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domingo, 14 de junho de 2015

John Farnham - You're the Voice [video and lyrics]

John Farnham - You're the Voice [video and lyrics]



 observação:
    Umberto Eco diz recentemente: 
“O drama da Internet é que ela promoveu o idiota da aldeia a detentor da verdade”.
     Agora pergunto eu: serei eu um idiota?! Não terei eu direito à minha liberdade de expressão da maneira como posso e me sei exprimir?! Ou por ser eu de uma aldeia terei que ser necessáriamente, idiota?!  Acho que é uma frase infeliz e arrogante de um grande escritor, que nunca li, que mete tudo o que 'é da aldeia' na mesma bitola e que demonstra um atentado de opinião (a opinião dele) à liberdade que as pessoas têm de se exprimir da maneira como podem e sabem, e  mais, um atentado ao direito dos mais fracos, que não conseguem ter voz e que a internet lhes permite um pouco mais de liberdade expressiva.

Lyrics:
We have the chance to turn the pages over
We can write what we want to write
We gotta make ends meet, before we get much older
We're all someone's daughter
We're all someone's son
How long can we look at each other
Down the barrel of a gun?
You're the voice, try and understand it
Make the noise and make it clear, oh, woah
We're not gonna sit in silence
We're not gonna live with fear, oh, woah
This time, we know we all can stand together
With the power to be powerful
Believing we can make it better
Ooh, we're all someone's daughter
We're all someone's son, oh
Give a look at each other
Down the barrel of a gun
You're the voice, try and understand it
Make the noise and make it clear, oh, woah
We're not gonna sit in silence
We're not gonna live with fear, oh, woah
Ooh, we're all someone's daughter
We're all someone's son
How long can we look at each other
Down the barrel of a gun?
You're the voice, try and understand it
Make the noise and make it clear, oh, woah
We're not gonna sit in silence
We're not gonna live with fear, oh, woah
You're the voice, try and understand it
Make the noise and make it clear, oh, woah
We're not gonna sit in silence
We're not gonna live with fear, oh, woah
You're the voice, try and understand it
Make the noise and make it clear, oh, woah
We're not gonna sit in silence
We're not gonna live with fear, oh, woah
You're the voice, try and understand it
Make the noise and make it clear, oh, woah
We're not gonna sit in silence
We're not gonna live with fear, oh, woah
 



sexta-feira, 29 de maio de 2015

Assuntos hodiernos

Hoje sinto-me internamente, subjetivamente, não manifestamente, eufórico no sentido que me apetece dizer algo. Imagens passam diante meus olhos manifestando-se apenas na minha mente de que algo de grande se pode verbalizar. O mundo está numa mudança acelerada, as nossas mentes andam aceleradas, embora nem todos tenham capacidade para gerir tais mudanças, eu, certamente, sou um dos que não tenho, mas, por breves momentos no tempo, quando me sinto especial novamente, até parece que realmente tenho capacidade e sou realmente especial; o que para mim é evidente, pois não posso escolher outra vida que não a minha, nem outro ser quem não o meu, nem outro tempo que não o que me é permitido viver. As mentes estão de algum modo conectadas, sinto-o, embora não consiga perceber de que modo o estão. Sinto algo fantástico que me é difícil dizer, algo que é sinónimo de compreensão mas que não consigo verbalizar - pensar coerentemente, segundo o senso comum não é comigo, é minha dificuldade original, logo é para mim evidente que o efeito de tal causa seja não conseguir verbalizar facilmente, o que lhe poderá parecer paradoxal ao estar a escrever este texto para si. Compreendo que neste mundo há perspetivas sem fim. Percebo que a minha vida é feita de dificuldades que jamais poderão interessar a alguém. Sei que há coisas que nunca deviam ser questionadas para se viver em conformidade com o ‘espírito da época’, vou chamar assim á usualidade psíquica dos tempos que correm em determinados momentos no tempo; Eu penso que questionamos sem saber o porquê disso, comigo foi assim, tudo começou e não mais parou - talvez a sobrevivência esteja em causa, e por isso o homem pensante pensa, para resolver a dificuldade vital; no meu caso, acomodando-me no certo e conhecido evitando o incerto e desconhecido, tentando ter o meu mundo sobre controlo. Imagino que tenho um deficit emocional, ou melhor, talvez uma perturbação emocional. Constato que o que se diz não sempre é o que se escreve, nem é sempre conversa útil, assim como, a verdade se tende a ocultar para apenas ser revelada aqueles a quem tiver de ser, e por consequência há quem diga e há quem faça, e fazendo mais um ‘mea culpa’: eu digo, não faço, eu vejo mas eu não tenho tato para fazer, nem coordenação psico-motora para executar determinadas tarefas, sobretudo em grupo. Sinto que a minha maneira de ser foge aos tramites da normalidade imposta, e que apesar de me trazer muitos prazeres particulares também me trás dificuldades próprias, não inteligíveis para outras/os pessoas/conhecidos, mesmo os mais próximos – ah! Como eu sinto o egoísmo que grassa pelo mundo! – Sei que sou diferente, sempre o disse que o sou, sei que todos nós somos diferentes, mas unidos por qualquer coisa, por aspetos físicos ou psíquicos, ou por uma mente universal que nos rege a todos em última instância, o topo da pirâmide, o lugar máximo da escala da vida -. Mas porque eu acho que entendo? Será que, realmente entendo muita coisa? Ou sou eu a imaginar que entendo? Se entendo os outros, porque os outros não me entendem a mim? Se não entendo, porque sou tratado como entendendo das coisas? Se entendo porque não tenho eu sucesso na vida? Sou diferente, mas até que ponto? Sou sensível, meu corpo é belo quando sigo em normal segurança pela vida – quando, por exemplo, não tenho stress em demasia, não tenho de apanhar sol a partir de uma tolerância muito baixa, quando não tenho de beber álcool, vinho ou cerveja, em algum encontro festivo em que se põe à prova as capacidades das pessoas, marginalizando (marginalizando-me eu próprio, duplamente), quando consigo alimentar-me normalmente – e, no entanto, não tão belo quanto digo, tornando-se mesmo uma chaga viva quando certas coisas que, para os outros mais fortes não causa sofrimento, a mim causa um sofrimento enorme; e no entanto sobrevivo; o psíquico torna-se mais estranho à medida que o tempo passa, porque, e é um paradoxo, mas parece-me que os males da psique não são considerados manifestamente males, mas feitios, ideias, atitudes que não se devem manifestar na cultura segundo a qual estamos a perspetivar esse ‘mal’ (atenção: não falo em ‘males da mente’ que é diferente, ‘mal da mente’ = problemas fisiológico/neurológico); já os males físicos (exteriores) são evidentes e aceites, relativamente aos interiores já pode não ser bem assim, o que não se vê põe-se em causa a sua veracidade, não é assim? Assim é com o psíquico, não se vê logo não se é para compreender, por quem não necessita de compreender porque, eu estou bem logo não sei o que o outro tem nem quer saber – para uma pessoa comum essa atitude é entendível, já para um médico que supostamente é para compreender e não compreende, isso dá que pensar; será que só interessa ganhar o dinheiro ao fim do mês? Deixo a questão, e digo que falo pelo que sinto em relação a duas médicas onde tenho ido; e vejo mais queixas por ai de gente que não é compreendida nos males que se tem, sobretudo psíquicos em que os médicos não são capazes de dar resposta adequada, longe disso, aos problemas que as pessoas, desesperadamente têm; e ainda, posso contar algo de concreto (embora não me referindo ao psíquico neste caso) - até já fiz um post sobre isso há uns posts atrás, em dezembro de 2013, http://johnybigodes.blogs.sapo.pt/65796.html -, em que eu fiquei a saber por mim próprio que era intolerante à lactose quando já me tinha queixado à médica por varias vezes que tinha mal-estar intestinal, e ela nunca foi capaz de se lembrar, digo assim, de me dizer isso: para evitar o leite. Agora já se fala muito nisso, e já se vai encontrando leite sem lactose. É lamentável acontecer isto, tenho sofrido muito mais do que sofreria na vida por tomar o leite e andar mal dos intestinos, se tivesse sabido há pelo menos 10 anos atrás… simplesmente não percebia o que se passava até que se fez luz. Realmente, as pessoas são irracionais em grandes aspetos da vida, neste mundo, deixem-me generalizar agora um pouco este aspeto (de irracionalidade) porque se recusam a compreender quando estão bem, nada é com elas: o mundo está a caminhar para pior, mas como ‘eu estou bem’ então nada mais interessa saber; é pena que isso aconteça….Se bem que por outro lado há aqueles que tanto poderiam fazer e simplesmente estão, sei lá, economicamente bem, não precisam de se preocupar. E isso leva-me a pensar afinal é verdade que pagam os mais fracos com a injustiça, os mais doentes, que ainda tem de trabalhar mais do que outros saudáveis, muitas vezes. Quem mais precisa é quem é explorado, e a pensar nisto penso também naquilo que me questiono frequentemente, porque acreditei em Deus? Porque não consigo, no entanto, não o negar (?), apesar de haver muitos mais indicativos de que o que ocorre nesta vida é um acaso do que uma ‘vontade maior’, em lugar de haver um Deus bom, que me querem fazer acreditar; vida, esta, num mundo magnífico onde os fracos tem a vida perdida à partida em lugar de ter um lugar reservado por Deus para uma eternidade nunca comprovada, num paraíso além-vida que será infinitamente incerto, vida, esta, onde a vontade do homem é negada à partida segundo uma saúde e uma série de vicissitudes que lhe ditarão o que vai ser, como se fosse um jogo em que quem não consegue jogar já perdeu mesmo sem nunca querer jogar. Podia falar ainda mais na falta de amor, de gente perdida, pessoas em número exorbitante, que falam ser protegidas quando nunca mais terão proteção, porque são elas mesmo fruto da desproteção e do desamor, da irracionalidade, ou tão-somente do acaso, de uma experiência da evolução, por exemplo. Continuarei a questionar-me sobre isto, possivelmente sem nunca encontrar resposta a estas questões, sofrendo sem perceber porquê, e no entanto agradecido a algo desconhecido, se assim for, porque sei que não sou o que sofro mais além de que me posso rever noutros sofrimentos que me dizem que não estou só, pelo menos não sou o único, porque aí qualquer um que esteja só com a sua maleita seria desprezível.
Acabei por não dizer nada do que queria =| …talvez diga o que quero depois de amanhã.


segunda-feira, 27 de abril de 2015

1% dos portugueses tem 21% da riqueza do país

Ver noticia original da rádio renascença:
‘’Pela primeira vez, foi feita uma análise à distribuição da riqueza em Portugal.
27-04-2015 12:28 por Redacção e Rodrigo Machado (infografia)’’



            Assim vai a economia portuguesa, diria mais, assim vai o mundo económico em que uma minoria detém a maioria dos valores monetários do mundo.  Vivemos num mundo em que, maioritariamente, o homem está ao serviço da economia, num mundo de escravização económica, em que as pessoas só veem a necessidade do dinheiro, um mundo economicamente humanizado, em que a destruição do ecossistema terrestre é evidente, em que a destruição da biodiversidade é aceleradamente constante, devido, precisamente, a esse paradigma criado pelo homem, passe a redundância: economia. E isto faz-me pensar: ainda me pergunto, segundo a minha fé, se é Deus (se ele existe?) que permite isto (?), e qual será a finalidade que ele tem para com este mundo (sei que me é permitido questionar isto).  A economia devia estar, se não está, ao serviço do homem e da natureza, deste mundo no geral, parece-me justa esta ideia formada por outros e abraçada por mim. Mas não, quem tem o poder do dinheiro, tende a acomodar-se e a criar culturas supérfluas, em vez de investir na sustentabilidade do mundo. Mais uma vez me pergunto: onde está um possível Deus no meio disto tudo? – Um Deus em que tendo a acreditar, contudo, questionando-me ativamente sobre isso, sem me poder livrar dessa crença facilmente. Por favor acordem essas mentalidades justas, não deixem o mal e a destruição grassar nesta terra preciosa.

sexta-feira, 24 de abril de 2015

Telescópio Hubble. Há 25 anos a levar-nos por essas galáxias fora

Vejam o artigo do expresso:

''Lançado no espaço a 24 de abril de 1990, o Hubble revolucionou a astrofísica com as imagens inéditas captadas a partir do espaço, ajudou-nos a encontrar o nosso lugar entre as estrelas e transporta-nos há um quarto de século para um universo misterioso situado a milhares de anos-luz.''



O Hubble é gerido pela NASA e pela Agência Espacial Europeia (ESA), organização a que Portugal pertence. O telescópio espacial transformou o nosso conhecimento sobre o Sistema Solar e sobre o Universo, e ajudou-nos a encontrar o nosso lugar entre as estrelas

Fonte: http://expresso.sapo.pt/


Há um Universo fora e dentro de nós.

terça-feira, 14 de abril de 2015

O horror aproxima-se




Clique no artigo original: O horror aproxima-se





            O ‘horror aproxima-se’, é o título deste post, mas, na realidade ele já grassa entre nós. A par da aparente estabilidade e melhoria de muita coisa, no entanto essa melhoria é uma minoria: há uma grande parte do mundo que grita por sobrevivência, eu mesmo grito em mim a uma só voz com essas pessoas, embora devido mais a outro tipo de instabilidade. Se ainda não sinto o pavor do verdadeiro horror na pele, temo um futuro incerto que na medida do maior conhecimento aponta para o descalabro da estabilidade do mundo natural e social. Se por um lado vivi e sobrevivo num mundo que por vezes se aparenta esperançoso em certos ideais partilhados por certas pessoas, temo a destruição da natureza e a desintelectualidade (ver a propósito da palavra: http://desintelectualidade.blogspot.pt/ ) e ininteligência das pessoas; quero dizer com ‘desintelectualidade’ o afastamento de muita gente da sua natureza intelectual, espiritual, sabedora, que por sua vez deveria estar ligada ao mundo (ao mundo natural, que nos envolve) através da inteligência e refiro-me também ao afastamento do homem do que é a verdadeira realidade, vivendo na ilusão de que tem o direito de apenas usufruir sem limites, assim ‘pagando o justo pelo pecador’; há aqueles que ainda desfrutam das coisas, pelo menos por uns tempos e pagar, isso pagam todos os que cá andam. Se por um lado defendo as pessoas que vivem em sítios desfavorecidos que ainda são mais prejudicados pelas alterações (climáticas, por exemplo) devido à ação desmesurada de terceiros, que abusam do ecossistema onde se encontram indo prejudicar outros em outra parte da terra (porque os ecossistemas estão todos ligados a nível global) esses que vivem num mundo que lhes chamam ‘evoluído’ porque conseguiram sobrepujar o conhecimento a favor deles para um bem-estar que é ou será mais ou menos passageiro (tenho a certeza que é passageiro, em mais ou menos tempo), por outro lado essas mesmas pessoas tem que aceder à sabedoria para que este mundo consiga alcançar equilíbrio e paz, mas concomitantemente, nós que vivemos na ‘sociedade evoluída’ teremos que alcançar essa mesma sabedoria para que tudo siga a bom porto, senão será o horror para todos. Tenha medo do futuro, tenha muito medo, mas não aja irracionalmente por isso, aja com sabedoria, equilíbrio, ponderação, busque a verdadeira inteligência, tolerância, empatia, não desprezando o que não compreende, quem não compreende, porque isso pode ser o fim da sua geração, amén.