Player

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

Estranho, muito estranho



Desejo escrever, por vezes, quando uma ideia especial me passa pela cabeça. Queria comunicar, como quem diz ‘queria dialogar’. Quando olho para esta folha branca, a velha sensação horrível de vazio regressa, dá-me precisamente ‘uma branca’. Queria fazer algo que me fizesse sentir bem; sentir bem, comunicando, com alguém, na internet ou na realidade, dialogar, criar amizades, e, no entanto, um vazio se apodera de mim em todos os momentos da minha vida social, como que uma nulidade a querer instalar-se em mim, fortemente, a querer possuir-me, se é que já não me possuiu à muito. Tenho medo do que penso, mas não consigo deixar de o fazer, fazer como o faço, mas tenho muito mais medo ainda do que digo, de que possa magoar alguém inocente, de que me magoe, eu, ainda mais do que o que estou. É confuso; É paradoxal; É mágico; É enérgico; É descontrolado, muitas das vezes. Assim é o meu pensamento. E com isto penso: que tem a escrita a ver com a realidade? Um desabafo, talvez, no vazio do meu Universo, na entropia da comunicação moderna, o frenetismo das palavras e das imagens a rodar a uma velocidade estonteante diante dos meus ouvidos e olhos; e, eu, a tentar absorver tudo, o máximo que posso, para chegar sei lá eu onde, porque isto nunca tem fim… ufff ... e, eu, deixei-me levar ao sabor da vida, sempre na esperança, como agora, mas talvez ilusória (e eu a dizer, ainda, ‘mas’ como que ainda a ter esperança…) que tudo se havia de se encarreirar, havia de ‘entrar nos eixos’, havia de me tornar mais forte, havia de ser aceite como eu sou, na tolerância das pessoas de bem, como eu me considero; mas não, isso não chega, é preciso comunicar, e eu estou sufocado, sem saber como ainda estou vivo, assim; uma coisa é certa, a ilusão avoluma-se mais, a cada dia que passa, a incerteza do futuro é toldada por ela, para que o pânico não se tenda a instalar imediatamente. Comunicar, falar, tudo me é negado, negado em mim próprio, por um fechamento passado, nunca superado. Pois, hoje, queixo-me, porque queria acreditar no que se diz, queria entender como as pessoas ‘normais’, sentir a calma ‘normal’ das pessoas que vivem sem ter de questionar conceitos tão profundos da vida que parecem nos ir salvar, assim como nos levam ao abismo, por paradoxal que seja.
As ideias evaporam-se-me, quando a incerteza e/ou a insegurança e/ou o stress, seja ele de que tipo for, se me acomete. As fobias tomam conta de mim, e, eu, não dialogo, me isolo ainda mais. A falta de confiança em mim é grande, porque os medos que não controlamos se apoderam de nós, e me torno como um macaco, repetitivo, somente centrado naquilo que não consigo ultrapassar. Porque tem de ser assim? Pergunto, constantemente, eu, ao meu Grande Deus, que não sei se existe. Porque tive eu de vir viver neste mundo, num clima de tanta contrariedade, apesar da aparente paz que me envolve. Se me tivesse sido dada a hipóteses de escolher, eu preferia não ter existido. Porque tive que existir nesta condição, apesar de não ser a pior de todas? Porque busco eu uma salvação ainda? Porque a minha vida não vai ter continuidade? Porque não posso viver com o que sou sem ultrapassar a minha barreira de sofrimento? Quando era novo, eu tentava ser bom naquilo que fazia, e acredito que ainda o tente, mas a verdade é que nunca era suficiente o meu esforço, como que não tivesse valor, por quem era avaliado. O que me parece é que tudo corre mal cada vez que quero fazer algo social. Há forças muito estranhas que controlam a minha vida, quiçá a outros aconteça ou sintam da mesma maneira. É um facto que não nasci para ser escravo, a contrariedade que me possuiu não me deixa aceitar isso na vida, e no entanto não consigo ser livre. Como posso eu auto-sustentar-me neste mundo de economia, se as pessoas de quem todos, ou a grande maioria, de homens que querem contacto, me fazem tremendamente medo; sinto-me humilde, néscio perante a dissimulação de muitas pessoas com quem tenho que me dar; ou então, a incompreensão daquilo que nos aflige por parte dos outros leva-nos ao desentendimento, porque eu também não consigo ter discernimento na aflição; A minha parte emocional, chamam-lhe ‘inteligência emocional’, tende a desaparecer a cada dia que passa. Tenho medo, muito medo.

quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

Evolução [De uma maneira geral]



            O Mundo em que vivemos será como o sentimos. Cada um o sente de maneira diferente, penso, porque cada um é diferente, apesar de, em condições normais, ter-mos maneiras iguais ou idênticas de ser ou de estar no mundo, de comunicar. O meu mundo não é só o que era e que me foi dado de herança genética ou quiçá de algum modo mais, talvez um modo inefável, algo que está no domínio da Psique humana; contudo, o meu mundo é, e tem, também, aquilo que lhe acrescentei ao longo deste longo e maravilhoso caminho (que quero, desejo, anseio e peço, continuar a percorrer), cheio de aventuras, que provém dos imensos sentimentos e emoções que poderemos ter, que eu tive, das experiências que me envolveram, do que me é dado a conhecer pelos sentidos e sentimentos, e que posso peneirar na malha que fiz, baseada naquilo que me guia e daquilo em que eu acredito que é ‘’a verdade’’. Podem dizer que é a sua/minha ‘verdade’; tudo bem, não aceitam o que é a minha ‘verdade’, assim como eu não aceito certas ‘’verdades’’ que são aceites por outras pessoas. Será que a Verdade é um conceito objectivo (?), como se pode dizer sempre que 2+2 são 4? Haverá uma Verdade, a que lhe chamaria: ‘a Verdade Suprema’, ou ‘a Verdade das verdades’, ou ainda, ‘a última das verdades’, que seja possível ser alcançada? Ou será que apenas podemos ver o ‘padrão das verdades’, em última análise, para alcançar, o da Verdade (da tal ‘Verdade suprema’) que vai sendo aproximado à medida que tudo evolui? Evoluímos, sim, tudo evoluiu, isso nos é dado a conhecer no último século: antes da evoluçãoimensas mudanças, e quando essas mudanças provocam uma mudança correta de adaptação a essas mudanças chegamos a esse conceito de ‘evolução’, e, ele toma, então, todo o seu sentido, toda a sua plenitude de definição. Temos um longo caminho percorrido, quiçá 13 mil milhões de anos, desde a formação da terra, 4 mil milhões de anos desde o aparecimento dos primeiros e primitivos seres vivos na terra; houve um equilíbrio geológico, planetário e Universal que se manteve, extraordinariamente e milagrosamente por todos estes milhares de milhões de anos para que houvesse a tal evolução, neste nosso planeta azul; visto ao pormenor é óbvio que houve retrocessos, como por exemplo, nas extinções em massa que se deram, mas de algum modo (a descobrir) os seres que subsistiram, foram guiados para aproveitar o que de melhor havia na adaptação deles e de outros (e, aqui é mais fantástico ainda) para evoluir também e se adaptarem ainda melhor; Assim houve também momentos de explosão de vida (‘momentos’ que se medem em milhões e milhões de anos, claro). Certamente aceito que de há 500 milhões de anos para cá um pulo de gigante se deu a passos lentos. Os animais saíram do mar para ocuparem a terra, assim como as plantas. E os animais (provavelmente as plantas também) tornaram-se enormes, talvez há 200 milhões de anos. Certamente haveria grandes extensões de florestas luxuriantes, o clima seria geralmente fantástico em determinadas alturas (a terra girava mais rápido do que gira hoje, por exemplo, na ordem de 45 minutos a menos nesses 200 milhões de anos atrás, talvez); Mas quantas e quantas transformações magnificas a terra não terá tido, imaginem! Foi há 60 milhões de anos atrás que se deu a grande extinção no reinado dos dinossauros, fala-se em desaparecimento de até 90 por cento da vida terrestre, talvez, devido ao impacto de um meteoro gigante que bateu onde é hoje o México, na zona de Yucatan (Lucatã). Mas nestes 60 milhões de anos que se sucederam os seres que sobreviveram evoluíram novamente para dar a transformações imensas nos animais e plantas, e na geologia também; até que, há 60 mil anos atrás, surgiu o homem que hoje somos, que transformou o mundo e a nós próprios admiravelmente. Enquanto nós evoluíamos de macacos, outros seres como certos mamíferos transformavam-se magnificamente, por exemplo, baleias, que eram seres que andavam em terra, voltaram ao mar, por adaptação gradual. As transformações nestes últimos 60 milhões de anos foram rápidas para os animais e certamente para as plantas, apesar da rotação da terra estar a desacelerar. E neste ritmo frenético e alucinante continuamos imparavelmente, desejamos ‘Construir um mundo melhor’’; no entanto, não sabemos se será melhor até que aconteça o que tiver de acontecer, e que, penso, só uma visão e vontade superior podem saber; eu não acredito que seja para melhor que caminhamos, se assim continuarmos. Esta minha visão, partilhada por muitos, mas não os suficientes, poderão dizer, é pessimista. Uma extinção pode estar prestes a dar-se neste ritmo imparável de mais de 7 mil milhões de habitantes sedentos em ‘transformar um mundo num sítio melhor’, em usufruir, mas também em sobreviver, porque estão sendo impulsionados pela natureza intrínseca que vai nos genes de cada um; Assim, no mundo sem amor, de confusão, maiores confusões e incompreensões se instalam: ‘Não queremos ser ricos, queremos amor’, dizem muitos, ‘não queria ter nascido sem amor’; mas já que nasci neste mundo humano de comunicação caótica quero sobreviver evitando cair no erro que muitos caem, mesmo tendo a oportunidade de pensar e conhecer o passado (o de cada um e o do mundo, de uma maneira geral), não vou gerar um filho sem amor, o mal e o bem debate-se e digladia-se a todo o momento, se se escolher o caminho errado, por força de qualquer motivo que nos obriga a isso, como não se pode voltar atrás, irei remediá-lo com todas as minhas forças. Dentro de uma grande ‘Razão de equilíbrio’ que se tenta mostrar a cada um de nós, por dentro de nós, apesar de pequenos seres que somos em relação para com o mundo, com o universo e para com a sabedoria que poderemos ter ou atingir, dentro de algo que é racional (porque, dizem, já não somos macacos), o mundo caminha segundo o ritmo da inconsciência, dos sentimentos e emoções, expressos como se ainda fossemos macacos, absortos na arte, no bem-estar, sem perceber o que é essencial e o que é supérfluo, ignorando o significado desse bem-estar que pode significar mal-estar de outros ou destruição da natureza em excesso, superfluamente, só por capricho. Isto acontecendo depois da carnificina das grandes guerras, e das grandes lições que deveríamos ter tirado delas, e de toda a história no geral, do mal que acontece no dia-a-dia. Contenham os impulsos de capricho constante, não criem necessidades fantasiosas, não reais; contenham o desejo de poder pelo poder, sejam responsáveis, utilizem bem as vossas capacidades para melhorar o bem universal, encaminhar o mundo num modo sustentável. Novas gerações nascem sem amor e sem a possibilidade do conhecimento consciente, da sabedoria, de saberem quem são, ao menos de onde vêm e para onde vão; Novas gerações nascem como se fossem néscias, querendo continuar na indiferença pelo que se passa, mesmo podendo conhecer e saber as coisas, mesmo sabendo e conhecendo o que se passa, mesmo tendo esse apelo no dia-a-dia, como que pensando, eu não tenho a responsabilidade do que se passa num mundo tão grande sendo eu tão pequeno. É certo que eu digo, como os Supertramp o disseram em The Logical Song: 
‘At night, when all the world's asleep,
The questions run so deep
For such a simple man.
Won't you please, please tell me what we've learned
I know it sounds absurd
But please tell me who I am.’

‘À noite, quando todo o mundo dorme,
As questões correm tão profundamente
Dentro de um homem tão simples.
Queres tu dizer-me, por favor, diz-me o que aprendemos
Sei que parece absurdo
Mas diz-me quem eu sou.’

terça-feira, 11 de outubro de 2016

A mentira em que vivemos (The Lie We Live)







A Mentira em que vivemos
Legenda ptPT - A mentira em que vivemos
Download the video - Baixem o video e legenda Tamanho: 114MB


     Observação: O video não é da minha autoria, todos os créditos vão para o autor que não sei identificar.


            Este título poderia ser um título meu, assim como outras pessoas poderão dizer o mesmo. Mas não é, e, no entanto, a ideia transmitida, é a ideia de muitas pessoas por esse mundo fora; os sentimentos que evoca, são os mesmos ou idênticos em muita gente, os de medo sobretudo, o sentimento de desejo de poder fazer qualquer coisa que esteja ao nosso alcance para que esta terra ainda tenha homens de bem por muitos anos, falando de uma maneira subjetiva. Este vídeo já foi visto mais de 25 milhões de vezes no youtube, nesta altura. O autor, certamente um rapaz comum, com um conceito generalizado do que se está a passar no mundo [que eu considero atrozmente realista, a ideia de que a terra, ou melhor, seus habitantes, estão galopantemente em perigo, a vida em última instância, seja humana ou animal] teve a ideia de o fazer, de utilizar o seu tempo para projectar essa ideia numa montagem de vídeo, com 8 minutos, resumidamente, impactantes. E ainda assim, com este vídeo e outros, isto é, com toda a informação que circula hoje em dia na internet e não só, dá-me a impressão de que somente uma minoria de pessoas existentes na terra se terá apercebido ainda da dimensão total do problema ‘the whole picture’, do que está em curso: Devido à quantidade de gente que existe no mundo (estima-se que 7 mil milhões de pessoas o habitam, 10 vezes mais que no quarto final do século 19) os recursos da terra estão a diminuir drasticamente dado o uso intensivo desses recursos; muitos deles são perenes, como o petróleo (que é tão falado) e estão causando mudanças dramáticas (as climáticas são o exemplo mais falado, devido ao excesso de carbono CO2 que se está a produzir devido à queima imensa de combustíveis fósseis, segundo dizem e se comprova), mudanças, essas, que muita gente verá no decorrer de suas vidas, como eu ambiciono ainda viver para as, tristemente, confirmar - tudo aponta para isso embora haja quem tente encobrir toda essa realidade que se está a dar, ou simplesmente ignoram como se não fosse com eles ou ainda desvalorizam; outra sobre-exploração de recursos utilizados indiscriminadamente: a do solo (com agricultura intensiva por exemplo) em que se utilizam muitos produtos que a médio prazo são nocivos para o ambiente e logo serão para as pessoas [quando digo médio prazo é no decorrer da vida de uma pessoa, mas se pensarmos na idade da terra e da existência de vida, ou pelo menos desde que a terra passou a ser habitável, nunca um ser, em tão poucas dezenas de anos provocou tanta alteração no nosso meio ambiente, isto é, digamos, em 600 milhões de anos de vida habitável do planeta nunca uma criatura alterou tanto a terra numa quantidade ínfima de tempo, em dezenas de anos digamos, em relação à quantidade de tempo habitável. E, ainda, a maioria das pessoas não tem noção que o fato de haver uma mudança tão grande neste ínfimo espaço de tempo trás consigo muito perigo para a existência da própria raça humana a médio prazo se nada for feito para se reconciliar aquilo que ainda pode ser reconciliável com a natureza viva; É perigosa, também, a mudança para outros animais, muitos deles especializados, e não somente, em determinados ambientes e sensíveis a pequenas mudanças de clima e outras condições terrestres ou condições marinhas, como exemplos extremos: o urso polar que se extinguirá ao ritmo a que a calotas polares se estão a derreter, imprescindíveis para a sua sobrevivência, como por exemplo os corais dos oceanos, que basta um pequeno aumento médio da temperatura do mar, como está a acontecer, para eles morrerem, como comprovam as noticias que chegam até nós e nos mostram isso, nos últimos anos. Penso que a solução reside em cada um de nós, humanos, que devemos realmente pensar a uma só mente, seguindo uma ideia de que temos que ter amor para com o que nos envolve, devemos buscar a inteligência de compreender a situação da terra, buscando no conhecimento um meio de preencher a sabedoria que nasce connosco e que é descartada muitas vezes à medida que crescemos usando o mal e a destruição e também a ilusão económica do ter muito dinheiro e que isso dará sustentabilidade às vossas futuras gerações quando o que dá sustentabilidade é a paz, a harmonia da construção de um mundo humano em colaboração com o ambiente que nos rodeia, com outros seres vivos que fazem falta na diversidade que o mundo deve ter para ser saudável e não adoecer de morte, e logo de morte, a humanidade. Assim, também poderemos dizer que a maioria de nós, nesta terra, vive numa ilusão, ou então, com muito menos eufemismo, ‘vivemos numa mentira’, com crédito do titulo para o autor do vídeo: ‘The Lie We Live’. Está dito por hoje.

domingo, 4 de setembro de 2016

Uma década de possibilidades



            Brevemente, faz 10 anos que emiti o primeiro Post neste Blog. Vai fazer 7 meses que divulguei o meu último Post, depois, senti a necessidade de parar por ‘uns tempos’. Senti agora a necessidade de voltar, nem que seja de passagem, além de ser para marcar o meu tempo, o tempo de algo que fiz. Talvez tenha buscado neste Blog, ao criá-lo, dizendo tudo o que pretendia e pretendo, numa só palavra: desabafar; procurei transmitir: a parte mais segredosa, mais melancólica e a mais preocupada de mim (que se preocupa comigo próprio e com tudo o que me envolve - como seja a natureza no geral); a parte mais fechada de mim mesmo - na esperança de que isso fosse não só um escape, mas com a esperança de que isso fosse a partida para que pudesse resolver o que me faz vir aqui, entender essa (s) causa (s), tentar resolvê-la (s) para que possa tentar ser mais feliz, tentando corrigir o que de mal faço para me sentir assim (se a culpa for minha), procurar os culpados, se a culpa advier de outros. Pelas palavras de Joana Torrado, quando foi destacado o meu Blog, em 30 de Maio de 2007, aqui, caracterizou-o da seguinte maneira: ‘’Johnybigodes blog -  Um blog que fala das amarguras e desilusões de um jovem desiludido com a vida’’. E, sim, concordo inteiramente, uma descrição muito bem definida que me continuará impulsionando a questionar o porquê disso, pela minha vida fora, na esperança de que essa desilusão se atenue ou desapareça. Posso dizer que me sinto ouvido graças à internet (apesar do feedback ser muito pouco de há uns anos pra cá, e nunca tive muito), quando um dia pensei que o meu desabafo iria ficar no ‘silêncio dos inocentes’; Neste mundo cibernético parece-me que libertei bastante a incomunicabilidade que tinha (e ainda tenho em alto grau) na vida real, a minha dificuldade de expressão verbal que se expandiu para dificuldades de expressão emotivas etc. Resumindo o meu passado: eu cresci fechado em mim, com um grande problema de raciocínio social e de me exprimir socialmente, no sentido de pensar em grupo, falar em grupo, ter ideias em grupo, fruto de uma timidez extrema, a qual tenho analisado profundamente, procurando as suas causas, algo nunca ultrapassado e que me aflige muito; decerto que eu poderia ser feliz como sou, mas parece-me, depois de ter tanto analisar, que não me aceitei como sou porque alguém não me aceita como sou, além de que esse (s) são a (s) causa (s) muito provável (eis) de ser quem sou, sentir como sinto, e, consequentemente, a razão do meu insucesso; tentando concluir este raciocínio, sinto fortemente que a razão do meu insucesso não radica em mim, mas daqueles que me oprimiram, me trataram injustamente, que por paradoxalmente que seja, são simultaneamente a causa da minha sobrevivência e da minha tristeza, tornando-me num ser vulnerável e que pode facilmente ser atacado. Penetrei no mundo da comunicação online, perseguindo sempre, activamente, algo que me desse respostas, persisto, para todas as questões que coloco nos meus desabafos, tentando compreender o porquê de eu estar aqui e agora, sentindo como sinto (não satisfeito, ‘desiludido com a vida’), e não estar noutro lado e ter outros sentimentos positivos, digamos assim. Criei, com isto, uma dualidade na maneira como estou na vida, fazendo uma divisão entre o meu mundo real - o da aparência que tenho que ter perante os outros, a maneira como posso estar perante a realidade externa, tentando não manifestar as dificuldades que tenho (as minhas fraquezas), despistando o que realmente sinto (fugindo daquilo que não me favorece para que possa viver o ‘mais normal’ possível) – e o meu mundo virtual, em que criando um Nickname [Johnybigodes] (que representa um Avatar abstracto, que toma corpo à medida que se vai manifestando) em que eu posso transmitir aquilo que sinto de mau ou menos bom em mim, sem expor e ter de o assumir perante pessoas duvidosas na minha realidade, na minha envolvência, aqueles problemas, que se caíssem como reais, me fariam muito atrito, me iriam auto- destruir, auto rebaixar, ou se não fossem ‘Auto’- sentidos seriam infligidos por outras pessoas em mim sabendo da minha fraqueza. Falo isto porque vejo que normalmente as pessoas (ou, muitas das pessoas) não fazem essa dualidade, por exemplo, no Facebook encontro pessoas que no perfil real ‘admitem’ ter certas dificuldades, como sejam ansiedades, fobias ou depressões, para ser mais concreto, e vivem segundo esse ‘rótulo eterno das dificuldades mentais’ que têm e que, se por um lado podem ser compreendidas, por certas pessoas mais facilmente, também, por outro lado, podem ser mais facilmente marginalizadas de uma maneira que só quem sofre sabe o que isso significa, vivendo assim sobre esse, repito, ‘rótulo eterno das dificuldades mentais’, muitas vezes retraindo-se na sua expressividade, como eu o faria, como se esse rótulo estivesse na testa para todos verem, passando muita gente a tratarem-nos de acordo com o que vêem na testa e não com normalidade, com o que sentem com normalidade, segundo o que cada um é. Por isso eu me divido na minha dualidade, primeiro não quero ter rótulos ‘na testa’, além de que tento expurgar os meus problemas, separando o bom do mau que vai em mim, conseguindo lutar melhor contra o que é mau e não andando tudo à mistura. Além disso, ter um Nickname e formar um ‘Avatar abstracto’ como digo, é também para mostrar o melhor que vai em nós e que na realidade não podemos demonstrar, a arte que vai em nós, as questões profundas da vida que não serão ditas em conversas reais, a expansividade do meu gosto pela música, os sucessos (que apelam ao meu entendimento pela vida, pelo amor, pela amizade, pela sexualidade, pela alegria que a alma sente e não se manifesta), de procurar compreender a misteriosidade da minha fé - que acho que todos deviam fazer em relação a cada um de vós, e para sentir o mundo e o Universo dentro de nós, fazer e descobrir o relacionamento de tudo e encontrar grandes respostas. Não quero que as pessoas façam como eu, não sei se será o caminho certo, este, mas certamente é o caminho que eu tenho trilhado. E para que este Blog não fique parado no tempo associei-o ao facebook, aqui o qual continuo a explorar outras facetas, simples que sejam, do meu Nick. Até breve.

domingo, 6 de dezembro de 2015

Evolução



Mais de um mês se passou. O tempo passa de maneira diferente, à medida que o tempo vai passando. A força da juventude para o ultrapassar decai à medida que o nosso tempo passa, até ao ponto em que ficamos cada vez mais para trás na caminhada. A minha jornada já está em atraso em relação à atualidade, tenho a certeza, já faz algum tempo, e sei que o retrocesso irá continuar. Mas, julgo que da perspetiva do universo, o tempo está mesmo a abrandar, os sistemas do Universo estão abrandando. A terra cada vez gira mais devagar, para quem não ouviu ou pensou nisso a terra girava mais rápida há milhões e milhões de anos, já consegui absorver esse entendimento. O tempo urge, a intensidade com que o mundo humano se move é demasiada para o equilíbrio do planeta. A mudança está mais acelerada, isso é certo; o que vai acontecer, não sabemos ao certo, mas podemos ter a expectativa de que uma mudança tão repentina não é boa a médio ou longo prazo, falando a respeito do equilíbrio natural do mundo; muitos seres irão sofrer, em muitos casos para outros estarem (relativamente) bem. Deve ser previsível que a partir de determinado e incerto ponto no futuro mais ou menos próximo tudo começará a descambar em algo nunca visto, neste ‘big brother’, ao vivo. O meu desejo para o mundo foi o melhor, na minha simplicidade, com que nasci. Desejei o melhor para o mundo e para mim, como é evidente. Fui na procura, e continuo buscando, das forças que me fazem mover e fazem mover o mundo, tentar percebê-las. E é certo que vou entendendo a maneira geral como as coisas se relacionam. A deceção com o que me vou deparando é enorme. As pessoas são uma massa confusa. Agem de maneira errática, sem um propósito de futuro. E eu vejo o mal que elas encerram; sinto o mal delas à minha volta, eu próprio sinto despertar o que de pior há nessas pessoas que me envolvem, em vez de gerar o que de melhor há nelas; As massas não se controlam, assim como eu não tenho controlo sobre mim nessa força imensa com que o bem e o mal se digladiam. As pessoas são indiferentes, não têm tempo nem sabedoria para apreciar e saber agir segundo a paz, para viverem com inteligência. Este é um sentimento que tenho, não confio nas pessoas na vida real (porque na virtual ainda vou entendendo o altruísmo e a tolerância e o sentido de partilha, de informação que existe); oxalá eu ainda sinta que as pessoas não são todas iguais. É provável que o problema parta de mim e só me afete a mim e quem me envolve. Tenho um pouco de conhecimento de psicologia e comportamentos para perceber a ação e atitude das pessoas, compreendendo o que vai dentro delas, muitas vezes, ou só reparo no que devia ignorar, no que é mau nelas. Percebo agora que não as posso mudar. Muito pouco posso mudar. Como podem essas pessoas viverem a pensar que tudo o que se passa é um acaso, que esta terra se formou por sucessivos e imensos acasos favoráveis à evolução; como podem dissociar a ciência da Fé? Como podem ser indiferentes? Porque o mal age quando o bem se quer instalar?
            Não represento ninguém, contudo, a minha língua é a portuguesa e a minha terra mãe é Portugal; Sou um ser que procura ser feliz, mas que paradoxalmente quanto mais procura a felicidade mais o oposto força a que não seja feliz ou pelo menos impede que fique satisfeito com a vida, fazendo parte daqueles que se sentem do mesmo modo. Não queria influenciar negativamente o meu mundo e o dos outros e no entanto tenho esse efeito em quem não devia e que não sei como combater; Em quem devia ter o efeito de tocar não toco, ou talvez toque: os imbecis, os indiferentes, os malévolos, os assassinos, os guerrilheiros, os que lutam em nome de Deus, quando Deus não pede para lutar, burros, filhos do Diabo, que não agem para se defender, agem por pura maldade; terrorismo, guerras sem sentido, gente demasiada no mundo, falta de um senso de sabedoria, sei lá! A ilusão: do mal virtual, da errónea interpretação da vida; o simples mundanismo social a que o homem se entrega, formando ideais e culturas excessivas que jamais poderei compreender ou muito menos absorver; a maldade encoberta pela paz...; Talvez seja eu, a culpa em mim mesmo, que tive azar de não fazer parte da evolução, no sentido da melhor parte, de eu ser assim, como sou, insatisfeito, incapaz de viver normalmente, sem me questionar também, de não ser sensível a tudo, não aceitar o acaso. E no entanto, o mal tem de ser combatido, a paz tem de reinar, a sabedoria tem de conquistar os seres, a evolução é para o bem, por isso dizemos: <<evolução>>; somente.