em causa a larga maioria que age bem neste mundo digital logo à partida, assim como na vida mundana. A censura no mundo digital não é correcta, não se deve suspeitar de todas as pessoas como sendo criminosas e por isso passar a controlá-las todas o mais possível, a cada passo que dão, mas, sim, escrutinar os criminosos e pessoas de má conduta no mundo virtual tal como acontece na vida real. Fica aqui mais um apelo ao bom senso de todos nós, que devemos zelar pelo equilíbrio do Mundo, assim como o mundo digital deve também ser palco de equilíbrios.

sábado, 9 de dezembro de 2017

Moonset over the Superstitions (Landscape Photo - Fotografia de Paisagem Americana)


Moonset over the Superstitions
Lost Dutchman State Park in Apache Junction, Arizona (04, November 2017)


     Num mundo de um Blog, a escuridão não pode ser completa, a música preenche-nos os sentimentos e marca momentos. As palavras, muitas vezes, são demasiado subjetivas, fortes ou desinteressantes. As imagens ganham lugar também.


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domingo, 26 de novembro de 2017

Simply Red - Holding Back The Years (Video em destaque no player) - o sentimento que invoca (em baixo)

Simply Red - Holding Back The Years



Simply Red, mais uma uma banda, um cantor, um ''performer'' musical, artista, que entrou pela minha vida dentro e me tocou, como a tanta gente. ''Holding back the Years'', é mais uma música que me preenche num momento muito singular da minha vida, indelevelmente, sem eu perceber na altura, pelo menos um pouco, do significado de me tocar dessa maneira, nesse tempo tão nostálgico, que não regressa mais, mas que tem sentido profundo, naquilo que sou e naquilo que represento para o mundo, sendo aquele que sou. Holding back the Years, traduzindo, para mim, significa ficar preso nos anos que passam, significa certamente aquilo que eu tenho feito tão bravamente e tão perigosamente, mas sem qualquer outra oportunidade de fazer diferente, mas sempre olhando para o futuro.
''Strangled by the wishes of pater
Hoping for the arms of mater
Get to neither sooner or later''
Fiquei preso, certamente, a certos desejos, a medos, como tão bem é cantado por
Michael James Hucknall, vocalista dos Simply Red. (Mais informação acerca dele e de Simply Red aqui )
E eu esperei e esperei, tão cansado:
'' I'll keep holding on
I'll keep holding on
So tired  ''
Mas, felizmente muita coisa mudou, e tem mudado, muito mais do que alguém pode pensar ou perceber, e eu vivo, mudei, agora tenho muito mais para dizer, se possível.
Simply Red quer dizer ''Simplesmente vermelho'', tradução literal ou ''Simplesmente corado'' tradução adaptada. Michael é certamente um homem ruivo e com facilidade em corar - corar como eu, por exemplo -, certamente encontram fotografias dele na Internet, sobretudo em performance, todo vermelho 😊  . Mas o Génio de artista musical estava com ele (e por isso foi encontrado pelo sucesso) como se isso estivesse escrito, e venceu naturalmente ao fazer músicas que marcaram a história (nada o pode negar) sendo quem é e o que sente; e com características que para muitos se tornam impeditivas de vingarem, ele transformou essas dificuldades em arte, em beleza musical, em prazer. Isto só para aqueles que estão marcados para vencer, segundo aquilo que são; está escrito, ou... talvez não. Fiquem bem e não desistam, nunca, pensando sempre na melhor maneira de viver segundo aquilo que somos e onde vivemos, eu tento também fazer isso.

sábado, 28 de outubro de 2017

BEAUTIFUL B&W PHOTO (6, October 2017)

BEAUTIFUL B&W PHOTO

     Num mundo de um Blog, a escuridão não pode ser completa, a música preenche-nos os sentimentos e marca momentos. As palavras, muitas vezes, são demasiado subjetivas, fortes ou desinteressantes. As imagens ganham lugar também.



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domingo, 15 de outubro de 2017

Sentindo infinita esperança e determinação



<< Uma criança dotada de infinita esperança e determinação, mas que é dominada por suas inseguranças e uma permanente má sorte, e aqueles que o cercam muitas vezes se aproveitam disso >>.
Assim começo, hoje, aqui. Adivinhem a quem se refere a citação.
Pode referir-se a alguns de nós, nessa fase das nossas vidas. Fase que tão marcante é para todos e que, pensa-se, marcará indelevelmente quem seremos, se é que já não estamos condicionados a actuar de determinada maneira segundo aquilo que sentimos e aparentamos ser, etc, para abreviar a questão que permanece por entender, se é que já não foi entendida mas ainda não chegou a toda a gente, Genética VS Ambiente. Ou talvez a citação já não se refira a alguns, porque, talvez todas as crianças de hoje sejam superdotadas de capacidades sociais, emocionais e inteligências soberbas, sendo que tudo aquilo a que a ideia da citação se refere esteja, felizmente, ultrapassado. Invejo-as, se for assim, de não ter nascido no tempo certo para ser como elas, sem, no entanto, estar insatisfeito com o que sou, enquanto, de algum modo, estiver conectado em algum tipo de sintonia com o Mundo, enquanto tiver a minha saúde fisiológica mínima, enquanto tiver, ao menos, uma oportunidade de viver mais um dia. Neste Mundo da escrita que pode ter sentido ou não, algumas vezes propositado, eu revejo-me ao escrever sabendo que o meu acto ganhará sentidos que são fractais (no sentido do tipo de uma ramificação de uma árvore, assim o é também a forma como a evolução dos seres do mundo se deu, ou seja, fazemos parte de uma grande árvore que teve inicio numa semente, falando em conceitos gerais, num ser orgânico que seria primeiro uma simples célula, à cerca de 4 mil milhões de anos, para não irmos um pouco mais além, ainda, nesta imensidão tão difícil de entender, mas que faz sentido se assim o procurarmos, ou se a sorte nos permitir entender, se isso de entender for sorte…), tentando fazer-me de conhecedor (o que acabei de fazer chamamos de humildade, à moda do Filósofo Sócrates da Grécia antiga, humildade incómoda para determinadas pessoas, certamente). Parece-me que ao agirmos, e eu diria mesmo mais, que, ao pensarmos, isso acontece a cada um de nós, sejamos humanos ou não, as consequências tornam-se fractais, num sentido de como uma árvore cresce a partir de uma semente, se assim puder exemplificar rapidamente. Assim será o Efeito Borboleta, muito provavelmente. O efeito fractal tende para o finito, dentro do infinito, como pude reter.
E ao dizer isto não disse nada de novo, para alguns…. Parabéns a esses que assim o sentiram, são infinitamente melhores do que eu a entender as coisas. Mas eu posso falar para mim? Monologar? Sim, mas se o monólogo for visto por outros isso dará outro sentido ao monólogo, haverá uma avaliação do que é dito no sentido de para a próxima se fazer melhor, assim como a evolução o dita, seja isso manifesto ou não. Podemos mudar o Mundo como Eric Clapton canta maravilhosamente Change the World. Agora, se é para melhor (que podemos mudar o mundo), só vendo o resultado das nossas acções, mas acho que no fundo, somo apenas mais uns seres usufruidores do que esta terra nos tem para oferecer, e apesar de auto intitulados inteligentes, não conseguimos parar um ímpeto superior que terá que se cumprir, e que nenhum ser, numa ‘posição superior’, passe o conceito, pode mudar. Mas, mesmo, muitos dessa ‘posição superior’ agem como que não querendo saber das consequências de seus actos, alguns que tem o poder de influenciar positivamente mais marcadamente essa mudança ou pelo menos estão, aparentemente, nessa posição de poder influenciar muito os destinos da terra não o fazem, no entendimento que temos no presente, porque até podem estar a agir bem e a gente pensar que não, mas, dificilmente será assim. Não podemos retirar o direito à vida, mas não podemos ignorar que todos somos diferentes na nossa maneira de pensar o Mundo, e que essa diferença acentuada pela quantidade de seres usufruidores e consumidores desta terra, a continuar assim, muito rapidamente irá levar a algo que é impensável para a maioria das pessoas que continuarem a ignorar o apelo de vozes de perigo iminente, o futuro está já aí e todos temos direito à vida, mas uns mais do que outros, será sempre assim. E conversa é só conversa, a realidade fala mais alto, ainda para mais neste mundo de imagem e comunicação instantânea em que nos encontramos. Talvez haja esperança para muita gente, que conseguirá adaptar-se apesar de toda a adversidade, e os seus descendentes serão os últimos a desaparecer. Essa esperança, nesses termos, não reside em mim. Somos o que somos, acontece-nos o que nos acontece por uma ou mais razões que poderemos ou não descobrir, ou vislumbrar, pelo menos, tentando.
A simplicidade e/ou a humildade fere. Compreendo que eu compreendo isso dessa maneira na minha vida, porque me foi dado a entender dessa maneira na minha vida, repito. Decerto, a simplicidade fere e escandaliza quando os seres que envolvem essa simplicidade se acham superiores e inconcebível que possa existir a simplicidade e a humildade no ato de agir. Mas ainda está para vir, talvez, o dia em que esses dois conceitos se tornarão em uma força que é desvalorizada, porque certezas não há na idealização, e, no entanto, ela pode estar já a dar-se sem que se apercebam os valentões do mundo. Talvez se esteja a dar um vice-versa, em muitos aspectos da vida.  
            Penso (tenho para mim) que a fisiologia de uma pessoa, poderá estar relacionada com aquilo que essa pessoa poderá fazer na vida, esses são os limites que não poderão ser ultrapassados só com o passar do Tempo. Como pode uma Psiquê trabalhar bem num corpo com uma fisiologia que não corresponde? As pessoas evoluíram para adaptar-se a determinados espaços e situações, sem esquecer que a evolução faz tentativas, e quem tem o azar de ser uma tentativa mal adaptada tende a sofrer a ‘rejeição’ natural da evidência da sua condição. Mas, certamente, se não se insistir naquilo que não se conseguirá fazer jamais, e se se procurar as situações e lugares certos para se estar, se for possível encontrá-los, poderá ainda assim viver segundo o que é. A ‘má sorte’ poderá ser minimizada, se se tiver a sorte de poder fazer por isso. Pessoalmente, não aceito rótulos, não posso admitir isso. E se eu tiver um Padrão que possa explicar, simplesmente, o que eu sou e o que eu faço, mesmo que ele seja negativo e eu não o aceite, quero compreender o porquê de eu pertencer a esse Padrão.
A incompreensão reina nas pessoas, algumas pessoas, tendemos a pensar que os outros vêem e sentem como nós, por nós conseguirmos, os outros também conseguem, se assim fosse, qualquer um era qualquer coisa, ‘todos seriam capazes de’, todos eram os melhores, mas não. A minha verborreia tal como a da entropia das palavras do mundo tendem a ocultar o que está correto, as veias do que é a verdade, do que é a essência do conhecimento, trazido por essa mesma entropia de palavras que circulam. Até tenho medo das pessoas e das suas reais intenções, porque tendo a acreditar que sei o que vai por trás das coisas que se manifestam, embora eu teime em não querer acreditar cabalmente, ainda, nisso.
A citação com que comecei, é da seguinte página: https://pt.wikipedia.org/wiki/Charlie_Brown , que caracteriza a personagem Charlie Brown. Quem estavas a pensar que caracterizava?