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terça-feira, 7 de julho de 2015

Ser poeta é ser mais alto - Florbela Espanca



Ser poeta é ser mais alto, é ser maior
Do que os homens! Morder como quem beija!
É ser mendigo e dar como quem seja
Rei do Reino de Áquem e de Além Dor!

É ter de mil desejos o esplendor
E não saber sequer que se deseja!
É ter cá dentro um astro que flameja,
É ter garras e asas de condor!

É ter fome, é ter sede de Infinito!
Por elmo, as manhãs de oiro e de cetim...
É condensar o mundo num só grito!

E é amar-te, assim, perdidamente...
É seres alma, e sangue, e vida em mim
E dizê-lo cantando a toda a gente!

                                   Florbela Espanca

O planeta não aguenta este ritmo. “A humanidade está em risco”



Vejam transcrição de :




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Portugal está no "top ten" dos países europeus que serão mais afetados pelas alterações climáticas







Se as emissões de gases com efeito de estufa continuarem ao ritmo atual, chegaremos a 2100 com as temperaturas do ar a subirem em média mais 3,6 graus celsius que as registadas na era pré-industrial. E isso não augura boa saúde para o Planeta.
"Os dados científicos demonstram que  o nosso planeta não está em boa situação e que a humanidade está em risco", alertou esta quarta-feira Jean-François Blarel, embaixador de França em Portugal e anfitrião da conferência  "Como Portugal vê os desafios da COP21".
A cimeira do Clima de Paris é a última carta a jogar para que os Estados acordem medidas que impeçam as temperaturas médias do Planeta de subir mais de 2 graus celsius até ao final do século.
E "é essencial um bom acordo em Paris, já que não nos podemos dar ao luxo de ter uma segunda Copenhaga", sublinhou o ministro do Ambiente, Jorge Moreira da Silva, na sua intervenção esta quarta-feira de tarde, lembrando o falhanço da cimeira realizada na capital da Dinamarca em 2009. 
Mas o ministro afirmou-se "otimista" quanto aos resultados que sairão de Paris e defendeu que "o combate às alterações climáticas é urgente, custo-eficiente e lucrativo".  
A urgência, sublinhou, deve-se ao conjunto de dados científicos que demonstram que "em 2015, um ano particularmente quente, se registou uma subida média da temperatura de 1,5 graus face à média registada no século XX". Se nada for feito, tendo em conta que "as projeções para 2050 indicam que as emissões de gases com efeito de estufa estão 14% acima do que deviam", chegaremos certamente a 3,6 graus celsius em 2100". Por isso, salientou, "vivemos uma situação verdadeiramente preocupante".  
Moreira da Silva considera que "o combate às alterações climáticas está ao nosso alcance sem erupções tecnológicas". Para o ministro, é possível reduzir em 80% o volume de emissões de CO2 de um modo a que chama "custo-eficiente", porque "o custo será cinco vezes superior se nada fizermos", podendo chegar "a cinco triliões de dólares". E que "o combate pode ser lucrativo", já que "a economia verde cresce 4% ao ano". 
Portugal está no "top ten" dos países europeus que serão mais afetados pelas alterações climáticas e os eventos extremos associados, como a erosão costeira, as inundações ou o stress hídrico. Quanto a Portugal,  Moreira da Silva fez, mais uma vez, questão de repetir os aplausos internacionais pelas suas políticas em torno do de Crescimento Verde e de reforma da Fiscalidade Verde e na aposta nas energias renováveis e na redução da dependência energética do exterior. 
"A Europa não pode deixar de continuar a assumir a liderança que tem tido no combate às alterações climáticas" acrescentou ainda o ministro do Ambiente 
Faltam 190 dias para a Cimeira de Paris, que volta a colocar os holofotes em cima do tema. A questão que se coloca é que sequela pretendem os Estados dar ao protocolo de Quioto, assinado em 1997. O objetivo é fazer todos os esforços para que de Paris saia um acordo que obrigue os países a reduzirem as emissões de dióxido de carbono de modo a que a temperatura média da atmosfera não suba mais de 2 graus celsius até 2100. E que, simultaneamente, sejam atingidos os objetivos do milénio associados ao desenvolvimento sustentável e à redução da pobreza.  
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domingo, 14 de junho de 2015

John Farnham - You're the Voice [video and lyrics]

John Farnham - You're the Voice [video and lyrics]



 observação:
    Umberto Eco diz recentemente: 
“O drama da Internet é que ela promoveu o idiota da aldeia a detentor da verdade”.
     Agora pergunto eu: serei eu um idiota?! Não terei eu direito à minha liberdade de expressão da maneira como posso e me sei exprimir?! Ou por ser eu de uma aldeia terei que ser necessáriamente, idiota?!  Acho que é uma frase infeliz e arrogante de um grande escritor, que nunca li, que mete tudo o que 'é da aldeia' na mesma bitola e que demonstra um atentado de opinião (a opinião dele) à liberdade que as pessoas têm de se exprimir da maneira como podem e sabem, e  mais, um atentado ao direito dos mais fracos, que não conseguem ter voz e que a internet lhes permite um pouco mais de liberdade expressiva.

Lyrics:
We have the chance to turn the pages over
We can write what we want to write
We gotta make ends meet, before we get much older
We're all someone's daughter
We're all someone's son
How long can we look at each other
Down the barrel of a gun?
You're the voice, try and understand it
Make the noise and make it clear, oh, woah
We're not gonna sit in silence
We're not gonna live with fear, oh, woah
This time, we know we all can stand together
With the power to be powerful
Believing we can make it better
Ooh, we're all someone's daughter
We're all someone's son, oh
Give a look at each other
Down the barrel of a gun
You're the voice, try and understand it
Make the noise and make it clear, oh, woah
We're not gonna sit in silence
We're not gonna live with fear, oh, woah
Ooh, we're all someone's daughter
We're all someone's son
How long can we look at each other
Down the barrel of a gun?
You're the voice, try and understand it
Make the noise and make it clear, oh, woah
We're not gonna sit in silence
We're not gonna live with fear, oh, woah
You're the voice, try and understand it
Make the noise and make it clear, oh, woah
We're not gonna sit in silence
We're not gonna live with fear, oh, woah
You're the voice, try and understand it
Make the noise and make it clear, oh, woah
We're not gonna sit in silence
We're not gonna live with fear, oh, woah
You're the voice, try and understand it
Make the noise and make it clear, oh, woah
We're not gonna sit in silence
We're not gonna live with fear, oh, woah
 



sexta-feira, 29 de maio de 2015

Assuntos hodiernos

Hoje sinto-me internamente, subjetivamente, não manifestamente, eufórico no sentido que me apetece dizer algo. Imagens passam diante meus olhos manifestando-se apenas na minha mente de que algo de grande se pode verbalizar. O mundo está numa mudança acelerada, as nossas mentes andam aceleradas, embora nem todos tenham capacidade para gerir tais mudanças, eu, certamente, sou um dos que não tenho, mas, por breves momentos no tempo, quando me sinto especial novamente, até parece que realmente tenho capacidade e sou realmente especial; o que para mim é evidente, pois não posso escolher outra vida que não a minha, nem outro ser quem não o meu, nem outro tempo que não o que me é permitido viver. As mentes estão de algum modo conectadas, sinto-o, embora não consiga perceber de que modo o estão. Sinto algo fantástico que me é difícil dizer, algo que é sinónimo de compreensão mas que não consigo verbalizar - pensar coerentemente, segundo o senso comum não é comigo, é minha dificuldade original, logo é para mim evidente que o efeito de tal causa seja não conseguir verbalizar facilmente, o que lhe poderá parecer paradoxal ao estar a escrever este texto para si. Compreendo que neste mundo há perspetivas sem fim. Percebo que a minha vida é feita de dificuldades que jamais poderão interessar a alguém. Sei que há coisas que nunca deviam ser questionadas para se viver em conformidade com o ‘espírito da época’, vou chamar assim á usualidade psíquica dos tempos que correm em determinados momentos no tempo; Eu penso que questionamos sem saber o porquê disso, comigo foi assim, tudo começou e não mais parou - talvez a sobrevivência esteja em causa, e por isso o homem pensante pensa, para resolver a dificuldade vital; no meu caso, acomodando-me no certo e conhecido evitando o incerto e desconhecido, tentando ter o meu mundo sobre controlo. Imagino que tenho um deficit emocional, ou melhor, talvez uma perturbação emocional. Constato que o que se diz não sempre é o que se escreve, nem é sempre conversa útil, assim como, a verdade se tende a ocultar para apenas ser revelada aqueles a quem tiver de ser, e por consequência há quem diga e há quem faça, e fazendo mais um ‘mea culpa’: eu digo, não faço, eu vejo mas eu não tenho tato para fazer, nem coordenação psico-motora para executar determinadas tarefas, sobretudo em grupo. Sinto que a minha maneira de ser foge aos tramites da normalidade imposta, e que apesar de me trazer muitos prazeres particulares também me trás dificuldades próprias, não inteligíveis para outras/os pessoas/conhecidos, mesmo os mais próximos – ah! Como eu sinto o egoísmo que grassa pelo mundo! – Sei que sou diferente, sempre o disse que o sou, sei que todos nós somos diferentes, mas unidos por qualquer coisa, por aspetos físicos ou psíquicos, ou por uma mente universal que nos rege a todos em última instância, o topo da pirâmide, o lugar máximo da escala da vida -. Mas porque eu acho que entendo? Será que, realmente entendo muita coisa? Ou sou eu a imaginar que entendo? Se entendo os outros, porque os outros não me entendem a mim? Se não entendo, porque sou tratado como entendendo das coisas? Se entendo porque não tenho eu sucesso na vida? Sou diferente, mas até que ponto? Sou sensível, meu corpo é belo quando sigo em normal segurança pela vida – quando, por exemplo, não tenho stress em demasia, não tenho de apanhar sol a partir de uma tolerância muito baixa, quando não tenho de beber álcool, vinho ou cerveja, em algum encontro festivo em que se põe à prova as capacidades das pessoas, marginalizando (marginalizando-me eu próprio, duplamente), quando consigo alimentar-me normalmente – e, no entanto, não tão belo quanto digo, tornando-se mesmo uma chaga viva quando certas coisas que, para os outros mais fortes não causa sofrimento, a mim causa um sofrimento enorme; e no entanto sobrevivo; o psíquico torna-se mais estranho à medida que o tempo passa, porque, e é um paradoxo, mas parece-me que os males da psique não são considerados manifestamente males, mas feitios, ideias, atitudes que não se devem manifestar na cultura segundo a qual estamos a perspetivar esse ‘mal’ (atenção: não falo em ‘males da mente’ que é diferente, ‘mal da mente’ = problemas fisiológico/neurológico); já os males físicos (exteriores) são evidentes e aceites, relativamente aos interiores já pode não ser bem assim, o que não se vê põe-se em causa a sua veracidade, não é assim? Assim é com o psíquico, não se vê logo não se é para compreender, por quem não necessita de compreender porque, eu estou bem logo não sei o que o outro tem nem quer saber – para uma pessoa comum essa atitude é entendível, já para um médico que supostamente é para compreender e não compreende, isso dá que pensar; será que só interessa ganhar o dinheiro ao fim do mês? Deixo a questão, e digo que falo pelo que sinto em relação a duas médicas onde tenho ido; e vejo mais queixas por ai de gente que não é compreendida nos males que se tem, sobretudo psíquicos em que os médicos não são capazes de dar resposta adequada, longe disso, aos problemas que as pessoas, desesperadamente têm; e ainda, posso contar algo de concreto (embora não me referindo ao psíquico neste caso) - até já fiz um post sobre isso há uns posts atrás, em dezembro de 2013, http://johnybigodes.blogs.sapo.pt/65796.html -, em que eu fiquei a saber por mim próprio que era intolerante à lactose quando já me tinha queixado à médica por varias vezes que tinha mal-estar intestinal, e ela nunca foi capaz de se lembrar, digo assim, de me dizer isso: para evitar o leite. Agora já se fala muito nisso, e já se vai encontrando leite sem lactose. É lamentável acontecer isto, tenho sofrido muito mais do que sofreria na vida por tomar o leite e andar mal dos intestinos, se tivesse sabido há pelo menos 10 anos atrás… simplesmente não percebia o que se passava até que se fez luz. Realmente, as pessoas são irracionais em grandes aspetos da vida, neste mundo, deixem-me generalizar agora um pouco este aspeto (de irracionalidade) porque se recusam a compreender quando estão bem, nada é com elas: o mundo está a caminhar para pior, mas como ‘eu estou bem’ então nada mais interessa saber; é pena que isso aconteça….Se bem que por outro lado há aqueles que tanto poderiam fazer e simplesmente estão, sei lá, economicamente bem, não precisam de se preocupar. E isso leva-me a pensar afinal é verdade que pagam os mais fracos com a injustiça, os mais doentes, que ainda tem de trabalhar mais do que outros saudáveis, muitas vezes. Quem mais precisa é quem é explorado, e a pensar nisto penso também naquilo que me questiono frequentemente, porque acreditei em Deus? Porque não consigo, no entanto, não o negar (?), apesar de haver muitos mais indicativos de que o que ocorre nesta vida é um acaso do que uma ‘vontade maior’, em lugar de haver um Deus bom, que me querem fazer acreditar; vida, esta, num mundo magnífico onde os fracos tem a vida perdida à partida em lugar de ter um lugar reservado por Deus para uma eternidade nunca comprovada, num paraíso além-vida que será infinitamente incerto, vida, esta, onde a vontade do homem é negada à partida segundo uma saúde e uma série de vicissitudes que lhe ditarão o que vai ser, como se fosse um jogo em que quem não consegue jogar já perdeu mesmo sem nunca querer jogar. Podia falar ainda mais na falta de amor, de gente perdida, pessoas em número exorbitante, que falam ser protegidas quando nunca mais terão proteção, porque são elas mesmo fruto da desproteção e do desamor, da irracionalidade, ou tão-somente do acaso, de uma experiência da evolução, por exemplo. Continuarei a questionar-me sobre isto, possivelmente sem nunca encontrar resposta a estas questões, sofrendo sem perceber porquê, e no entanto agradecido a algo desconhecido, se assim for, porque sei que não sou o que sofro mais além de que me posso rever noutros sofrimentos que me dizem que não estou só, pelo menos não sou o único, porque aí qualquer um que esteja só com a sua maleita seria desprezível.
Acabei por não dizer nada do que queria =| …talvez diga o que quero depois de amanhã.